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quarta-feira, 31 de julho de 2013

SWAPADAS DE HUMOR


segunda-feira, 29 de julho de 2013

O RATO ESCUTOU O RATO?


 Para mim, mesmo tendo dúvidas e enganando-me algumas vezes,  e que não sou detective de coisa alguma, este caso das ESCUTAS AO PS, esclarecido está! Como supunha e já por aqui tinha aventado, este episódio não passou duma nuvem de fumo para encobrir a "nega" de Seguro ao Acordo proposto pelo PR.
 Em que se baseou a suspeição? Os homens do Rato, queixaram-se de que teria sido escutada uma conversa telefónica entre Seguro e Alberto Martins, negociador do famigerado acordo. AQUI Porquê? Porque, quando, no decorrer das negociações, se sentou á mesa com os representantes do PSD/CDS, estes já sabiam o que Seguro havia dito ao Alberto Martins.
Ahahahahaha.....perdoem-me a gargalhada! Mas a suspeita das escutas foi só por isto? É que, nem só os outros negociadores sabiam do que Seguro dizia a Alberto Martins, como sabia eu, como saberia uma grossa fatia de gente avisada neste País! Estava de caras! Quem é que não sabia que Seguro, sobretudo, depois do raspanete do venerada Padrinho e seus acólitos mais chegados, não iria assinar coisa alguma, para mais, conhecendo-se que o seu apetite está no poder e não no País?!
Bem podiam poupar tempo e dinheiro aos organismos de investigação! Este caso dispensava a sagacidade dum Maigret. Qualquer detective do Cais do Sodré, que acompanhe os contornos da luta partidária e da dança pelo tacho, o teria deslindado mais depressa que o tempo gasto naquela área por uma artista em sessão de strip para marinheiros franceses!

domingo, 28 de julho de 2013

UM GRITO INSEGURO

   Não acredito! Digam-me que não ouvi o líder do maior partido da oposição, o que vem clamando por uma maioria absoluta na próxima governação que já dá por segura, bradar contra o termo "União Nacional", para justificar a recusa de qualquer entendimento com o actual poder. É este que ele persegue, a qualquer preço. Pelo vistos, primeiro mo PS, depois o País. Mas, até aí, é a sua escolha. Infeliz, mas é dele...
 Só que, poderia ter o PM utilizado mil e umas designações, que todas confluíam numa união nacional, nos seus objectivos prioritários. Poderia dizer "Salvação Nacional", "Entendimento pelo País", "União de esforços", "Todos Juntos", "A União faz a força", que o resultado era o mesmo, ainda que os fantasmas invocados fossem outros que não os da Velha Senhora.
  Uma estultice do tamanho de quem a proferiu, é justo dizê-lo. Teríamos que retirar muitos étimos e terminologias do nosso dicionário pátrio, para que este e outros iluminados da nova "Era Redentora" aceitassem qualquer acordo em nome da vida dos portugueses.
  Vamos, por exemplo, retirar o termo "Mocidade Portuguesa" do nosso Léxico, que é coisa do Salazarismo e, pensando bem, este País até está uma Terra de velhos.
  Eu, que nasci e vivi, ainda no tempo da propalada Ditadura, entendo, agora, porque, subrepticiamente, esta e outra gente das mesmas lojas, foi banindo termos como "Honra", "Honestidade", "Verdade"... Faziam parte dum Léxico passadista.
  Aparece-nos cada estrela neste firmamento, que eu chego a interrogar-me se este falso azedume em que o bode expiatório são duas palavras, não será mais uma forma desta gente nos passar um atestado de ingénuos e analfabetos!

 É disto que se segue na proa desta barca sem rumo?

 

SÃO MACÁRIO



São Macário, São Pedro do Sul, esta  manhã, pelas 06H46, numa foto do residente Senhor José Manuel Correia.
Dia "farrusco" e chuvoso.

