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terça-feira, 30 de abril de 2013

UM ABRAÇO MOÇAMBICANO!

Hesitei  em publicar este "vício", baseado em fotos com dias e que me chegaram via mão amiga, com receio de vestir toga em causa própria.
São imagens de outros recantos, palmilhados por Família Lafonense, que ali tinham a sua base de vida e labuta. Os ventos da História, interromperam esse ciclo de vida, na segunda metade dos anos setenta, situação abrangente a muitas centenas de portugueses que escolheram África como terra de trabalho e Futuro.
Vieram as gentes, ficaram as marcas de labuta e obra feita...
Se, após a Independência, foi prática generalizada, pela vontade das novas lideranças, alterar todos os nomes de lugares cuja toponímia refletisse, na sua óptica, os colonizadores, neste caso, em apreço, deu-se precisamente o inverso: o lugar em que a Família ALMEIDA, com raízes em  Moçãmedes, no Concelho de Vouzela, exercia a sua actividade de longos anos, ele como funcionário público e a esposa como professora, inicialmente e, depois, como comerciante, num recanto de Cabo Delgado, em Moçambique, denominava-se-se "MUGUIA". Passou a ALMEIDA, numa homenagem expontânea das populações ali residentes.
  Sem procurar justificar a grata escolha daquelas gentes, é com indisfarçável orgulho que o Vouguinha dá este caso singular à estampa, sobretudo, num tempo em que, por cá, intramuros, alguém foi inculcando nos espíritos menos avisados, de que a colonização portuguesa se baseou tão só na exploração das riquesas naturais e na mão de obra barata.  Nem todos ganharam, nem todos perderam com aquele ciclo histórico. Cá e lá. E, no respeito pelo novo País que, sem nos darmos conta, ajudamos a construír, há memórias e factos que vão falando por si, mesmo à distância de décadas!
 As placas toponímicas estão lá, não foram inventadas, nem produzidas noutra era! Têm nome de terras do Vouguinha!
                                 AQUI:





sábado, 27 de abril de 2013

VIAGENS AO PASSADO SEMPRE PRESENTE!

 É incontornável. Sempre que que nos chegam imagens daquela terra linda, daquele Moçambique imenso, mas, em especial, daquele chão macua, que foi um pedaço da nossa vida, não há como resistir à partilha...


sexta-feira, 26 de abril de 2013

DINHEIRO NO LIXO?

 Alguém andou a fazer contratos especulativos com o dinheiro das empresas públicas, aquelas que nós custeamos com o pecúlio dos nossos impostos. Jogadas de risco a que se aventura quem não tem nada a perder....e não sei se a ganhar alguma coisa...
 Deficitárias como elas já são, o que se justifica nalgumas de inegável interesse social, o que me incomoda é que gestores, pagos a peso de ouro, e governantes que teriam que lhes exigir prestação de contas, continuem incólumes, sob a única alçada do julgamento político, quando deviam ser criminalmente responsabilizados por actos de gestão danosa, que nos deixa a braços com dívidas que nem o suor de quem trabalha e as lágrimas de quem nem isso é permitido, podem saldar!
 Mais do que a nossa revolta, para além das manifestações de rua, de discursos condenatórios e acutilante prosápia comentarista, é a JUSTIÇA, os Tribunais,  que devem actuar, sem vertigens persecutórias, mas sem medo!
 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

FATOS À MEDIDA DO CORPO!

