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sábado, 20 de setembro de 2014

OURIÇOS COM CASTANHAS BICHADAS


Segundo a CS, quase toda, inclusive a trauliteira e descaradamente "aconstançada", dá como razões para a averiguação a Luís Menezes, o facto do homem ostentar sinais exteriores de riqueza, como prédios e outros bens, não compatíveis com os seus rendimentos passados.
Ora, muito bem, enquanto um dos que ficaram desolados, quando o PS votou contra a Lei do "Enriquecimento Ilícito" e, esse mesmo partido exultou quando o TC foi na sua onda de chumbar aquela Lei, acho bem que se investigue. Tudo!...
Só estranho que a Lei abortada, ao que leio, e se é que leio bem e a CS não escreveu mal, só tenha aplicação em casos pontuais e não seja abrangente a todos esses nababos que ostentam o luxo desmedido ou vendem cabritos sem que lhes sejam conhecidas cabras no curral!
Tenham coragem, e vergonha, todos, e decidam-se, de uma vez e para sempre, a fazer vingar essa Lei, que muita castanha bichada vão encontrar nesses ouriços tão vistosos!
Como o Vouguinha já defendeu, tanta vez.... p. ex. AQUI!
A não ser que nós sejamos mesmo ISTO...

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

RALHAM AS COMADRES....


 Esta luta de galos do Rato, vai, pondo de lado o miserável espectáculo que é oferecido pela luta pelo poder dentro da mesma capoeira, tendo um ou outro aspecto positivo para esclarecimento da Sociedade.  Entre outros temas da vida que importa a todos, enquanto cidadãos e contribuintes, ficamos a saber que, segundo as declarações pessoais que se lhes vêm ouvindo, a maioria dos peso pesados do PS, sobretudo a sua ala costo-socretina, teima em manter o número de deputados à Assembleia da República. Eu não sei se a propalada intenção de António José Seguro, de recuperar uma proposta de 2007, de um outro partido, no sentido de reduzir os representantes da AR, para os 181, é séria, já que, nessa votação de há 7 anos, ele era deputado da Rosa no Parlamento e, se não estou em erro, votou contra a redução que ora diz ir propor. Ainda assim, a reacção, na hora, duma substancial parte das hostes socialistas, condenando-lhe o propósito, é um sinal inequívoco que nos deixa perceber quem pretende que tudo fique na mesma, preservar tachos, para que Portugal não se afaste da trilha perigosa, de que o seu partido foi guia, em muitas caminhadas para esta nossa vil desgraça!
 Ao menos, ficámos a saber!
 Razão tem o Povo: ralham as comadres, descobrem-se as verdades...


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

TUBO DE ESCAPE


Benfica A -2 Benfica B - 0 
Foi do jogo e das suas circunstâncias iniciais.Mas foi, também, porque o Zenit tem uma equipa valiosa.
Ainda assim, não se surpreendam se vos disser que gostei da garra e, em muitos momentos, do desempenho do
BENFICA!...
Mas, como  "treinador de bancada", sou impelido a deixar umas notas:
- No ataque do Glorioso, Lima "já era"; Na defesa,  Jardel "nunca foi";
- Salvio "foi sempre" e está a subir de forma, de jogo para jogo. Dos melhores jogadores em campo!;
Quanto ao mais, há ganhar e perder- que gosto pouco de empatas - e que VIVA O BENFICA!

terça-feira, 16 de setembro de 2014

A ESPADA DA JUSTIÇA


 Que ninguém se surpreenda. Os ataques à Ministra da Justiça vão subir de tom, nos próximos tempos. À Ministra, aos Tribunais e a alguns juízes.
Se não for pelo Citius, é pelo cinto, se não for pelo cão na casota,  é pela casota sem cão....Que todos gritam que a Justiça não anda bem, mas há sempre quem se sinta incomodado , quando ela começa a dar sinais de se ir "endireitar" Se não souberem das razões, mais cedo do que tarde, as entenderão...

E, se eu bem me posso estar a "marimbar" na Ministra,  enquanto pessoa, ou nas suas políticas, bem gostaria que, de uma vez por todas, a JUSTIÇA soltasse as correntes de aço que a têm manietado, quando e enquanto os donos do quintal lhe desafiam a espada!...

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

SERÁS SEMPRE BOCAGE...

JA BOCAGE NAO SOU!... À cova escura 
Meu estro vai parar desfeito em vento... 
Eu aos Céus ultrajei! O meu tormento 
Leve me torne sempre a terra dura; 

Conheço agora já quão vã figura, 
Em prosa e verso fez meu louco intento: 
Musa!... Tivera algum merecimento 
Se um raio da razão seguisse pura. 