DE MECA PARA MEDINA

  Pelo menos, aos Domingos, dia santificado, as minhas "rezinguices" deviam estar de folga. Mas qual quê! As ideias pressionam-me as pontas dos dedos e sinto-me obrigado a libertá-las, para descomprimir.
  Já por aqui verberei a ideia de Passos em convidar Rui Machete para o Governo. Não por pretender colocar em causa a seriedade do homem, mas pelas suas ligações, directas o indirectas, ao BPN, um dos nossos pesadelos. Tanto mais que não faltariam diplomatas, sem estes fios condutores de cargas negativas, para o desempenho dos Negócios Estrangeiros. Pintem o fresco com as cores mais apelativas, que continuo a pensar ter sido mais uma asneira e uma forma gratuita de dar aso a, ainda mais, "berreiro".
Mudemos de agulhas e quedemo-nos por terrenos autárquicos, onde o socialista António Costa, o candidato à permanência na Câmara da Capital, anunciou, no tiro de partida para a Campanha, ter escolhido para seu Vice, o economista Fernando Medina, um dos rostos do PS socretino, que foi, por duas vezes, naqueles malfadados seis anos, Secretário de Estado. Tal como o primeiro, também não vou por em causa a sua probidade ou competência para o desempenho do cargo, mas, do mesmo modo, não é famoso o seu cartão de visita.AQUI
  Dir-me-ão que o BPN nada tem a ver com a governação socretina. Para mim, tem. E muito. Se o primeiro foi um assalto aos contribuintes, de que o socialista regulador também foi culpado, os seis anos de governos de Sócrates foram um irresponsável empurrão para o abismo em que caiu o País e os portugueses e um semear de dinheiros públicos de que não vimos fruto, nem gastos bem justificados.
  Gente dessa, meus caros, prestava um bom serviço à Nação, se, com o peso da consciência, se escondesse bem fundo e não voltasse à Ribalta do Poder. Para que as estruturas da liderança deste País deixem de nos merecer uma continuada desconfiança.....e desprezo, algumas vezes!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O BRAÇO DA CGTP...

...  no sector da Educação soma e segue. Parece estar imparável, que Mário Nogueira tem a corda toda........... e uma missão a cumprir.
  É, agora, diz ele, contra os projectados exames de acesso à carreira docente, o que, aliás, já havia sido aventado pela antiga ministra Maria de Lurdes Rodrigues, governava Sócrates. É por isto, podia ser por outra coisa, bem diversa. Nem que fosse um fantasma recriado!...
 Mas, é este o anunciado alvo contra o qual o sindicalista terá começado já a disparar, com balas como "hipócrita" e "cobarde"  AQUI  . Munições bem à medida e ao estilo das utilizadas pelas brigadas habituais da CGTP nas "tocaias" que, a crer nos cartazes e bandeirinhas, vêm fazendo a todos os membros do governo, assim que eles ousam mexer-se em qualquer ponto do País.
  Exames de acesso, porque não?! Mais, e porque não, também, exames psicológicos sérios, que permitam aferir das capacidades psíquicas dos educadores dos jovens, o Futuro desta Sociedade?! Tem a ganhar a Educação e têm a ganhar os Professores e o seu nobre estatuto!
  Mas, à imagem de outras tentativas de reformas neste País, quem consegue fazer algo de concreto contra interesses instalados, impedimentos mesquinhos, lobies de grupos e, até, interesses ideológicos?
   Bem se clama por mudanças, bem se lamenta que Portugal vai mal, aqui, ali, além,  nisto, naquilo, mas, não raras vezes acontecerá,  é quem mais reclama, que, mais se opõe seja ao que for que lhes ameace as zonas de conforto...
  É tempo de reganharmos alguma vergonha e entendermos que, seja em nome do que for, nem todas as lutas valem, nem  vale tudo! Vale, apenas, o que servir os interesses do Povo no seu conjunto, não de franjas instaladas e por nós custeadas. Mesmo que sejam os que são pagos para ensinarem e passam o tempo de bandeirinha na mão, reclamando e insultando!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

IMAGEM FRESCA...