 Muito pessoal não tem cura!
É evidente que todos, ou a maioria, precisamos de dinheiro e estamos sempre esperando que o Expresso ou a Diligência do Ouro não venha com atraso. 
Nos anos passados, fui acompanhando diversos fóruns, tipo muros das lamentações, onde o pessoal ia dando dicas e alimentando expectativas quanto à data do reembolso do IRS. Compreensivel!...
  Este ano, sendo que, via net,
 para muitos, é Abril o mês da entrega, logo a partir do dia 3, já os sites estavam pejados de comentários e já se via o Gaspar de corda ao pescoço ou a pedir clemência por entre braços em chamas. Pimba, pumba, toma lá mais esta, ainda comes outra...... o homem já devia andar de "aranhol",  com tanta pancada.
 Porquê? Porque não embarcou em promessas e não se comprometeu em reembolsar o IRS no prazo dos 20 dias a que muitos se habituaram. Que o Socas é que foi um gajo porreiro, que este é um " fdp", e outras meiguices da mesma natureza.
  Hoje, ainda há pouco, um dos ferozes tigres, antes, ansioso por ver o Gaspar entrar na sua jaula, mostrava-se radiante porque já tinha o reembolso no Banco! E exclamava, inebriado: Habemos carcanhol! Nem por um só segundo, se lembrou de ir em socorro do Gaspar, retira-lo das chamas em que o pretendia queimar ou abrir-lhe a porta da jaula.......
 Estes e outros governantes, que ainda andam por aí, não se recomendam, é uma verdade, mas, por uma questão de justiça (da humana, daquela que nós sentimos por dentro, em nome da Razão), cada vez me convenço mais que não merecemos melhor e é de inegável validade a máxima que nos diz: CADA POVO TEM O GOVERNO QUE MERECE!

quinta-feira, 18 de abril de 2013

OS CARRIS...

... onde já não passam os comboios, não servem para coisa alguma!
Este País está, decididamente, fora dos carris, como trem desgovernado, sem maquinistas experimentados e com troikanos que, sem saberem mais, se limitam a verem passar os comboios e ficarem no Cais, aguardando que chegue a encomenda despachada!


  E, nós, tristes e depauperados passageiros da desgraça, à espreita da luz no túnel, mais não vemos que cabras nos carris, as únicas que ainda não descarrilaram nesta viagem de todos os perigos...

Bem pode dizer-se que, neste País, para lá de meia dúzia de comboios, só mesmo as cabras se vão mantendo nos carris!

terça-feira, 16 de abril de 2013

CEIFEIRA DE PORTUGAL


Ceifeira, linda ceifeira
Ceifeira de Portugal
Já não há campos nem eira
Que ceifas tu, afinal?

     Vouguinha

CONTRATO DE ÚLTIMA HORA...

... para o tratamento de 230 enxaquecas em S. Bento!
Como urge, a crer na legislação que vai brotando da confusão daquelas mentes que, quando não dormem, fazem asneira ou berram impropérios!
Que, depois do tratamento, sobrevivam os 180 que, de há muito, se deviam sentar naqueles cadeirões de eleitos!


domingo, 14 de abril de 2013

O SAGRADO E O PROFANO

Somos assim, há muito, há demasiado tempo. Ainda que estejamos a dar cartas no calçado, fabricamos mais leis que sapatos! Por dá cá aquela palha; por uma leve pressão lobista ;por necessidade imediata de dinheiro de taxas;  porque um qualquer assessor sonhou com artigos e parágrafos; por banal dificuldade em dar o nó nos atilhos dos sapatos....engendra-se uma Lei, um Decreto, uma Portaria. Publica-se, hoje, altera-se amanhã, vão-se acrescentando uns "pinchavelhos" à medida de necessidades várias. É tanta a criatividade que, não raras vezes, um diploma legislativo obriga o contrário das disposições de um outro, não revogado, sobre a mesma matéria. A Lei A remete para a B que, por sua vez, já remetia para a C, num emaranhado mais intrincado que o Labirinto de Creta.
Leis que, desde o funcionário do guiché, passando pelos mangas de alpaca intermédios, até ao supra sumo do departamento, vão tendo interpretações a gosto e a jeito. Armadilhas burocráticas, muitas vezes, só transponíveis pelo desrespeito das próprias normas e que estendem uma passadeira verde a essa senhora que já tem por cá morada certa - a Dona Corrupção!