Eu me arrependo; a língua quasi fria 
Brade em alto pregão à mocidade, 
Que atrás do som fantástico corria: 

Outro Aretino fui... a santidade 
Manchei!... Oh! Se me creste, gente ímpia, 
Rasga meus versos, crê na eternidade!. 
Bocage, in 'Rimas'

Hoje, Setúbal celebra o nascimento do seu Manuel Maria
Barbosa du Bocage, o grande vate Elmano Sadino, mais mordaz nos seus poemas que o #carrapau# quando cai na rede. Um poeta livre, sem carapuças na ponta do aparo ( 
 ), que lhe impedissem o espontâneo verter dos fluidos da sua inspiração......
Que viva Bocage....que vivam os poetas!

domingo, 14 de setembro de 2014

BESTAS SANGUINÁRIAS

                                                                                                CRIME, AQUI




Nem vou perder tempo a repetir quem armou, inspirou e vem financiando estes braços do ódio. Que todos os monstros têm alguém que os germinou e os alimenta!
O que assusta e entristece é saber que as bestas sanguinárias não param, enquanto o "Mundo Civilizado", continua a cantar salmos, a consultar os oráculos e as Amnistias, a reler os evangelhos.... e à procura de mais faces para oferecerem aos verdugos!

Tudo isto, em pleno Século XXI!....

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

VAI FORMOSO E NÃO SEGURO



O
ntem, ao ver e ouvir o Jorge Coelho na Quadratura do Ciclo, sentado na cadeira do seu ponta de lança partidário, lembrei-me, vá-se lá saber porquê, do propósito que o António José  Seguro vem repetindo nos últimos dias, de tudo fazer para separar o Poder Económico do Poder Político. 
Eu e, decerto, muitos milhões de portugueses, mesmo descrentes, por outras mil razões, da capacidade de Seguro em ter remos para levar esta Barca a bom porto de abrigo, é óbvio, que só lhe podemos louvar o desígnio de deixar com Deus o que é de Deus e a César o que é de César.
Sem vir aqui com ladainhas laudatórias, seja de quem for, aquele propósito de separação daquelas águas, fez-me recuar no tempo, que muitos disseram ser, de "santanices". Estava o Pedro Santana Lopes com alguns dias de Governo, herdado do "Cherne" que foi procurar asticot para águas mais frias, quando, em plena Assembleia da República, alto e bom som, com trejeitos de estar determinado, disse que iria taxar mais os Bancos e as mais valias dos grandes grupos económicos.
Naquele preciso momento, pensei com os meus botões, os da barguilha, que vestia uma t-shirt, "este gajo vai à vida"! E foi, não decorreram muitos dias...
Dir-me-ão, e eu até acredito, mesmo que ele nunca haja incorporado a minha caderneta de santos cromos, que Jorge Sampaio, o Presidente da República de então, não o iria demitir pelo seu propósito de ousar beliscar os interesses do intocável Capital.
Não haveria disso necessidade. A manifesta intenção de Santana Lopes, não terá agradado a um vasto leque de gente da Causa, a começar pelos parlamentares que o escutavam e que, para lá de uma ou outra intervenção na Casa da Democracia e dumas sonecas mal disfarçadas, eram, também, juristas, técnicos disto ou daquilo, assessores, deste ou daquele grupo económico, para lá, provavelmente,  de membros do seu próprio Governo que  haviam estado ou iriam estar nos pelouros das grandes Empresas. Não terá colhido as graças desses mesmo poderosos e influentes donos do vil metal, que, para lá de parte directamente interessada, eram os detentores dos órgãos de comunicação social, televisões, rádios e jornais, e todos sabemos a força manipuladora que está associada a quem nos vende notícias, gere a mente de muitos e os induz no voto.
A caldeirada ferveu, em poucos dias, Santana foi-se queimando, e quando já estava no ponto, foi servida numa terrina a Sampaio que a despachou, de pronto!
Bem  sei que, também os grandes grupos económicos e os Bancos, no espectro actual, já não terão, só por si a força que os animava nos primeiros anos do segundo milénio desta terra de espertalhões, mas, ainda têm muita, e, que ninguém se iluda, mesmo que Seguro viesse a reunir em si a graça dos papelinhos em urnas, o seu destino está traçado...
Do outro lado, suponho que terá toda a artilharia económica, os praticantes das uniões de facto entre o Estado e os Grandes Grupos económicos, que, para que os ratos cheguem ao queijo não pode haver nenhuma barreira, fronteira ou rede mosqueteira, a separá-los e terá, como no efémero deslumbramento governativo de Santana, uma grossa fatia da CS a zurzir-lhe nas orelhas.
Politicamente, Seguro já é um nado morto!
Lembrei-me disto, quando vi e ouvi, ontem, a Quadratura do Círculo e rastrear os guerreiros da hoste que lhe é, internamente,  adversa, a de Costa, ou de quem lhe deu estandarte para ir à luta!

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Ó GLÓRIA DE MANDAR...