... para dias de canícula. Imagem do vouzelense Augusto Rodrigues, da Ria de Aveiro, lá na Costa, onde o Vouga estende os braços para o repouso final, depois do encantamento que lhe proporcionaram as margens amigas que beijou ali por Lafões.....

Calcanhares



 Aquiles, onde tens o calcanhar?
Já andam numa azáfama bisbilhoteira,  os olheiros e controleiros, acicatados pela CS do costume. Vão fazendo a palpação, para saberem  onde cada um dos indigitados ministros tem o ponto fraco.  Moreira da Silva, produto das jotas, não tem "passado" que mereça vasculho;  Pires de Lima, só se vier a ser acusado de despachar algumas garrafas de cerveja com as caricas amolgadas. O calcanhar de Aquiles, mesmo que lhe não doa,  tem-no Rui Machete. Este cavaquista de sempre, esteve ligado ao BPN, através das suas funções na SLN. Com culpas ou sem culpas, mesmo de cartório limpo, voltamos à "estória" da mulher de César....
  Das duas uma: ou Passos Coelho gosta de
 dar o flanco e que lhe filem os calcanhares,  ou pretendeu, com esta escolha,  agradar e agradecer a Cavaco. 
  Qualquer delas, sem sentido, pois, como alguém diria, não havia necessidade!....

terça-feira, 23 de julho de 2013

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O BRILHO DA ENCOMENDA

Hoje, na ressaca da última decisão do PR, debati, com mais amigos, a forma pouco interessada como a maioria dos portugueses se empenham no processo democrático, e nos direitos e deveres que estão subjacentes a esse Sistema Político.
A tendência para que os eleitores optem pelo óbvio, pela imagem que mais vende e sigam o refrão da moda, até nas situações e eventos mais folclóricos, é notória. Criam-se ídolos que as pessoas idolatram, mesmo que tenham pés de barro, pensa-se com os olhos e guarda-se, muitas vezes, a cabeça para as dores.
Não acompanhei, religiosamente, todo o desenrolar do entretenimento "non stop" que a TVI nos proporcionou, mas, pelo que fui assistindo, a espaços, forneceu-me produto suficiente para chegar á conclusão anunciada, para quem conhece o logro fácil com que os "votantes" deste País vão caindo, sem que o passar dos anos sirvam de alguma aprendizagem.
Ganhou o manequim. O rapaz cultiva o físico. É o seu cartão de visita, o ponto forte do seu currículo, que a experiência nas passarelas da moda, valorizam. Com tais argumentos, não lhe foi difícil promover uma imagem de estrela e vender o embrulho.
O embrulho, já que, quanto ao conteúdo, não me pareceu que que a encomenda seja da qualidade do produto anunciado.
Porquê? Porque, para lá do invólucro, o que vi foi: um provocador nato, nas afrontas, servidas com uma regularidade enervante, a um tal Tino de Rãs; exibicionista, na forma como procurava as câmaras, sempre que partia para os jogos de sedução á Kelly; agressivo, na forma como reagia quando a opinião dos seus pares aprisionados, lhe não era favorável; ciumento, como os próprios colegas reconheceram e, ridiculamente, zelota das pernas bem feitas da que diz ser sua namorada e, a que considero menos abonatória, indisciplinado, enquanto infringia as regras de forma continuada e desafiadora. As normas impostas pelo programa e por si aceites no contrato, o que torna lícito pensarmos que era considerado intocável pelo próprio BB.
Foi o que os meus olhos viram. Nada que, em si, nos deva preocupar. É verdade. É tudo um "faz de conta" divertido, para preencher horários e ganhar audiências para a indispensável venda de publicidade.
Mas, do apego que os portugueses votantes têm pelo culto da imagem, a valorização do invólucro, em detrimento do conteúdo, já dá que pensar. É que, noutro plano bem mais sério, é a tendência que os eleitores deste País vêm demonstrando nas suas escolhas políticas. Valorizam o papel de lustro e os laçarotes do embrulho, em prejuízo do que, efectivamente, vai no interior da encomenda.
Este, foi apenas um sinal. Paradigmático......