O exemplo vem de cima, onde a nossa Constituição, essa intocável Vaca Sagrada, que sendo das mais extensas do mundo, tem mais artigos que a Bíblia salmos!
Vouguinha

terça-feira, 9 de abril de 2013

ONDE O SUL ABRAÇA O VOUGA..


.... por terras de São Pedro, num vídeo recente de João Damas, que fecha uma série de três.
Para lá do agrado pela visita virtual, regista-se o momento próprio para dar a conhecer a que é, sem caseirismos, uma das mais belas regiões do País...

A DAMA DE FERRO...

.... deixou o espaço terreno onde vincou fortes pegadas,  nos tempos contemporâneos. Afirmou-se pelo seu forte carácter, pelas convicções inabaláveis e, diz quem melhor a conheceu, competência política e governativa.
 Que repouse em Paz!


segunda-feira, 8 de abril de 2013

AQUELA CARA NÃO ME É ESTRANHA!

 Ontem, à noite, não ouvi o enganador choro da Kizumba. Preferi ouvir a Tina do Francisco Menezes, o Aleleuia na Pascoela, na voz da Inês Santos.....e o macaco do Didlet.

 Mas, já sei ter sido criada outra figura mítica no nosso espectro humorístico: o "SOCRARELVAS"!
Diz que qualquer comparação com Sócrates o ofende. Por mim, estão bem um para o outro, no que a Licenciaturas diz respeito. Porque estas coisas, tal como a honestidade, não são mensuráveis, ainda não foi inventado o honestómetro,  nem ninguém é mais ou menos honesto que outrem.
 Ou se é honesto, ou não se é honesto ......e ponto!

Estamos a ver-nos lusogregos!


Pensamento
Eça QueirósEça de QueirósPortugal1845 // 1900Escritor
Nós Estamos num Estado Comparável à GréciaNós estamos num estado comparável, correlativo à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma ladroagem pública, mesma agiotagem, mesma decadência de espírito, mesma administração grotesca de desleixo e de confusão. Nos livros estrangeiros, nas revistas, quando se quer falar de um país católico e que pela sua decadência progressiva poderá vir a ser riscado do mapa – citam-se ao par a Grécia e Portugal. Somente nós não temos como a Grécia uma história gloriosa, a honra de ter criado uma religião, uma literatura de modelo universal e o museu humano da beleza da arte. 

Eça de Queirós, in 'Farpas (1872)' 

domingo, 7 de abril de 2013

VISIONÁRIO?

Há ciclos de vida duma Nação que, por difíceis e tenebrosos, nos obrigam a olhar para trás e sulcar, com o orgulho do Passado, os mares encrespados com que nos vamos deparar num Futuro próximo!..





QUERES UM TÍTULO DO TESOURO?

Não seria inédito. Soares, salvo erro, em 1983, pagou o Subsídio de Natal, ou parte dele, com Títulos de Dívida.
Sem grandes escapatórias para a plena observância das decisões do TC, é muito provável que o Governo recorra ao pagamento do Subsídio de Férias em títulos do Tesouro, o que, à priori, não fere a legalidade.
Provavelmente, uma desilusão para funcionários e pensionistas, ciosos do seu dinheiro vivo entre os dedos, mas uma saída menos difícil deste garrote que o Tribunal Constitucional, no uso das suas atribuições, entendeu  colocar no, demasiado confiante,  pescoço financeiro deste Governo!