"ó glória de mandar, ó vã cobiça desta vaidade a quem chamamos fama! "


Reclama-se por aí que a luta política é isto mesmo.  Que é assim e tudo conta! Não creio. Entendo que, até na Política, há limites inultrapassáveis e os bons costumes e a ética são valores que valorizam os homens e a Sociedade.
Até doeu, pela forma tão evidente com os dois Antónios esgrimiram, ontem, as espadas da ambição pessoal.
Por mim, não dou nada por um nem por outro, que venham os correlegionários e apaniguados  e escolham, mas aquele ex nº 2 dos últimos desgovernos, deixou-me a sensação de que não é mais do que um Cavalo de Tróia, com todos os guerreiros da desgraça recente, dentro.
A guerra é deles, mas as vítimas seremos nós. Todos. Os que tecem armas por um ou por outro, e os que não acreditam em qualquer dos dois,  que, a mim, não me convenceram das boas intenções apregoadas,
 e a quem a longa estrada já percorrida, permite alcançar que, pelas duas valetas daquela trilha da ambição, só há isso mesmo: poder pelo poder!
 Ainda assim, que ouvi no debate, para lá do pecado venial da deslealdade, o pecado capital da traição, sempre vos digo, que nunca gostei, que abomino os traidores de qualquer espécie.....e em qualquer campo de luta.


Ó VÃ COBIÇA!...

domingo, 7 de setembro de 2014

MOÇAMBIQUE 7 DE SETEMBRO DE 1974

Vejo, por aí e por aqui, muito pessoal a celebrar o 7 de Setembro, como se esse dia, o do Acordo assinado em Lusaca, segundo a vontade dos "heróis" de Lisboa, mas ao arrepio da vontade das populações de Moçambique, as mais interessadas no Futuro daquele território, e as reacções espontâneas que ele provocou e se seguiram, fossem um marco glorioso da Independência. Escribas, para quem, o descontentamento manifestado por largos sectores da vida moçambicana, de todas as cores e ideologias, com epicentro no RCM e em que se empenharam por fazer ouvir a sua voz, representantes de vários movimentos independentistas, mais tarde, cobardemente abatidos, não terá passado dum acto meramente reaccionáro.
A Independência, ninguém no seu perfeito juízo, a renegava ou tentaria impedir. Nem haveria outro caminho, mesmo para as mentes mais recalcitrantes e saudosistas do colonialismo. O que esteve em causa foram os vícios de forma, a roçar a traição, como ela foi precipitada, ao entregar Moçambique nas mãos dum partido armado, com inspiração em sistemas estranhos que nada tinham a ver com o sentir das gentes moçambicanas.
Os anos que se seguiram, comprovaram-no. Para desdita de muitos milhares, pretos e brancos, que se viram subjugados a um Poder que não escolheram, por vontade de gente estranha, alguma da qual nunca havia pisado aquele território, e que se dizia paladina da Democracia pluralista.
Que viva Moçambique independente, que o Povo daquela maravilhosa terra alcance e viva o progresso e seja feliz, que é o que, Hoje, importa, que a História deu os seus passos e não tem retorno, mas que, os que ora celebrem com tanto afã exibicionista a derrota dos que procuravam um Moçambique Livre de escolher o seu destino, ponham as mãos na consciência, que festejem a justa conquista dum novo País, mas que não construam cenários e frases ofensivas para quem se manifestou, então, contra a forma insana de que se revestiram os acontecimentos daquele 7 de Setembro e as décadas de sofrimento e tirania a que o Povo moçambicano foi sujeito!
Que se, ao terceiro dia, se ouviu a senha do "galo amanheceu", não vejo necessidade de andar por aí tanta gente a cantar de galo....ou a cacarejar!

sábado, 6 de setembro de 2014

UM GRITO CRISTÃO...





















Imagem, daqui:  http://charlezine.com.br/category/religiao/

... foi o que senti na voz embargada, diria mesmo, com alguma dose de raiva abafada, do jornalista José Rodrigues dos Santos, em reportagem directa do Iraque AQUI.
  Ainda me ressoam nos ouvidos o clamor e o peso das suas palavras, ao vergastar o Mundo que cala e consente as perseguições de que os cristãos vêm sofrendo desde 2003 no Iraque, ora com mais acuidade, pela acção recente das bestas sanguinárias em que se estão a revelar os membros da Irmandade Muçulmana, a mesma que propagandeia a reimplantação do Califado que, para além dos países tradicionais do Médio Oriente, incorporará territórios europeus, Portugal incluído.
 Se estas teorias febris não serão de tomar em grande conta, ainda que se registem e deixem o alerta, já as suas práticas sanguinárias de execrável intolerância e violência, não podem deixar de merecer a preocupação do Mundo, sobretudo dos países que se dizem em avançado estado civilizacional.
  Entretanto, numa prova de que ainda há quem defenda que aquele registo do Evangelho de Lucas "...dar a outra face", não pode ser levado "à letra", a Noruega decidiu que vai impedir o financiamento da Arábia Saudita à construção de Mesquitas naquele país, enquanto este e outros financiadores não permitirem, nos seus territórios, a construção de Igrejas Cristãs.
  Mas, em termos de "consumo interno", vincando que respeito a Religião Muçulmana, onde há crentes tão pacíficos como em todas as outras, o que ressalto das palavras do José Rodrigues dos Santos, é precisamente, ao condenar o silêncio comprometedor perante o sofrimento dos cristãos por aquelas terras, salientar que, quando um cabelo dum muçulmano é tocado, o Mundo, e os Media, acrescento eu, revolta-se, protesta e faz manifestações.
  Como é verdadeira essa acepção, para quem, no decorrer do recente conflito Hamas-Israel, assistiu ao enfoque direccionado das televisões e às manifestações folclóricas de grupelhos a quem, mais do que pugnarem pela Paz, interesa tecer armas, ridículas e teimosas, só por um sector dos
conflitos.