ASSENTOU A POEIRA

  Não fez mais do que a Constituição e a Democracia o obrigam. Este Governo (mal ou bem, não é isso que ora importa), foi eleito por uma maioria, a mesma que o suporta no Parlamento. Não havendo nada a ocorrer que faça perigar o normal funcionamento das instituições, o PR mais não tem que manter o Governo, enquanto durar esta Legislatura. As eleições de há dois anos não foram um acto gratuito! Num Estado de Direito, a vontade dos portugueses é expressa nas urnas e não nas ruas, nos sindicatos ou nas lojas da Maçonaria. Em 2015, o Povo tem de novo os destinos do país nas mãos, que abra a pestana e vote em consciência, para que não volte a queixar-se. O jogo democrático funciona assim. O senhor Presidente não andou bem quando entendeu, já depois de se ter resolvido o problema "Portas" e a maioria estar assegurada, de lhe sentenciar a morte para 2014. Essa jogada é que não vem nos cânones da Democracia, só nos bastidores do jogo sujo e das pressões partidárias. O PR deixou-se enrolar por elas. É que ouve tanta música repetida, que acredita ter ouvido a voz de todo o Povo. Ainda me interrogo das razões que levam o PR, por exemplo, a ouvir o homem da CGTP, quando, horas antes ouviu Jerónimo de Sousa.....a dizer o mesmo; quando ouve o homem da UGT, quando, minutos antes, acabou de ouvir o Seguro....a sinfonia é tão afinada que ele chega a convencer-se de que a maioria é esta e não a que os portugueses, mal ou bem, volto a repetir, tiveram ensejo de escolher, livremente, nas urnas. Golpes de Estado palacianos são mais para presidentes cenouras e não para o Aníbal de Boliqueime!
O que decidiu, ontem, não foi mais do que emendar a mão. Não lhe ficou mal, mas que lhe sirva de exemplo e que atente nos prejuízos que, tal como Portas e Seguro, causou ao País, com o alarme que fez soar nos Mercados!

sábado, 20 de julho de 2013

DURANTE A SEMANA

Durante a semana, blá, blá...
Durante a semana, blé, blé...
Durante a semana, bli, bli...
Durante a semana, bló, bló...
Durante a semana, blu, blu...