Quanto ao mais, mesmo que, pessoalmente, este Subsídio seja como mel no pão, preocupa-me mais  o reflexo de toda a instabilidade que se vai criando e na luta feroz pelo poder que alguns já vão perspectivando, mesmo a mais de dois anos do "fim do campeonato"!...
E ficar a reflectir na opinião de alguém, seguramente mais avisado, para antever os resultados que realmente importam para as nossas vidas, decorrentes dos chumbos pelos Juízes do TC:

Desiluda-se quem julga que ganhou com esta decisão do TC (designadamente os funcionários públicos e pensionistas que recuperaram um mês de rendimento). Os efeitos desta decisão sobre a incapacidade do País de atingir as metas de consolidação orçamental e de regresso ao mercado da dívida só vai agravar e prolongar a fase de austeridade (mais cortes de despesa, mais impostos durante mais tempo). Isto sem contar com a possibidade de uma crise politica, cujos custos financeiros podemos deduzir pelo que sucedeu na Grécia há um ano.
No final, todos os portugueses, incluindo os que agora festejam a decisão do TC, terão perdido bem mais de um mês adicional de rendimento por ano.

AINDA A CARTA DO TÓINO!

 Não é nada de grave, em especial num terreno minado como é o da Política neste País.
 Ainda assim, fica para registo que o Senhor Seguro, o jovem que veio de Penamacor para brilhar no Rato, terá andado mais de uma semana a salivar no selo da Carta que, em 23 de Março, disse ter enviado à TROIKA. A esmagadora maioria dos órgãos de CS, incluindo os Canais televisivos, acolheram como válido esse anúncio que, o próprio, fez questão de alardear em tom solene e com alguma visível jactância.
Quando, já em 3 de Abril, em plena AR, vem proclamar, junto dos seus 229 pares e membros do Governo, no espectáculo de metralha que foi a Moção de Censura, que a já famosa Carta havia seguido naquele mesmo dia, a primeira sensação que me perpassou pelos neurónios foi de que havíamos ganho mais um Pinóquio para a galeria do País do Faz de Conta!
São uns artistas, estes rapazes! Tanto querem imagens e protagonismo, que se atropelam, ensarilhados nas próprias mentiras, mesmo que sejam meras banalidades!
O que não nos conforta, em visão de futuro político, quando se trata de gente que tem mais apego ao poder que à Verdade!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

ESTA LISBOA DE OUTRAS ERAS...


 Nunca entendi muito bem o que é isso de Classe Média. Sobretudo, agora, numa fase que os portugueses estão em permanentes flexões, para baixo, para cima, oscilando entre o ter muito, ter alguma coisa e nada ter!
 Ouvi, ontem, alguém a insurgir-se - quem o não lamenta? -, contra a debandada forçada dos tradicionais comerciantes da Baixa de Lisboa. Descreviam-se, mesmo, casos em que ambos os elementos da família ficaram sem ocupação, desempregados.
 Foi, depois dessa conversa de fim de tarde, que fiz uma viagem ao Passado, a um período que medeia entre o final do Séc.XIX e a primeira metade do Séc. XX, que me ressaltavam no espírito as mudanças que o Tempo vai operando nas nossas vidas e no todo da Sociedade.
 Eles, os comerciantes da Baixa Lisboeta, eram, ao tempo, a nata endinheirada da capital.
Por norma, num quadro bem queirosiano, era o homem quem geria o negócio e o único da família a dar o corpo. A esposa, por rotina,  ocupava os dias nas tertúlias de chá, tendo por única ocupação palpável, estabelecer a Ordem de Serviço junto dos serviçais da casa. Muitos desses negócios floresceram, ganharam corpo de autênticos impérios comerciais. Chamavam-lhe Classe Média Alta......
 Tudo foi mudando, após uma breve e artificial pujança, logo nos primeiros anos da denominada democracia. Incapazes de suportarem os salários dos seus empregados, os antigos e novos comerciantes, iam recorrendo, cada vez, mais à prata da casa, à mulher e filhos, numa tentativa gorada de manter negócio e lucros.
 Hoje, para lá dos que debandaram só após a consolidação dum bom pé-de-meia, de que vivem com alguma folga financeira, a maioria foi, o que se tem por hábito dizer, apanhada na curva, na descendente neste caso, e engrossam, assim, o numeroso grupo das famílias desempregadas.
 Eis como tudo é efémero, não há certezas de nada, nunca nos podemos ufanar de termos o sol, quando até a fugaz sombra na terra nos vai ficando esbatida....
 Mesmo aqueles que vão fazendo boa bolsa, como é moda, recorrendo a vigarices e pulhices políticas, poderão não estar a salvo. E é bom que não estejam!
  Assim o Povo acorde e a Justiça não adormeça!....

terça-feira, 2 de abril de 2013

DESCANSO E SAÚDE EM LAFÕES!