 Mais do que isso, vai sendo tempo da Europa, com respeito pelo diálogo aberto,  pugnar pela reciprocidade no que toca às práticas religiosas e às imposições culturais aos cidadãos oriundos dum e doutro território e Culturas.
 Para que, mais Tarde, não se tenha que remediar pela violência, aquilo que Antes  se devia ter prevenido em acordos e práticas pacíficas!...

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O DIA "D" DA JUSTIÇA


  Inédito! Até que enfim! A Justiça acordou!...

  Li e ouvi, nas últimas horas,  em rebate, como os sinos de bronze que ainda não foram para a sucata.
  Vou tapando os ouvidos e esfregando os olhos, lutando em conflito aberto com o meu carácter de desconfiado penitente, enquanto projecto no Futuro, a manta de linho, que vai passar pelos teares da Relação, do Supremo ou, até, do Constitucional.
  Godinho, o mexilhão com sabor a robalo, levou com a dose mais substancial. Que,  dezassete anos, é tempo para que um bebé cresça e ganhe pelo na venta. Vara e outros camaradas nesta desdita de estupro da malapata, da primeira vez que um ex-Ministro leva com a tábua cega da Justiça, andam por ali a roçar na medíocre nota cinco.
  Inédito? É, enquanto primeira vez, senão contarmos com o "episódico" ministro de Durão Barroso, aquela controversa figura de Oeiras que é Isaltino Morais.
 Com fôlego, para exemplo e alavanca que eleve até ao palanque onde é desejável que a Justiça esteja sempre? Duvido.
 Isto, foi a 1ª Instância, sabe-se lá se disposta a dar um abanão nesta tina nacional de águas pútridas. Que, se o fez, dentro um quadro legal e sem se deixar intimidar pela legião de irmãos em loja, merece que cantemos, aos juízes do Tribunal de Aveiro, como cantavam os versos do trovador camarada do condenado Armando "
 ....mesmo na noite mais triste em tempo de servidão há sempre alguém que resiste há sempre alguém que diz não. ".
  Mas, nada é líquido e definitivo nas ondas e marés judiciais. Umas vezes por culpa dos homens da toga, outras, a maioria, pelo pendor garantístico dos Códigos, o que os primeiros acordaram  é, pura e simplesmente, desbaratado pelas decisões de outros patamares.
  Poderá ser lugar comum, teoria estafada, mas é fungo recorrente, sabermos que, de recurso em recurso, com passagens por gente "simpática", com dinheiro e poder para expedientes dilatórios, exploração de pinchavelhos de parágrafos, onde até pode aparecer uma vírgula milagreira, podemos assistir, ao longo de muitos anos, que poderão já não ser em vida nossa, as condenações de 5 anos, andarem de batalha em batalha até à absolvição ou prescrição final!

 Que o sucateiro, o mexilhão de toda esta Face Oculta, mesmo aproveitando-se de todos os expedientes dos demais, mesmo logrando reduzir a pena para menos de metade, será o único a dar com as suas costas de aço atrás das grades! Vidente, eu? Não. Palpites de "saber empírico".....
   Por tudo, é que me recuso a considerar este o dia "D".
  Pois que, a ser, o que vai contar é o Dia "F", de final, a que estes olhos, já agora,  velhos e cansados, ainda gostavam de assistir e reconhecerem que pintaram mal o quadro desta Face Oculta!
  E que este País passou a ser um Estado de Direito! Pleno e objectivo!


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A FEBRE DOS TABLETS...

... entre as crianças, está a atingir temperaturas assustadoras.
Sem fundamentalismos de qualquer natureza, pois é no equilíbrio das coisas que o Mundo se suporta, não será despropositado irmos  mentalizando-as, desde essa fase embrionária,  que o Saber não mora só dentro desses ou de similares caixotes de diversão.
Que há outros "tablets", como, por exemplo, o desta imagem que encontrei por aí a esvoaçar:

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

APAGAR HISTÓRIA EM BELÉM


  Não serei o único ainda incrédulo com a justificação que a Edilidade Lisboeta deu para o facto de não preservar os brasões das ex-colónias do Jardim de Belém. A alegação de que são símbolos do passado, marcos do colonialismo, denota complexos que, há muito, deviam estar ultrapassados. Além do mais, não cabe na cabeça de ninguém no seu estado mental pleno, querer apagar pedaços da História, do Passado, só porque, eventualmente, na sua visão política ou pendor ideológico, não cabem pegadas dum Povo com séculos de aventuras, boas e más, para contar aos vindouros.
 Perfilhando tão estulta decisão, bem poderíamos ponderar o abandono, condenar à ruína, a Torre de Belém, o Padrão dos Descobrimentos, tão forte é o seu pendor na génese do Império que, por mais que queiramos, faz parte das aventuras, de muito trabalho, sangue, suor e lágrimas lusas, pelas sete partidas do Mundo!
  Sem mais eufemismos, não apaguem a nossa História, que ISTO é uma vergonha!

