Era o Verão de 1986. Época de férias, praias e Turismo.
Nunca havia pisado terras algarvias. Conhecia-as à distância, pelas cartas geográficas e, sobretudo, pelas noticias do seu desempenho turístico, alimentado, em grossa fatia, por estrangeiros; ingleses na sua maioria.
Mas não estava de férias, quando, acompanhado por um colega de trabalho, nos sentámos numa esplanada de Albufeira, com o propósito de tomarmos um aperitivo antes do almoço.
Eram poucas as cadeiras vazias, o espaço fervilhava de turistas.
- Dois "Moscatel", por favor! Um dos "barman", que antes se abeirara de nós sorridente e com fartos "salameleques", olhou-nos de soslaio, tomou notas e continuou a atender os veraneantes que iam chegando.
O tempo passava, o homem continuava na sua azáfama de servir e recolher gorjetas do pessoal que saía e atender quem ia chegando às mesas que nos ladeavam e que se expressavam na Língua de Sua Majestade.
- Desculpe, mas demora muito?! - questionei o mesmo empregado, que ia servindo os "camones" que chegavam, sem que satisfizesse o nosso pedido de há, seguramente, mais de vinte minutos.
- Já vai! - enquanto acompanhava a resposta com um abanar do braço e ar de enfado, continuando a servir o pessoal que havia chegado depois de nós.
Até que, irritados, nos levantámos e abandonámos o espaço, sem o tão demorado aperitivo.
- Vamos procurar a Gerência e reclamar! - alvitrou o meu colega, fazendo menção de entrar no interior do Bar.
- Deixa-te disso, não resolve nada, vamos, sim, sair de Albufeira e procurar almoço na periferia que por aqui os preços e o atendimento não são para portugas! - retorqui-lhe.
Já o jeep rodava por uma estrada secundária, mais do interior, até que se nos deparou um pequeno restaurante, de aspecto exterior modesto, onde um grelhador fumegava junto ao acesso.
Ao entrarmos, notámos, desde logo, que o "que estava na montra, nada tinha a ver com o armazém". De facto, o interior do restaurante tinha um aspecto bem mais requintado do que nos havia sugerido o acesso. Mas era tarde e o estômago pedia reforços!...
Dirigi-me à primeira das duas colunas existentes na ampla sala, onde estava exposto o Menu da Casa. Nela constava toda a espécie de grelhados, mas em Língua Inglesa. Continuei a ler, por decifrar, minimamente, cada um dos pratos ali sugeridos.
Solícito, um casaca negra impecável e de "papillon" exuberante, perguntou-me, naquele idioma, se já havia escolhido.
Quando lhe respondi, em bom Português das Beiras, que ainda estava a pensar, o homem deu um passo atrás e foi-se afastando, enquanto espetava o indicador para a a outra coluna e disparava secamente:
- Tem ali uma Lista em Português!...Mesmo não havendo necessidade, fiz-lhe a vontade e escolhi. Aproximou-se e indagou da opção. Eu e o meu colega informá-mo-lo do que pretendíamos, não sem que antes eu próprio lhe deixasse um "reparo:
- Esta Lista está em Português, mas os preços, continuam em Inglês, como aquela!Voltei, várias vezes, ao Algarve e fui notando que, gradualmente, o comportamento se foi alterando, culminando, nos últimos anos com o sintomático apelo "Portugueses, passem férias no Algarve!".
O vento mudou!
Volvidos 27 anos, sabendo do quanto representa para o País a Indústria do Turismo, satisfaz-me que saibamos exportar sol, simpatia, acolhimento e boas maneiras. Mas sem rótulos ou bacocas, interesseiras e desnecessárias discriminações.
domingo, 22 de janeiro de 2012
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Deserções no "Exército" de Seguro?
- Já o "Público" havia alertado para o facto do aprendiz de Filosofia, lá do seu recanto de luzes, ter apelado aos seus fieis "apóstolos", para não viabilizarem o Orçamento. Não entendeu assim a actual direcção do PS, que abstendo-se, não votou contra o plano orçamental para 2012.
Defraudadas as expectativas, o clã socretino, insiste agora em criar dificuldades, encabeçado por Vitalino Canas e Alberto Costa, o que me leva a pensar que esta gente "desertou" do Exército de Seguro!