 Aproxima-se o Verão e, com ele, o afluxo de visitantes nas Termas de S. Pedro do Sul. Muitos, vão pelo repouso, pela paz que ainda se vive no verde daqueles campos, pela gastronomia. Provavelmente, a maioria para tratamentos com aquelas águas de reconhecidos benefícios terapêuticos.
 Para lá de todas as motivações, uma há que vai passando despercebida: ali, mesmo ao lado, Vouzela tem, segundo a entidade oficial que regula o sector, o segundo melhor ar do País. RESPIRE AQUI!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Os silvos do VOUGUINHA...

... já mais para a fase final das jornadas dos comboios do Vouga!
Dá gosto relembrar, mas fica-nos o pensamento naquela imagem de infância, nas velhas locomotivas alimentadas a carvão ou lenha, das antigas carruagens com bancos de madeira e das "fumarolas" a encaracolarem-se, em tufos brancos, nos verdes ramos dos pinhais...



 Imagem, afinal, não muito diversa desta que nos é proporcionada pelos comboios da Linha do Corgo....



O FOLAR DE VOUZELA

Para lá dos afamados e deliciosos pasteis, já "confeccionados" por aqui, no Vouguinha 2 , PASTEIS DE VOUZELA/PASTEIS DE TENTÚGAL, outra das tradicionais iguarias daquela Vila lafonense, com raízes antigas e profundas na doçaria conventual, é hora de degustar o FOLAR!


sábado, 30 de março de 2013

PÁSCOA DE PAZ...

... para todos os que percorrem  as margens deste rio de águas livres!
BOA PÁSCOA!

O VOUGA VAI CHEIO!

♫♫♫♫♫♫♫

(Adaptado de "Rio Mira")
O Vouga vai cheio, e o barco não
anda
Tenho o meu amor lá naquela
banda
Lá naquela banda e eu cá deste
lado
Rio Vouga vai cheio, e o barco
para(do)

♫♫♫♫♫♫♫


quinta-feira, 28 de março de 2013

SEM MEDO E SEM VERGONHA


  Não se deve dar importância demasiada a qualquer escroque político. Ainda assim, venho deixar uma lápide neste, para mim, ruim defunto político, dizendo que resisti em contribuir para o share dos seus pontas de lança na Televisão Pública. Vi, depois, um debate na RTPN e os matutinos de hoje, do que depreendi que o artista fez jus ao Dia Mundial do Teatro, fazendo a representação que, de há muito, lhe é conhecida: feroz, mordendo em tudo que mexesse, não teve culpa de nada, fez tudo bem, foi a eterna vítima. Não sei se, a exemplo dum pedófilo mediático, chegou a chorar nos ecrãs televisivos. Se não verteu lágrimas de vítima dorida, deve ter feito aquele inocente beicinho e sibilado arrotos de tristeza, os bastantes para deixar delambidas muitas fãs, como se um trinado do Carreira se tratasse.
 Porque PPPs, "Autoroutes" para terras de ninguém e outras negociatas públicas não foram com ele. Ventoinhas, por pagar, muito menos.
 Bem pode fazer piruetas, carpir ou vir de espada em riste, que para gente desta nunca mudarei o selo que lhe gravei no caixão da memória: MISERÁVEL político, sem medo e sem vergonha:


OS EMBUSTES



quarta-feira, 27 de março de 2013

O BARCO AFUNDOU!

Bar flutuante afundou-se, no Porto!

Não houve vítimas, tem direito a música!