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O OVO DE COLOMBO


  Os amantes dos meets, deixaram polícias e jornalistas a debaterem as questões em torno do ovo de Colombo.  O ajuntamento programado para aquela Mega Shopping foi uma desilusão para os simpatizantes das tocais e de todos os eventos que sejam espectáculos de sangue e carniça.
 Entretanto, como é bom sonhar, imaginei que os promotores destes meets hajam reconsiderado e direccionado as suas energias e o exercício do direito ao são convívio, noutros azimutes. Que haviam decidido que os próximos ajuntamentos, com centenas ou milhares de jovens e, alguns,  menos jovens, seriam o ponto de partida para limpeza das matas e jardins públicos, num assomo de gratidão pelos subsídios que, muitos deles, receberão de todos nós, contribuintes, via Estado.

  Sugeriria, até, que a primeira tarefa seria a limpeza dos Jardins de Belém, que, a ser verdade o que se vai lendo e ouvindo, com não pouco espanto,  a Câmara do senhor António Costa, pela voz de Sá Fernandes, se recusa a mexer. AQUI

terça-feira, 26 de agosto de 2014

ESCRITO NAS ESTRELAS


Já sei que são todos uns esbanjadores, que andaram ou andam mal, que deviam fazer assim e assado e o seu contrário, que "eles" são piores que os glutões do Presto e andam de espeto na mão para nos assarem na brasa....blá...blá....bléu....bléu..... mas, que esperavam os que andam por aqui, no seu direito, enviesado ou não, a praguejar?!
Todos ou quase todos, que eu não quero o exclusivo de nada, pressentimos que os últimos chumbos do TC às medidas aprovadas pelo Governo, trariam custos e não seriam só os "visados" naqueles cortes, a taparem os buracos das togas pretas.
Os cortes vão ser feitos na Despesa, aquela meretriz a tempo inteiro, que foi a grande culpada do ora anunciado rombo no orçamento, por força da "nega" do Constitucional, e não em subida de impostos, contra o que já se havia levantado uma Cruzada mais armada que a que vai ser necessária para desbaratar o projectado Califado Ibérico!
Não vão, ao que se supõe, pelo caminho da subida de impostos. Anuncia-se que os cortes na Despesa serão feitos nas áreas da Saúde e na Educação, não há cruzados, mas lá vêm os russos com mísseis e rockets para os ucranianos que se lhes venderam!
Como se já não soubéssemos que aqueles copos de vodka  constitucional, não nos viessem a deixar a boca amarga, com sabor a papéis de música!Estava escrito nas estrelas!...
 


 Entretanto, será que a maioria do pessoal, como se vai ouvindo e lendo, entende que, perante o facto de nos havermos, parcialmente, libertado da Troika, é chegada a hora de começar um novo forrobodó, em que nos viciaram? Que o Tratado Orçamental Europeu, que nos obriga e que foi assinado pelos partidos do Governo e pelo próprio, e actual legítimo líder do PS, estabelecendo um limite no Déficit, pode ser "rasgado", só porque já nos pensamos num enclave independente, numa Ilha por descobrir e onde nos bastamos sem compromissos ou, por outro lado, integrados numa Europa que, mal ou bem, abraçámos?