Por mim, não invoco o virtuosismo deste mesmo Orçamento, nem sei se, nas actuais condições do País, outro melhor poderia ser forjado, o que sei é que estas lutas partidárias e no seio do mesmo grupo político, não procuram resolver os problemas do País, antes atrasar ou cortar cerce qualquer saída deste lamaçal.
Estes mesmos desígnios, pouco claros e de "bota abaixo", poderá ter o maior dinossauro sindicalista que cumpre a agenda do seu partido, mas, ao menos, esse é coerente com o que sempre fez e disse. E nem deserta, porque nem nas inspecções aparece ou só por lá passa para televisão ver!
Por terras do mussiro...dos batuques.....e da saudade!
No Norte de Moçambique, do Lúrio ao Rovuma, terras de Makuas e Makondes, um pedaço do Índico que muitos Vouguinhas conheceram e onde, em tempos de Paz, surgem com beleza realçada a Natureza, as Gentes, os hábitos....e aquele Mar imenso a espraiar-se em areias finas. É Cabo Delgado.....aos olhos e na voz do Dr. Fernando Morgado, que tão bem conheceu e promoveu aquele rincão......
sábado, 14 de janeiro de 2012
Vouzela valoriza o Turismo...
...uma das mais emblemáticas e rentáveis Indústrias do nosso País.
Portugal não exporta, tão só, produtos em contentores. Vende sol, praia, um pouco do que somos e do muito com que a Natureza decidiu bafejar o rectângulo luso.
Se me não falham os dados, só em 2011, as receitas turísticas atingiram os dois mil milhões de euros. As taxas de ocupação hoteleira subiram substancialmente, quando comparadas com as de 2010, cabendo aos alojamentos em aldeamentos e apartamentos turísticos 14% dessa ocupação.
O "Notícias de Vouzela", o arauto da Região de Lafões, onde a vertente turística tem uma dimensão económica relevante, deu-nos conta de que o Parque de Campismo daquela vila, instalado num dos mais verdes pulmões da região, registou, no ano transacto, 30.795 dormidas e que, nos tradicionais meses de veraneio, a procura é superior à oferta. Para ultrapassar esse constrangimento, a Autarquia local, proprietária do Parque, tem desde já em mãos um projecto que visa instalar uma considerável quantidade de "bungalows", com tipologia T2 e capacidade para seis pessoas cada, ao dispor dos turistas já no início deste Verão.
É um pequeno passo, mas um sinal feliz de quem está atento à realidade e avisado de que é este o Futuro de terras que teimam em não se render ao marasmo e desertificação. E que, para lá destes empreendimentos, não pode descurar a preservação do Ambiente e valorizar as condições naturais, para atrair Gente e animação económica!
Portugal não exporta, tão só, produtos em contentores. Vende sol, praia, um pouco do que somos e do muito com que a Natureza decidiu bafejar o rectângulo luso.
Se me não falham os dados, só em 2011, as receitas turísticas atingiram os dois mil milhões de euros. As taxas de ocupação hoteleira subiram substancialmente, quando comparadas com as de 2010, cabendo aos alojamentos em aldeamentos e apartamentos turísticos 14% dessa ocupação.
O "Notícias de Vouzela", o arauto da Região de Lafões, onde a vertente turística tem uma dimensão económica relevante, deu-nos conta de que o Parque de Campismo daquela vila, instalado num dos mais verdes pulmões da região, registou, no ano transacto, 30.795 dormidas e que, nos tradicionais meses de veraneio, a procura é superior à oferta. Para ultrapassar esse constrangimento, a Autarquia local, proprietária do Parque, tem desde já em mãos um projecto que visa instalar uma considerável quantidade de "bungalows", com tipologia T2 e capacidade para seis pessoas cada, ao dispor dos turistas já no início deste Verão.
É um pequeno passo, mas um sinal feliz de quem está atento à realidade e avisado de que é este o Futuro de terras que teimam em não se render ao marasmo e desertificação. E que, para lá destes empreendimentos, não pode descurar a preservação do Ambiente e valorizar as condições naturais, para atrair Gente e animação económica!
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
A Balada do Vouga
Via mão amiga, uma balada de barbas brancas, inspirada naquela que muitos reconhecem ser a "Sintra da Beira"...