♫♫♫
O barco virou,

Deixá-lo virar, 
Por causa dos políticos


Que não sabem remar.

Se eu fosse um submarino

E soubesse mergulhar,


Levava-os todos

P'ró fundo do Mar!

♫♫♫

terça-feira, 26 de março de 2013

Ainda a CARTA DO TÓINO!

  Em 24, o Vouguinha deixou por aqui uma versão da CARTA do Tóino  aos troikanos.
  Confrontada com a que transcrevo a seguir, do PÚBLICO, o que difere, no essencial? Nada!
  Se expurgarmos da verdadeira todo o fútil arrazoado e floreados acessórios e a demagogia circunstancial, a mensagem fulcral está lá:
           "CALMA, TRÓIKA, VAMOS PROSSEGUIR AS POLÍTICAS E MEDIDAS QUE NOS TÊM IMPOSTO, TUDO CONTINUARÁ NA MESMA,  SE CONSEGUIRMOS DERRUBAR O ACTUAL GOVERNO, CONFORME ME É EXIGIDO PELA TRALHA SOCRÁTICA!


DAQUI:

Exmo Sr. Presidente Não é a primeira vez que lhe dirijo formalmente uma carta sobre as consequências para os portugueses do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro de Portugal.
 Anteriormente fi-lo para dar conta da posição do Partido Socialista nas reuniões com os representantes da troika, reafirmando o nosso compromisso com os objectivos de consolidação orçamental mas alertando para a necessidade do Programa ser credível e ter em linha de conta com os impactos económicos e sociais da austeridade. Recordo que na carta remetida em Setembro de 2012 chamava a atenção para o fracasso da tese da austeridade expansionista e referia uma situação de pré-ruptura social que aconselhava fortemente a uma reavaliação do modo de ajustamento.
Infelizmente a situação económica e social agravou-se fortemente.
Segundo os dados mais recentes, a taxa de desemprego atingiu os 16,9%, isto é a maior taxa de todos os tempos em Portugal. Hoje temos 923 mil desempregados registados e 40% dos jovens não têm emprego. A situação torna-se ainda mais dramática quando é sabido que mais de metade destes portugueses não tem acesso a qualquer mecanismo de protecção social, encontrando-se na miséria ou a viver do apoio da família que, por sua vez, também é fustigada com cortes de salários e pensões a aumento de impostos. Ainda no final da passada semana foi publicado um relatório internacional a denunciar que mais de um quarto das crianças portuguesas estava em situação de pobreza ou exclusão.

Por outro lado, os dados do Eurostat da passada quinta-feira comprovam que no quarto trimestre de 2012 a economia portuguesa retraiu-se 3,8% em termos homólogos, com a maior queda trimestral registada em toda a União Europeia e uma recessão mais profunda do que a esperada porque qualquer entidade nacional ou internacional. A recessão não só persiste como está a agravar-se.

A balança externa, que nos últimos meses era o último argumento do Governo e da troika para tentar indiciar algum aspecto do ajustamento com impacto positivo, dá mostras de degradação. Todos sabíamos que as importações estão a retrair-se pela forte redução da procura interna, nomeadamente do investimento. O que é reconhecido pelas recenes estatísticas do INE é que as exportações estão em desaceleração há um ano e em Dezembro de 2012 caíram 3,2% em termos homólogos.

Mais desemprego, menos economia, mais falências e insolvências, mais pobreza, mais emigração de portugueses qualificados, em particular os jovens. Este é o retrato trágico da política da austeridade do custe o que custar.

Uma política – a da austeridade expansionista – que não atingiu os objectivos propostos. O défice orçamental em 2012 ficou acima do inicialmente previsto e com recurso a receitas extraordinárias. A dívida pública não para de aumentar. E, mesmo com os fundos oriundos das privatizações, a dívida pública aumentou sete pontos percentuais em 2012.