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

JUNTO À BOSTA SE FEZ PÃO


Um post de amigo numa Página vizinha, fez-me recuar quase uma meia dúzia de décadas e transportar-me no comboio do tempo, à tela da minha infância, vivida, quase ininterruptamente, até aos 9/10 anos, em ambiente rural de Lafões, em região que, maioritariamente, fazia da actividade agrícola o seu modo de vida e o pão do seu sustento. Podia traçar-vos todos os cambiantes dum cenário campestre, enaltecer a mais valia da vida em comunhão com a Natureza, ainda não ferida de morte, na pujança vivificadora do ar que se respirava, da água cristalina que brotava em abundância das encostas verdejantes, também dos sacrifícios dos que dedicavam a vida ao amanho dos campos, mas é, tão só, duma prática a que assistia na aldeia onde me foi dada vida, que vos trago testemunho.
Por aquele tempo, ainda não haviam aqueles cacos velhos com que os "solidários" camaradas de Leste, limparam os seus excedentes e ferro velho, a seguir à "Revolução", muito menos, os comprados com os subsídios da CEE, pagos com as vinhas que se destruíram, com os barcos que se abateram, com o abandono dos campos. Eram os animais de tracção, puxados a feno e a aguilhada e a muitos berros, quem rasgava a terra, a preparava para as sementeiras e transportava as colheitas para os minguados celeiros. No fim do dia, por norma, já depois do sol se esconder pelas serranias fronteiriças, na rua principal da aldeia, onde tinha pouso e folguedos, era o regresso das vacas aos currais, atapetados a tojos e giestas, numa imagem que me sugere (sem generalizar) um desfile de "beldades" pelas artérias do Intendente alfacinha. Nesse trajecto, iam-se libertando, através do canal vizinho do enxota-moscas , dos despojos de pança cheia nos lameiros donde regressavam. Era, então, que via algumas das mulheres da aldeia, atarefadas nas lides caseiras, que complementavam os trabalhos dos seus homens, no campo, a recolherem os dejectos das "Cabanas", das "Mouriscas", das "Castanhas", para um recipiente. E, desengane-se quem pensar que havia nessa recolha um propósito sanitário de limpeza das ruas. Nada disso. Outro destino estava marcado para a "bosta" dos animais.
Conforme já se abordou por aqui, a broa de milho, era o pão mais consumido naqueles lugares e a cozedura em fornos rústicos, de tijolo e argila, com um chão granítico, aquecido com lenha do "molho" recolhido pelas matas e pinhais, onde, até por isso, os incêndios rareavam. A porta do forno, muito artesanal, nunca, no próprio dizer das padeiras caseiras,  "xispavam bem". Era aqui que a "bosta" recolhida da rua, exercia a sua função: depois da massa do pão introduzida no forno incandescente, qual argamassa ou betume, era disposta ao longo das frestas da porta, para impedir que o calor se libertasse.
No fim, saíam as broas, rodas gigantes que eram o pão para quase toda a semana, por entre a bosta ressequida, já sem aquele aspecto lamacento e pouco atractivo, e, quanto ao cheiro, esse, já era só aquele agradável aroma do pão cozido....a pedir companhia duns nacos de presunto, a juntar à bola espalmada, de sardinha ou de chouriço ou toucinho que havia acompanhado as broas, na cozedura. E, a inevitável malga de morangueiro, a espumar tinta!...
Mas, desengane-se quem pensar que aquele não era o pão de Deus. Que,  o que o diabo amassou, é o ora confeccionado na Padaria Nacional que vamos vivendo!.....

domingo, 24 de agosto de 2014

UM ABRAÇO AO ZELA...

... num breve e agradável olhar de Paulo Lemos Quintela.
A que não faltou a sonhadora Fonte da Nogueira, o vetusto chorão e aqueles brasões que dão nobreza e beleza a uma vila do coração de Lafões....
 Uma brisa de ar fresco neste Domingo quente......

terça-feira, 19 de agosto de 2014

NOZES BICHADAS

  A mim tanto faz que seja o Crato, ou Niza, ou mesmo Castelo Branco. Nenhum deles tem varinha de condão para fazer meninos às paletes para que os professores, como é humano desiderato, tenham emprego. Também, Crato, Alter ou Fronteira, que estivessem com o ponteiro do Ensino, poderiam operar o milagre da multiplicação dos euros, numa terra onde o Estado é mais teso que qualquer um dos cidadãos que têm a sorte, a fortuna, de serem dos mais ricos deste País.
Mas, pasme-se, ainda não ouvi uma "nogueirada", hoje. E, bem podem, os 1954


Imagem, daqui: http://obotanicoaprendiznaterradosespantos.blogspot.pt/

professores ora vinculados, agradecerem as palavras de júbilo daquele timoneiro raçudo, pela meta, ora, por eles alcançada!  
 Bem sei, não será destas notícias que ele e os seus faroleiros gostam! Não são nozes  para "tocaias"!....

A PAZ DO MEDO


 O Mundo vive em guerrilhas regionais e, globalmente, na Paz do Medo.
No Médio Oriente, luta-se por diferença de crenças e, alegadamente, por território. Sabemos todos que, por mais razões que assistam aos palestinianos, só na Paz e pelo diálogo pode ser alcançado um compromisso duradouro. Essa via nunca esteve na perspectiva de grupelhos radicais, como o Hamas, que não conhece outra linguagem que não seja a das bombas, dos atentados suicidas e dos misseis, que compram, muito provavelmente, com o dinheiro que os organismos internacionais lhes doam para fins sociais. Pervertem, desde há anos, todas as tentativas de entendimento com Israel, quebram, sistematicamente, as tréguas acordadas, com provocações agressivas, que façam despoletar respostas por parte dos judeus e a conveniente vitimização. Enquanto isso, manipuladores, numa exploração mediática, que muitos meios de comunicação social ocidentais bebem que nem ginjinhas, numa descarada falta de isenção, vão colhendo a simpatia de sectores europeus, com os "esquerdóides" acirrados em manifestações de apoio e dum exacerbado anti-semitismo. Os mesmos sectores da esquerda, afinal, e por paradoxo, que se multiplicam em cruzadas vermelhas contra os capitalistas fabricantes e comerciantes de armas, os mais interessados naquele e noutros conflitos que vão grassando pelos cantos da Terra.
Enquanto isso, a Coreia do Norte, a estrela que ainda é guia de muitos "ditadorzecos" de meia tigela, que se camuflam em amanhãs que cantam e se vêem e revêem no espelho das bandas do Sol Nascente, vai-se armando até aos sovacos e faz ensaios nucleares à la carte, provocando o vizinho do Sul, desafiando o Ocidente e já nem a própria China a parece intimidar.
Pela Ucrânia, como já havia sido pela Geórgia, anda a mãe Rússia estendendo os braços tentaculares, exercitando os tiques dominadores de outros tempos, sob a batuta dum Putin saudoso dos velhos conquistadores e ditadores vermelhos, enquanto testa as reacções dos americanos e seus aliados.
No Iraque, uma caldeirada de raia, bem armada de fogo e nada de humanismo, aconselhada e, antes, apoiada, pelos próprios americanos e por alguns dos seus aliados, quando, com orgulho do seu umbigo, pretendem mudar as civilizações e o Mundo, quebrando-lhe as tradições ancestrais, logo que parte da população entendeu desalojar os poderes da Tunísia, da Líbia, Síria, na denominada Primavera Árabe, deu consistência e força aos rebeldes, acantonados na, ora, intitulada Irmandade Muçulmana, ocorrem os crimes mais horrendos, num extremismo diabólico, de intolerância étnica e religiosa.
Nada que já não houvesse sucedido no Afeganistão, onde os talibans, que os EUA armaram para combater os russos, acabaram por ser os inimigos figadais dos "supervisores" do Mundo, dos que já foram mais "polícias" do que o estão a ser, mesmo que mais necessário, por onde já andaram a guerrear, deram às de vila diogo e deixaram a desordem que pretendiam reverter.
Quadro negro? Uma guerra mundial embrionária?
Talvez, não. Continuaremos, por algum tempo, a viver na Paz do Medo!