BALADA DO VOUGA
Letra de João Pedroso Lima
Música de Fernando Figueiredo
I
Pergunta o Vouga baixinho
À fraga que o vê nascer:
Qual é o melhor caminho
Em beleza a percorrer?
II
Responde a fraga contente
com tal prova de amizade:
Ao Sul, junta a corrente,
em S. Pedro deixa a saudade
III
Segue o Vouga o seu destino
Pelo Vale como uma fita
Numa canção d'embalar
Em S. Pedro canta um hino
Nas Termas pára e medita
Seguindo depois pró mar
A que o Vouguinha2, acrescentaria:
Não sem antes ter por fito
Em terra de S. Frei Gil
O Rio Zela abraçar!
Não sem antes ter por fito
Em terra de S. Frei Gil
O Rio Zela abraçar!
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Bem prega Frei Tomás!

Uma das últimas máximas ( ou paradigma) da hipocrisia partidária ou ideológica e é o "alvoroço" político do momento, é serem os que acusam os donos da Jerónimo Martins de falta de patriotismo, por lesarem os interesses nacionais neste ciclo difícil da nossa História, os mesmos que programam, incentivam e promovem greves atrás de greves, sem qualquer sentido, em empresas financeiramente estranguladas, causando ao País prejuízos incalculáveis!
São estes os patriotas?
Bem prega Frei Tomás.......
sábado, 7 de janeiro de 2012
Novo Ano, Águas Novas!

Aos leitores habituais, aos amigos, aos curiosos, aos visitantes ocasionais, a todos os que vão passando pelas margens deste Vouguinha, penitenciando-me pelo atraso, deixo os meus votos de um 2012 dentro das expectativas de cada um!
Isto de navegar solitário, sem mais braços a remarem, tem destes inconvenientes: a barcaça, ao mínimo percalço, pára, deixa de sulcar as águas frescas deste rio de pensamentos, de ideias e, até, de alguma espuma de lamentos e revolta...
Mas retoma a viagem, enquanto as margens inspiradoras lhe permitirem sopro de vida.....
BOM ANO!
Mas retoma a viagem, enquanto as margens inspiradoras lhe permitirem sopro de vida.....
BOM ANO!
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Um Povo que foi aceitando a mentira...
P.F: "clicar" na imagem.....e que a adoptou como facto consumado, dificilmente voltará a conviver com a verdade.
Foram décadas de patranhas que, de tantas vezes repetidas, ganharam estatuto de verdade. Tem sido o logro eleitoralista, em científicas jogadas que dão votos e poder.
Foram décadas de patranhas que, de tantas vezes repetidas, ganharam estatuto de verdade. Tem sido o logro eleitoralista, em científicas jogadas que dão votos e poder.
Por mim, que perdi a fé nos políticos que nos vêm (des)governando desde a Abrilada e que não me comprometo nem milito em qualquer facção do nosso espectro partidário, nada mais me resta que me cingir a factos, ao concreto, com o distanciamento de quem desconfia...
O actual Primeiro Ministro, em entrevista recente, terá, numa reflexão a propósito dum futuro não distante, projectado uma pouco simpática visão quanto à colocação de tantos jovens que abraçam as Ciências da Educação, aconselhando-os mesmo a procurarem noutros destinos de Língua comum, locais para o exercício da sua profissão.
Caiu o Carmo e a Trindade para os seus opositores e outros comentadores e "opinadores" militantes!
Seguro, ter-se-á dito mesmo "chocado"!
Desabou em cima do actual homem do leme toda a demagogia populista, orquestrada mais pela estratégia política do que por um estudo sério da realidade em jogo.
É que, respeitando e admirando toda a classe dos educadores deste País, onde cada vez se nasce menos e, felizmente, se morre mais tarde, ninguém, descomprometido das trincheiras partidárias, deixará de perceber que as fornadas de educadores que vão saindo das Escolas Superiores, são pão de mais para tão poucas bocas!
Os números não enganam! A verdade é dura, mas sempre valeu mais que a mentira caridosa!
E o que temo é que com tanta "chocadeira", até os ovos de Seguro venham a gerar pintos em excesso!
O actual Primeiro Ministro, em entrevista recente, terá, numa reflexão a propósito dum futuro não distante, projectado uma pouco simpática visão quanto à colocação de tantos jovens que abraçam as Ciências da Educação, aconselhando-os mesmo a procurarem noutros destinos de Língua comum, locais para o exercício da sua profissão.