  Durante a semana...
nada se passou, para além da confirmação de que o PS nunca se dispôs a acordar fosse o que fosse!...
  Surpresa? Para quem, afinal? Só mesmo para quem, menos avisado, distraído ou a leste do desprezo que esta gente nutre pelo País, directamente proporcional à sua vincada e comprovada apetência pelo poder.
  Nunca me iludi. Não foram os conspiradores do costume, não foi Soares, nem Alegre, não foi ferro Rodrigues, nem foi Sócrates e a sua tralha que ainda domina aquela força política, quer no Rato quer em S. Bento, que demoveram Seguro de qualquer Acordo. Tudo estava escrito nos céus, antes mesmo que aqueles se pronunciassem na praça pública.
  Quando soou o tiro de partida para esta corrida de salvação e se iniciaram os encontros a três, impostos por Belém, já o líder do PS havia desistido da prova e sentenciado o fracasso de  qualquer entendimento.
   Estultice é, por mero exercício de distribuição de culpas, inculcar, numa visão simplista, este anunciado desenlace nas propostas apresentadas pelo Rato na mesa das negociações. Fossem elas quais fossem , o resultado não se alteraria. Quanto ao documento que avançaram era já, de per si, a morte antecipada, quando, depois de o lermos, ficamos com a convicção de que tudo se sintetizava  naquele famigerado ponto 7:
"............................ 
Correspondendo à solicitação do Presidente da República quanto às condições de governabilidade, após a realização das eleições legislativas antecipadas, o PS assume as 
suas responsalidades e reafirma:
O PS ambiciona governar o país com maioria absoluta. ............................................................"
  Preto no branco, sem mais delongas, com a pretensão de que os homens da rosa, de há muito,  habituaram os portugueses. O PS quer governar com maioria absoluta, mas, sobretudo, quer poder, o mais depressa possível, que os apetites das clientelas já pressionam o próprio Seguro.
  O resto, o grosso do seu documento, não era mais do que do que aquilo que todos ambicionamos, que fica bem na opinião pública e é um esmerado panfleto de propaganda, defender o combate ao desemprego, aliviar os impostos, crescimento.... Desígnios que são, afinal, os que todos, incluindo a governação actual, não deixaremos de almejar. Fáceis de enunciar, estavam lá aqueles e todos os demais anseios. Faltou o essencial, que o Presente e o Futuro não se constroem apenas com teorias de fino recorte, é imprescindível o pragmatismo e, esse, não estava lá, pois faltavam os caminhos, os rumos concretos e exequíveis, para alcançar tão desejadas metas.
  O único passo substantivo ali enunciado não foi mais do que engrossar o grito primário e já gasto dos que clamam "Que se Lixe a Troika", ao apontar a via cómoda e risível de entrar em confronto com os nossos credores internacionais, sem que, contudo, Seguro haja aceitado  participar, conjuntamente com o Governo,  nas reuniões e discussões com os membros da Troika, nos seus exames regulares, conforme convite que lhes foi publicamente expresso.
  Deste filme, um típico drama à portuguesa, que Camilo não se importaria de escrever, há actores cujo desempenho os condenará, inexoravelmente, à condição de duplos e figurantes pagos à peça. Se o PS e o seu leque de artistas não surpreenderam, que lhes conhecemos as marcas na ourela, já o Prof. Cavaco Silva desiludiu e teve um desempenho pouco consentâneo com o cargo de Presidente dum Estado Democrático.
  Estando à vontade, pois fui um dos que lhe ajudou a abrir as portas de Belém, depois da "crise Portas", o PR, tinha só um de dois caminhos: ou enveredar por uma "sampaiada", marcando eleições antecipadas, de imediato, com os custos que ele próprio calculou e declinou, ou mantinha, como mal menor,  o actual Governo, dando-lhe confiança e apoiando-o com a sua influência e conselho, ao invés de lhe passar uma certidão de morte anunciada para daqui a um ano, o que, convenhamos, não acarretará menos prejuízos para o País do que aqueles da dissolução do Parlamento e consequente novo acto eleitoral.
  Escaqueirou tudo, ao tentar inculcar nos partidos, uma fatia do odioso que sobre ele vem recaindo na sociedade, em termos de imagem e popularidade. Que a sua decisão, aparentemente, conciliadora, condenada ao fracasso como estava, à partida - e, que ele, o homem mais informado deste País, conheceria -, não redundou em mais nada que não seja o desbaratar de alguma credibilidade que foi sendo ganha com os nossos sacrifícios de dois anos, junto das instituições internacionais e uma concomitante desconfiança dos Mercados, os déspotas senhores do sobe e desce dos juros da Dívida.
  Bem podem, o PS e o PR, limpar as mãos à parede, ao muro das lamentações que nós, portugueses, fomos erigindo nos últimos tempos, sempre na esperança atraiçoada de que,  no leme desta jangada a naufragar, surjam navegadores sérios e audazes, que evitem o afogamento das mais elementares esperanças de vida digna par os herdeiros duma Nação de séculos!



sexta-feira, 19 de julho de 2013

SÃO MIGUEL DO MATO...

