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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Não, Senhor Presidente....


.... desta feita, não estamos alinhados!

Fui visitar a página do FB de Cavaco Silva. Este foi o seu último post:
"Constitucionalizar uma variável endógena como o défice orçamental – isto é, uma variável não directamente controlada pelas autoridades – é teoricamente muito estranho. Reflecte uma enorme desconfiança dos decisores políticos em relação à sua própria capacidade de conduzir políticas orçamentais correctas."

O meu comentário ficou por lá, respeitoso e breve.....e volta aqui, por ser o que penso a propósito do tema:
"Lamento, esta é uma das poucas ocasiões em que não posso concordar com o Sr. Presidente. Deixando livre a opção do deficit orçamental aos Governos, continuamos a ter mais do mesmo: três anos de sacrifícios dos portugueses e um ano, o eleitoral, para esbanjamento do fruto desse esforço. Enquanto se não alterar a mentalidade e a prática dos partidos que nos vêm governando, deixá-los à "vara larga", como diz o nosso Povo, é persistirmos num despesismo irresponsável, focado na propaganda e na promoção populista de cada força partidária no Poder. Mais, não só apoio o limite imposto pela Constituição, como advogo dispositivos legais que punam os governantes pela não observância desses limites orçamentais! Já basta de leviandade política, de que os cidadãos são sempre as vitimas!"

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Presidenciais - Muito a propósito!






Um texto de José António Barreiros que o Vouguinha2 subscreveria, na íntegra:


O País do Rei Momo
Não sei se algum Presidente de República foi respeitado. De Costa Gomes dizia-se que era «o rolha» por ter sido crachat de ouro da PIDE e depois ícone sagrado da esquerda no PREC. De Spínola que era o «caco» por causa do monóculo prussiano a que o pingalim de Cavalaria dava ares, os tiques e os toques que o infiltrado Gunter Walraff gozou até mais não, quando ele caiu nas malhas do inconsequente ELP/MDLP. De Eanes gozou-se o ser de Alcains e de cenho fechado, mais a desajeitada tentativa de monopolizar a ética no PRD, que faliu sem glória, com Soares a tentar demonstrar que ele, para além de um hirto robotizado, nem um livro ler saberia. De Soares gozou-se tudo, desde os pecados da "descolonização exemplar" até àquilo que Rui Mateus verteu em livro com resultado zero e que meteriam qualquer um na cadeia, o acusador ou o acusado, só que o País virou a cara para o lado.
Uma coisa é certa. Talvez nunca o gozo público tenha sido letal. O sistema não caiu, o Estado aguentou-se, e se não houve um regime que tenha sucedido ao antigo regime a culpa não foi dos apoucantes nem dos apoucados.
Dói nos intervalos de meter nojo o que se está a passar em matéria de presidenciais. Tenta ganhar o que mais baldes de trampa lança para cima do candidato do lado.
A Chefia do Estado era das poucas coisas que sobreviviam. Todos os poderes estavam já na lama do desprestígio. A receita é fácil: ataca-se um, a matula generaliza a todos: padres, professores, juízes, procuradores, militares e guarda-nocturnos, nada resiste, tudo esbraceja no vilipêndio. A receita é fácil. Joga-se um à canalha, a sangrar um pecado, e a matilha estraçalha, em arruaça, a classe toda, na base do «isto anda tudo ao mesmo», «o que eles querem e precisam sei eu!».
Lentamente, as duas sementes do fascismo florescem no Carnaval da democracia: o pessimismo e a ânsia de ruptura. Ninguém quer isto, todos querem qualquer coisa que seja.
O primeiro pirómano que surgir, incendeia a cidade. No dia seguinte, dissipado o fumo, começam os enforcamentos contra os suspeitos de sobrevivência. Ao Rei Momo em Belém sucedem os gatos pingados de Quarta-Feira de Cinzas.