Caiu o Carmo e a Trindade para os seus opositores e outros comentadores e "opinadores" militantes!
Seguro, ter-se-á dito mesmo "chocado"!
Desabou em cima do actual homem do leme toda a demagogia populista, orquestrada mais pela estratégia política do que por um estudo sério da realidade em jogo.
É que, respeitando e admirando toda a classe dos educadores deste País, onde cada vez se nasce menos e, felizmente, se morre mais tarde, ninguém, descomprometido das trincheiras partidárias, deixará de perceber que as fornadas de educadores que vão saindo das Escolas Superiores, são pão de mais para tão poucas bocas!
Os números não enganam! A verdade é dura, mas sempre valeu mais que a mentira caridosa!
E o que temo é que com tanta "chocadeira", até os ovos de Seguro venham a gerar pintos em excesso!
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
SCUT e vias alternativas?
Cerca de ano e meio depois, o que poderei acrescentar ao que já por aqui escrevi por estas margens do Vouguinha?
Por princípio e dever, compete ao Estado, na persecução dos desígnios constitucionais, dotar o território das vias de comunicação que promovam o bem-estar e a qualidade de vida dos cidadãos, para além de assegurar um correcto ordenamento. É, além de muitos outros, um dos Serviços que aquele tem de prestar, como contrapartida aos diversos e múltiplos impostos que são imputados aos contribuintes.Compreendendo, sobretudo, pela situação difícil que atravessamos, que o pagamento de uma taxa de utilização se justifica nas denominadas vias rápidas, considerando os elevados custos da sua manutenção, também se entende que tal custo só pode ser aplicado quando existam vias secundárias alternativas em bom estado de utilização.Os mais avisados e entendidos na matéria, quando os socialistas, em mais uma manobra eleitoralista que, ao tempo, os guindou ao poder, alertaram para o facto de ser incomportável para os cofres públicos suportar, ao longo dos anos, o custo das SCUT da polémica, construídas ao abrigo das , nunca bem compreendidas, parcerias público-privadas…O problema não reside só aí. É que, tal como já havia sido feito nas vias ferroviárias, com o desolador abandono ou o radical encerramento dos eixos secundários, em favor da via larga, os sucessivos governos demitiram-se das estradas secundárias, aquelas vias seculares que rasgaram as serras e permitiam a ligação entre lugares e regiões, transferindo-as para os Municípios, sem que os dotassem do correspondente e suficiente suporte financeiro, e permitindo a degradação de muitas, anulando-as, enquanto alternativas credíveis às vias rápidas.Sendo assim, todos esperaríamos que a existência ou não dessas vias alternativas, confiáveis, fosse a bitola lógica para o pagamento ou isenção das taxas para os utilizadores das SCUT (muitas delas, construídas, em alguns troços, por cima daquelas).Assim não foi. O Governo, ao que parece, não pretende investir na reparação e manutenção dessas vias alternativas, condenando-as à morte, preferindo enveredar pelas isenções, “lebre”que já lançou na Comunicação Social, para os utilizadores residentes nos Concelhos menos favorecidos.Não me permitindo a ignorância das cartilhas da economia, aquilatar da justeza da opção da escolha, ouso antever mais uma grande “trapalhada” que, no mínimo, outro resultado não terá que não seja lançar concelhos contra concelhos, vizinhos contra vizinhos.A incompetência é um tremor para o País e tem os seus custos agravados quando o epicentro está na mente de quem gere os seus destinos…É que a solução proposta pelo Governo para as “isenções” - refiro-o mesmo sabendo que o Concelho de Vouzela, o que me é mais querido, seria um dos beneficiados - remete-me para um exemplo bem flagrante, por terras de Dão-Lafões. Enquanto todo o Concelho de Viseu está na “tômbola” dos isentos, S. Pedro do Sul, um concelho limítrofe, é mais um do lote dos “pagantes”… Fico a imaginar com que justiça os condutores menos favorecidos deste último Concelho, que se desloquem nos seus “papa-reformas” (na versão divertida) ou “mata-velhos” (na mais penosa) vão pagar na A25, enquanto os empresários bem sucedidos de Viseu, nos seus Audi, BMW e outras “bombas, nela circularão sem custos! E vice-versa….Apetece-me, bem á portuguesa, dizer-lhes que se deixem de “tretas”. Que paguem todos os utentes , com a única excepção daqueles a quem o Estado privou, por acção ou omissão, de vias alternativas exequíveis. E que o Governo se empenhe, desde já, a regenerar todas estas vias secundárias, as mesmas que, como já atrás referi, foram sendo desprezadas.É, na minha opinião, o caminho mais justo e que não dará aso a que se continue a pensar que neste País há cada vez mais diferenças no tratamento dos filhos e dos enteados!