... é um pequeno lugar ermo que deu nome àquela freguesia de Vouzela e onde sobrevive a Igreja em cuja pia recebi baptismo. A construção da nova igreja em Moçãmedes, a povoação mais central da Freguesia, nos anos cinquenta, condenou o velho templo e cemitério contíguo ao abandono.
 Degradado e já sem cobertura, que o condenaria à ruína total, conforme vinhamos por aqui lamentando, mereceu a atenção de três fregueses beneméritos que custearam os trabalhos de limpeza e a total cobertura da Igreja que é memória e foi espaço de luz para eles e para os habitantes nascidos antes dos anos cinquenta.
  Honra para eles, parabéns pelo seu espírito altruísta que os levou, num misto de Fé e Amor à terra, a substituírem-se às entidades a quem deveria ser cometido esse esforço e à própria Igreja.
  Merecem a gratidão de todos os "filhos" da terra.
  O meu obrigado fica já, aqui! 


quinta-feira, 18 de julho de 2013

O ACORDO FINAL

  
  A expectativa mantém-se. Há "Acordo", não há "Acordo"? Era bom que sim, mas, desconfiado que sou, não dou por seguro que, ainda que alcançado, este acordo venha resolver alguma coisa. Até podem assinar, para enfoque das luzes da Ribalta e darem ao Povo a imagem de altruístas e preocupados com a Pátria. Que, sabem, dá votos. Só que, e fica aqui registado, não passariam dois/três meses até que as juras e assinaturas no papel fossem letra morta. Com estes políticos e com parte da tralha socrática metida no embrulho e a outra metade à espreita, não há acordo que frutifique.
  O Acordo que mais obrigava, foi estabelecido há mais de 2 anos, no Memorando assinado pelos três partidos ora em "concílio" dos anjos, com o testemunho e chancela de entidades internacionais. E deu no que deu. Aguentou-se enquanto a ala socrática, na ressaca, esteve de beiça caída. Porque, logo de seguida, ainda a tinta estava fresca, já o acordado era letra morta e as forças políticas do arco da governação andavam a municiar as cartucheiras para a fogachada que se seguiu.
  Dizer-se, agora, que o "entendimento" ora proposto pelo PR, devia ter sido subscrito há dois anos, é, quanto a mim, um exercício gratuito de construir castelos no ar...ou na areia, sabendo-se que não haveria acordo mais comprometedor do que aquele que foi assinado com a Troika, em nome do Estado Português.
Como gostaria que, daqui a algum tempo ser acusado de pessimista militante e que este fosse mesmo o ACORDO FINAL!...

Celebraria, com música:


terça-feira, 16 de julho de 2013

BRILHO DE PIRILAMPOS?



Como muitos, também tenho receio que estas previsões se não cumpram. Há muitas variáveis, internas e externas, que podem interferir no rumo. Ainda assim, é bom sabermos que ainda pode haver uma luzinha ao fundo do túnel. Nem que seja o Governador do Banco de Portugal com uma lamparina..... AQUI
Sem me surpreender - provavelmente, até têm razão, já há comentadores a atribuírem ao badalado ano eleitoral (2013) a esperança de  que o panorama económico seja menos desastroso. Eu diria, como nas obras das "santas terrinhas" em que os autarcas metem mãos à obra em ano de autárquicas, que, o que importa mesmo é que a obra nasça.
E, neste caso, que a pequena chama do Banco de Portugal, não seja brilho de gambuzinos......ou de pirilampos!


O TRIO LAFONENSE

  Já temos S. Pedro do Sul como a capital do Termalismo, Oliveira de Frades como Capital do Frango, é hora de fazer justiça à outra Menina de Lafões. Vouzela merece o título de Capital da Doçaria Conventual!

CASTRO DA CÁRCODA

  Vista parcial do Castro de Cárcoda, Carvalhais, S. Pedro do Sul. Lamentavelmente, sem a manutenção devida que evite a sua degradação total, ao que me dizem, da responsabilidade do IGESPAR. Nem os Romanos, em luta com a resistência das populações castrejas, destruíram tantos monumentos destes, como aqueles que a incúria e o desprezo pela Cultura vão condenando ao desaparecimento...
  A foto reporta a 2011, no entanto, boas fontes, confirmam não ter havido qualquer intervenção de quem de direito, que vise a preservação destes testemunhos históricos do tempo dos Celtas (Celtiberos) e outros povos pré-celtas!



domingo, 14 de julho de 2013

R.I.P. BANA!