domingo, 17 de agosto de 2014

VENTOS E CATA-VENTOS



 Mal ou bem (não vem, agora, ao caso), o Governo, em 2013, propõe a convergências das Pensões...PUM, leva chumbo do bacamarte do TC. Em 2014, mal ou bem, propõe um corte permanente nas pensões superiores a 1000 €, bem menos gravoso que a actual C.E.S....transitória, PUM....leva chumbo do TC!
Os comentadores da seita do "Sabe Tudo", os opositores políticos, pum-pum-pum, ratatáratatátá....foguetes para o ar, rajadas de HK para o Governo. Que perdeu, que foi derrotado pelo TC, que as medidas eram obra do Demo, que, a serem aprovadas, quando fossem Poder, as rasgariam.......
O homem, na última Sexta (ou Ceia?) à noite, mal ou bem, disse que não tiraria mais coelhos da cartola para levarem chumbo do TC e críticas da oposição e fauna mediática adventícia... que só o faria de parceria com o maior partido da oposição, e, já era madrugada, ainda ecoavam os gritos dos seus delatores, acusando-o de se demitir da Reforma da Segurança Social!
Tens cão, não tens cão, se não tens cão, querias ter, se o não tens, tivesses, VAIS PRESO! 
Por esta e por outras similares, é que os Seminários vão ficando desertos. Quem é que pode ser Padre duma Paróquia destas?!
  O que me parece é que,  se os ventos não andam bons, os cata-ventos não têm melhoras!

sábado, 16 de agosto de 2014

MALHAR O CENTEIO






  Uma "raridade" destes tempos novos. Esta noite, ainda se malhava o centeio, lá por terras de Vouzela. E, não falta o tradicional mangual, que não é aquele com que um tal Silva,  do Porto, que, provavelmente, nunca viu um, andava por aí a "malhar" na Direita, nos tempos socráticos, 
Daqui, não vai sair o "pão que o Diabo amassou", mas o que os amantes da terra ainda vão semeando, cuidando e malhando.....por terras de Lafões e nas fraldas do Caramulo.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

ASNOS E CARTOLAS...

... rouxinóis, caracóis, bichos móis, oliveiras, olivais......cada vez há mais!Esta artimanha de negociatas de canudos, segundo os jornais, está comprovada. Poderemos pensar que outras haverão, ocultas nas teias dos anos e no cofre dos silêncios!...
NESTE CASO, foram  só 35, num Externato de Lisboa, a quem comprariam os certificados do 12º Ano, pelo preço de 2500 €, sem que frequentassem as aulas ou fossem submetidos a exames.
Estes cambalachos, ocorridos em 1999, levam-nos a pensar que temos por aí 35 doutos, que podem ser médicos, deputados, professores.............mestres de outros saberes, a comporem o ramo desta Sociedade cada vez mais tacanha e balofa, em que, apenas pelo abanar das orelhas ou da cartola, ficamos sem saber se o animal é doutor, engenheiro ou asno de peido e coice!

sábado, 9 de agosto de 2014

O CABO DAS TORMENTAS...