Aos 4 de Julho de 2010
Por princípio e dever, compete ao Estado, na persecução dos desígnios constitucionais, dotar o território das vias de comunicação que promovam o bem-estar e a qualidade de vida dos cidadãos, para além de assegurar um correcto ordenamento. É, além de muitos outros, um dos Serviços que aquele tem de prestar, como contrapartida aos diversos e múltiplos impostos que são imputados aos contribuintes.Compreendendo, sobretudo, pela situação difícil que atravessamos, que o pagamento de uma taxa de utilização se justifica nas denominadas vias rápidas, considerando os elevados custos da sua manutenção, também se entende que tal custo só pode ser aplicado quando existam vias secundárias alternativas em bom estado de utilização.Os mais avisados e entendidos na matéria, quando os socialistas, em mais uma manobra eleitoralista que, ao tempo, os guindou ao poder, alertaram para o facto de ser incomportável para os cofres públicos suportar, ao longo dos anos, o custo das SCUT da polémica, construídas ao abrigo das , nunca bem compreendidas, parcerias público-privadas…O problema não reside só aí. É que, tal como já havia sido feito nas vias ferroviárias, com o desolador abandono ou o radical encerramento dos eixos secundários, em favor da via larga, os sucessivos governos demitiram-se das estradas secundárias, aquelas vias seculares que rasgaram as serras e permitiam a ligação entre lugares e regiões, transferindo-as para os Municípios, sem que os dotassem do correspondente e suficiente suporte financeiro, e permitindo a degradação de muitas, anulando-as, enquanto alternativas credíveis às vias rápidas.Sendo assim, todos esperaríamos que a existência ou não dessas vias alternativas, confiáveis, fosse a bitola lógica para o pagamento ou isenção das taxas para os utilizadores das SCUT (muitas delas, construídas, em alguns troços, por cima daquelas).Assim não foi. O Governo, ao que parece, não pretende investir na reparação e manutenção dessas vias alternativas, condenando-as à morte, preferindo enveredar pelas isenções, “lebre”que já lançou na Comunicação Social, para os utilizadores residentes nos Concelhos menos favorecidos.Não me permitindo a ignorância das cartilhas da economia, aquilatar da justeza da opção da escolha, ouso antever mais uma grande “trapalhada” que, no mínimo, outro resultado não terá que não seja lançar concelhos contra concelhos, vizinhos contra vizinhos.A incompetência é um tremor para o País e tem os seus custos agravados quando o epicentro está na mente de quem gere os seus destinos…É que a solução proposta pelo Governo para as “isenções” - refiro-o mesmo sabendo que o Concelho de Vouzela, o que me é mais querido, seria um dos beneficiados - remete-me para um exemplo bem flagrante, por terras de Dão-Lafões. Enquanto todo o Concelho de Viseu está na “tômbola” dos isentos, S. Pedro do Sul, um concelho limítrofe, é mais um do lote dos “pagantes”… Fico a imaginar com que justiça os condutores menos favorecidos deste último Concelho, que se desloquem nos seus “papa-reformas” (na versão divertida) ou “mata-velhos” (na mais penosa) vão pagar na A25, enquanto os empresários bem sucedidos de Viseu, nos seus Audi, BMW e outras “bombas, nela circularão sem custos! E vice-versa….Apetece-me, bem á portuguesa, dizer-lhes que se deixem de “tretas”. Que paguem todos os utentes , com a única excepção daqueles a quem o Estado privou, por acção ou omissão, de vias alternativas exequíveis. E que o Governo se empenhe, desde já, a regenerar todas estas vias secundárias, as mesmas que, como já atrás referi, foram sendo desprezadas.É, na minha opinião, o caminho mais justo e que não dará aso a que se continue a pensar que neste País há cada vez mais diferenças no tratamento dos filhos e dos enteados!