  Finou-se um dos melhores intérpretes de mornas e coladeras.
  Era nas mornas que mais apreciava ouvi-lo.
  Descansa em Paz, Bana, e obrigado por poder continuar a ouvir as tuas nostálgicas melodias, que adoptaram tão bem a lusa Saudade!
  R.I.P., BANA!

NÃO, SENHORA PRESIDENTE!

E, já agora, para quem me interrogar em que a critico, conforme anotei no post que antecede, AQUI        transcrevo o ponto da minha forte discordância, que não é de agora:
Despacho n.º 1/XII — Relativo à atribuição ao ex-Presidente da Assembleia da República Mota Amaral de um gabinete próprio, com a afectação de uma secretária e de um motorista do quadro de pessoal da Assembleia da República. 
Ao abrigo do disposto no artigo 13.º da Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia da República (LOFAR), publicada em anexo à Lei n.º 28/2003, de 30 de Julho, e do n.º 8, alínea a), do artigo 1.º da Resolução da Assembleia da República n.º 57/2004, de 6 de Agosto, alterada pela Resolução da Assembleia da República n.º 12/2007, de 20 de Março, determino o seguinte: 
a) Atribuir ao Sr. Deputado João Bosco Mota Amaral, que foi Presidente da Assembleia da República na IX Legislatura, gabinete próprio no andar nobre do Palácio de São Bento; 
b) Afectar a tal gabinete as salas n.º 5001, para o ex-Presidente da Assembleia da República, e n.º 5003, para a sua secretária; 
c) Destacar para o desempenho desta função a funcionária do quadro da Assembleia da República, com a categoria de assessora parlamentar, Dr.a Anabela Fernandes Simão; 
d) Atribuir a viatura BMW, modelo 320, com a matrícula 86-GU-77, para uso pessoal do ex-Presidente da Assembleia da República; 
e) Encarregar da mesma viatura o funcionário do quadro de pessoal da Assembleia da República, com a qualificação de motorista, Sr. João Jorge Lopes Gueidão; 
Palácio de São Bento, 21 de junho de 2011 
A Presidente da Assembleia da República, Maria da Assunção Esteves.
Publicado 
DAR II Série-E — Número 1 
24 de Junho de 2011"


Porquê? Porque criou um precedente sem sentido e mais um sumidouro dos nossos impostos. Imaginem, que todos os ex-Presidentes da A.R. optassem pelas mesmas regalias! O Palácio não seria mais do que um Museu de Reumático, de pouca ou nenhuma rentabilidade e que nos sairia bem caro. Basta, para mordomias sem grande sentido, por excessivas,  todas as regalias que os ex-Presidentes da República vêm usufruindo e que, acumulando com a actual Presidência, leva a que seja bem mais em conta para o erário publico sustentar uma Monarquia!
Só que, este facto, foi avaliado no devido tempo, já lá vão dois anos, e não é justo que os que ora seguem o guião, pela pouca substância da frase da polémica, se agarrem ao Passado para denegrir Assunção Esteves.... que ela foi eleita, em Democracia, pelos seus pares e é no fim desta Legislatura que os eleitores farão o julgamento da sua prestação!...