O Memorando previa para 2012 um défice de 4,5% do PIB, uma taxa de desemprego de 13,4%, uma recessão de 1,8%, um stock de dívida de 189 mil milões de euros. O programa não permitiu atingir nenhum destes objectivos.

Há muitos sinais de que a austeridade excessiva tem sido contraproducente, um fator de recessão e de desagregação social. Só para dar três exemplos: o aumento de desemprego levou a uma quebra de 700 milhões de euros nas contribuições para a Segurança Social e de um aumento de 550 milhões de euros na despesa dos subsídios de desemprego; aumentaram-se as taxas do IVA para cobrar mais 12% e afinal a receita caiu 2%; a falência de muitas empresas, a insolvência de muitas famílias e as imparidades obriga a um esforço acrescido na capitalização da banca.

Em síntese, os portugueses estão a passar por enormes dificuldades, a fazer sacrifícios para além dos limites admissíveis, sem que se vejam os resultados (défice orçamental e dívida pública) que o Governo e a troika prometeram; com consequências dramáticas no desemprego e na destruição do aparelho produtivo.

Os portugueses não aguentam mais!

Estamos à beira de uma tragédia social. Chegou o momento de dizer basta!

Chegou o momento de procedermos, Portugal e a Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, a uma avaliação política do processo de ajustamento do meu país.

Não está em causa, como nunca esteve o cumprimento das nossas obrigações externas. Honramos os nossos compromissos e queremos cumpri-los.

Não está em causa a necessidade do rigor e da disciplina orçamental. O Tratado Fiscal Europeu foi aprovado pelo PS, bem como a inclusão da regra de ouro na Lei de Enquadramento Orçamental.

O que está em causa é a política escolhida, a da austeridade expansionista, que não atinge os objectivos a que se propôs e está a criar problemas sociais e económicos de uma enorme gravidade.

A avaliação política que propomos deve desenhar uma estratégia credível de consolidação das contas públicas, dando prioridade ao crescimento económico e à criação de emprego. Já não é só uma opção ideológica, como o PS tem defendido, trata-se de realismo. É uma obrigação moral, olharem para a situação de Portugal e terem, Governo e a troika, a humildade de reconhecerem que a vossa receita falhou.

Portugal necessita, por razões que temos vindo a apontar e que são do conhecimento da troika desde Novembro de 2011, de mais tempo para a consolidação das contas públicas, para o pagamento da divida, de juros mais baixos e de um adiamento do pagamento de juros. Estas quatro condições são essenciais para a criação de um ambiente amigo do crescimento económico e são a melhor garantia de que os portugueses cumpriram os seus compromissos de acordo com as suas possibilidades.

Portugal quer sair da actual situação. Portugal quer eliminar os seus desequilíbrios estruturais e iniciar um ciclo virtuoso de crescimento, competitividade e finanças públicas sãs. Para que tal aconteça é necessário que se recupere o forte apoio político e social ao programa de ajustamento, o que passa por se perspectivar um programa credível e equitativo.

Há, em Portugal, um vasto consenso social de que é necessário uma estratégia credível de consolidação que tenha em conta as consequências sociais e a evolução da economia nacional.

A próxima avaliação do PAEF, a sétima, que vai ocorrer este mês de Fevereiro não pode ser um exercício técnico de verificação se o que está no memorando está a ser aplicado. Muito menos propor ou aceitar novas medidas de austeridade como aconteceu em Setembro último.

A próxima avaliação é crucial para a vida dos portugueses. Exige-se que seja uma avaliação política tendo em conta a grave situação económica e social. A Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional devem enviar a Portugal responsáveis políticos com capacidade de decisão.

Dirijo-lhe esta carta, sensibilizando-o para a situação gravíssima que os portugueses estão a viver e para a necessidade de a próxima delegação datroika ser constituída por responsáveis políticos da instituição que dirige.

Com a expressão dos meus melhores cumprimentos

António José Seguro
Secretario Geral PS