... DO MAR SALGADO  A "coisa" deu-se. Como já havia dado noutros e continuará a dar-se,  se Supervisores e Reguladores, por falta de meios, de poderes ou de vontade, não forem proactivos e continuarem como bombeiros aquartelados esperando que a sirene toque.
 Aquilo que já configurava um Estado dentro do Estado, desde há décadas, tal como aquele em que tinha espaço visível, encalhou, submergiu, afundou-se com 
os haveres que restavam, com comandante, imediatos, tripulantes e uma imensidão de passageiros a bordo.
O Poder, os poderes, tarde e mal, a tempo e bem, lançaram uns coletes salva vidas e tentaram resgatar o que ainda se podia salvar.
Não sei, duvido que alguém saiba, que, nestes apertos e naufrágios não é fácil decidir no imediato, se foi encontrada a melhor fórmula, mesmo que, nesta terra de sábios e milagreiros, ainda ninguém haja, objectivamente, para lá das prosápias circunstanciais, apontado melhores alternativas.
Os saudosos do Stalin, sempre coerentes, reconheçamos-lhes esse dom,  sem surpresa, bateram-se pela nacionalização pura e simples, deste e de todos,  que para esses românticos passadistas, imagino eu, nacionalizadas deviam ser as Almas, os Pensamentos, a Lua, o Sol e as nuvens, por onde flutuam os seus ideais.
Os bloquistas, esses, ao que transpareceu, mais do que soluções alternativas, que não ouvi nehuma, de qualquer dos seus dois megafones,  mostram mais interesse em crucificar o manda chuva desta tempestade, o Adamastor deste nosso Cabo das Tormentas.
Os cata-ventos da Rosa, vão-se atirando, como gatos aos bofes, às soluções encontradas pelo Poder a que aspiram, esgadanhando, como felinos de laçarote, prontos a comerem a sardinha de corrida, que está a chegar, mais das lotas europeias que da nossa arte xávega. Quanto a alternativas, cala-te boca, que isso não interessa, nem é mais valia para o seu objectivo imediato!
Com toda esta encenação, lá vão ministros, lá lá vão supervisores e reguladores, à Arena da Fiscalização, a quem a Constituição outorga esse poder. Ligam-se as televisões, apinham-se os jornalistas e levanta-se o pano de mais um peça, que, com alguns actos e cenas de bolinha, não passará de um espectáculo mediático. Que nada resolve, nada prova, nada apura, acusa ou redime, para lá de satisfazer a coscuvilhice pública e a preparação de terreno para as disputas caça-votos. Depois do pano cair, resultados objectivos? Nenhuns! Zero, vírgula, zero!....
Nos bastidores, o sacudir dos capotes e limpar os cenários. que a culpa foi da CMVM, que foi do BP, que foi dos Ministros, que foi do Barrabás, que a do tubarão salgado, já todos a descobrimos e queremos ver em salmoura!
A estes, a esses, aqueles e aqueloutros, a todos os pirilampos que são vistos pelo Mundo fora, pelos faróis dos Mercados, pelos radares dos investidores e por toda uma plateia que nos avalia o valor dos dedos onde já houveram anéis, só faria um pedido: Calem-se! Deixem que se salve o que ainda há para salvar. Que se recupere o que ainda for possível recuperar.
E, que, isso sim, não deixem de fazer com que os lesados sejam ressarcidos do esbulho de que foram vítimas e que não haja clemência, nem amizades, nem irmandades.....  para os "trafulhas" e piratas, de olhos de cristal e perna douradas,  de mais esta "pilhagem" e afundamento!

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

MOEDA TROCADA



  Marcelo e Marques Mendes, do alto das suas cátedras e que, como toupeiras atentas, sabem tudo o que se passa por baixo do chão destas coisas, previam, e já haviam antecipado que uma hipotética escolha da actual Ministra das Finanças, para o cargo de Comissária Europeia, seria, na opinião do pequenote, o PM "desistir de Portugal" e na do comentador dominical, que aquele "desistia de ganhar eleições". Saiu-lhes a moeda errada!
Enquanto isso, fazendo fé nas previsões daqueles doutos comentadores, ou por perspectiva própria, não faltaram mestres partidários, sempre em bicos de pés para os holofotes televisivos, de braço dado com comentadores "aconstançados", a desancarem nessa projectada intenção do Governo despachar, em voo da TAP, sem atraso, Maria Luís Albuquerque, para Bruxelas, o que, na sua óptica de fina íris, representaria uma fuga, ao estilo do ex-MRPP Barroso, ou um prémio, como o de Victor Gaspar.
Pólvora seca ou pontaria de treme-treme!
Não foi a Ministra, vai o Moedas. Fogo no Moedas, do bacamarte de Seguro, que, vai dizendo, e bracejando, que o homem não tem prestígio, nem reconhecimento europeu. Pressinto eu, a pensar que, do seu alfobre partidário, brotam viçosos nomes como João Soares, Ana Gomes ou até, por última hipótese, aquela árvore quase centenária que nenhum Estio consegue secar! Que, levar o seu correlegionário Vitorino duas vezes à mesma Missa da Europa, seria pecado!
Por mim, fico-me pelas notas, de humor, que as moedas rompem-me os bolsos e estou-me absolutamente borrifando para o acerto ou desacerto da escolha. Foi o Moedas, podia ter ido o Tibúrcio dos Anzóis, que a cadeira do Parlamento Europeu ajusta-se a qualquer rabada, é medida standard.
O que me leva a este registo é a animação deste Circo a que vamos assistindo, com o desfilar de comentadores e políticos, que ainda o furão não tirou o coelho da toca e já desbaratam a cartucheira, em tiros para um ramo que o vento fez abanar.
Continuem, que vão....vamos, longe!