CUMPRINDO O GUIÃO

 ESTE e outros mais, nos jornais, na Rádio, nas Televisões,  vão cumprir o guião.  Eu não pretendo ser o seu advogado, que não a conheço de lado algum, nem ela de mim precisará, e é por outros motivos que a critico, que não por este, mas não deixei de rir, confesso, com algum sarcasmo, ao constatar que tudo malha e acirra contra a senhora e ela, que parece só pele e osso, ainda se vai abaixo. Tudo, e apenas,   porque lhe saiu uma inopinada frase menos feliz. Daquelas que se soltam de  quase todos nós,  de quando em vez  Ninguém reparou, nem interessaria,  na atitude dos que interromperam a sessão. Muito menos, ao que parece, se  preocupou  em saber quem é o maestro da orquestra que não vai deixar de dar -  e mandar dar-,  música à mulher. Não por ela, mas pela Casa a que preside, a mesma  que o PR não quis deitar abaixo.........contra vontade destes músicos de arraial......
Isto faz apenas parte do guião......

sábado, 13 de julho de 2013

ESTADO DA NAÇÃO...

...ontem, no Parlamento!

Sem mais palavras, apenas isto:
 não só... mas também!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

O PREÇO DA DÁDIVA DE SANGUE

  Não pretendo entrar em demagogia, bramindo o cutelo a torto e a direito, sem saber das verdadeiras justificações para o acto, ou, até, se ele tem cobertura legal.
  O que sei e não enjeito, foi o choque que esta notícia me causou, tão incrível e desumana como esta se depara. Fazer cobrança de ocupação de espaço público por parte duma organização sem fins lucrativos que mais não é do que uma associação de gente solidária que faz dádiva do seu sangue, o que salva vidas, e para o que estamos sempre a ser convocados, e de que me orgulho ter sido ofertante enquanto a idade me permitiu, é no mínimo, inadmissível.
 E a questão que deixo no ar, sabendo, quanto o lamento, de que os responsáveis por aquela Câmara, lá, na cidade bela, onde o Vouguinha desagua, nunca me lerão, é indagar quanto pagam àquela edilidade, ou aos outros municípios deste País,  os partidos políticos que fazem, sobretudo em períodos eleitorais, como o que se aproxima, ocupação massiva dos espaços públicos, com carros de propaganda sonora, arruadas, comícios e outras acções de propaganda!

 É que, perdoem-me a comparação, se dou muito valor à actividade solidária da Associação que recolhe o sangue, como a outras que, desinteressadamente, pugnam pela melhoria da saúde e vida dos seus semelhantes, não dou valor algum a essa propaganda política que sabemos, na maioria, eivada de falsas promessas e que incomoda bem mais do que um carro estacionado a recolher sangue, aquele que algumas más políticas nos vão sugando!
 É a tão falada equidade, pelas ruas da amargura!

HUMOR DE FIM DE SEMANA!a


 É nos ciclos de Crise, que surgem as melhores oportunidades de negócios.

 Estou a pensar em montar uma Pequena Empresa de sanitários ambulantes. Numa fase experimental, ficará em serviço permanente junto ao palácio de S. Bento, com cobrança de 1 € por cada ideia defecada.
A minha hesitação prende-se com o facto de temer que alguém se lembre de reduzir o número de deputados para o mínimo de 180!...

FADO, REZA-ME A SINA.








  Coelho já disse que sim, Portas "Amen" disse. Seguro, diz que vai com todos, que, traduzindo, não vai com ninguém. Entretanto, procura-se a divindade mediadora. Passos foi a Belém, o Paulo por lá esteve, que o Seguro, também. A Troika adiou o exame, que a Escola está fechada para manutenção. Os Mercados vão espreitando e cobrando mais, sem alma ou compaixão. O Zé Tuga, vai olhando: de manhã, suspirando, à tarde, berrando, mas, sempre, esperando.   É p'ra amanhã, bem podiam fazer hoje, mas vão voltar a adiar e Portugal lá vai indo, vagaroso, que a máquina não tem vapor, mas vamos  andando, umas vezes a pé, outras no carro do Armando, enquanto os juros do calote, vão de corcel, galopando! Há-de ir-se o Verão, as folhas secas atapetando a Rua de S. Bento, o frio gélido entorpecer os nossos dias, a esperança e a paciência, sem que que haja Acordo. Que a Salvação, essa, só virá mesmo com muita reza e penitência!

É o nosso Fado. Reza-me a sina!