Aos 4 de Julho de 2010
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Levanta-te, Portugal...
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Não estaremos a dar passos demasiado grandes....
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Os produtos da nossa terra...
sábado, 26 de novembro de 2011
Vão chatear a Merkel!
A propósito deste vídeo, antecipando que não sou adepto da violência venha ela de onde vier, recordo-me que já em 2007, entre os cerca de 100 "radicais" que resolveram destruir o campo de milho na Herdade das Lameiras, em Silves, haviam muitos estrangeiros, ao que se disse ao tempo, os que se revelaram mais violentos e interessados na sanha destruidora. Já na manifestação de Outubro dos auto-proclamados "indignados", realcei o carácter ordeiro do protesto, só quebrado por meia dúzia de "zecas pedras" acervejados. Provavelmente, os mesmos que, associados a estes radicais estrangeiros, voltaram a por em causa as pacíficas intenções dos jovens promotores do evento. Os radicalismos extremistas, seja qual for o quadrante em que se insiram, são condenáveis e atentatórios da democracia e da segurança das pessoas e bens. Há que os combater, sem falsos pruridos e hipócritas tolerâncias. Mas há que, sobretudo, denunciar e condenar publicamente. Foi o que ainda não vi fazer, de forma aberta por parte de alguns partidos que proclamam pugnar pela Democracia, nem pelos carismáticos e eternos dirigentes sindicais. muito menos pelos que passam o tempo a acenarem com os direitos humanos e Amnistias! Fizeram-no, céleres, a condenarem o hipotético excessivo da força por parte das Forças de Segurança, quanto ao cerne do problema e ao fenómeno de infiltração de grupelhos desestabilizadores....moita carrasco! Complexos estranhos, que se foram criando e alimentando na Sociedade Portuguesa... Ao jovem alemão, estrela do vídeo, bem como aos compatriotas que foram identificados no mesmo local, em arruaças violentas, para lá de um voto de rápido restabelecimento, apenas um conselho amigo: vão chatear a MerKel!
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Breve "flash" duma Greve Geral que não foi!

Não fossem os do costume, os "privilegiados" dos transportes, esta Greve Geral, nem parcial seria! Sinal de que, apesar das dificuldades, a maioria deste Povo sabe que a única saída é pelo trabalho.
No "meu" Bairro, na zona metropolitana de Lisboa, os autocarros circularam, as escolas, Básica e Secundária, estiveram em actividade; todo o Comércio esteve aberto, o Centro de Saúde, também, e recebi a correspondência dos Correios.
No "meu" Bairro, na zona metropolitana de Lisboa, os autocarros circularam, as escolas, Básica e Secundária, estiveram em actividade; todo o Comércio esteve aberto, o Centro de Saúde, também, e recebi a correspondência dos Correios.
Só notei uma pequena, mas sintomática, diferença: o cão da minha vizinha ladrou menos que o habitual!...
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
A legenda está de greve....
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Onde o Sul abraça o Vouga!

Foto de Custódio Freitas, 20/11/2011
Pergunta o Vouga Baixinho
À fraga que o viu nascer
Qual é o melhor caminho
Em beleza a percorrer
….........................
Segue o Vouga o seu destino
Pelo vale como uma fita
Em São Pedro canta o hino
Nas Termas pára e medita
Seguindo depois pro mar. (Pedroso Lima)
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Bastonários e Bestonários!

Há quem defenda que a obrigatoriedade de pertencer a uma Ordem profissional para exercer uma profissão é um atentado à liberdade individual e que a sua vocação natural não é a de controlar a formação académica dos candidatos á profissão.
O ex-Ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, numa entrevista à TSF, em Dezembro de 2010, defendia mesmo que conseguir libertar o País da tutela das Ordens na entrada das profissões era fundamental...
Não vou tão longe, ainda que tema alguma arbitrariedade e eventuais falhas no critério da selecção.
O que me preocupa, por ter como adquirido que o objectivo supremo de qualquer Ordem profissional seria o de preservar e desenvolver entre os seus pares, valores éticos e deontológicos, é deparar-me a cada passo, nos espaços mediáticos, com bastonários que mais parecem agentes político-partidários, que tecem armas por questões que não perseguem qualquer interesse legítimo dos seus profissionais, nem do público que é suposto servirem.
O ex-Ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, numa entrevista à TSF, em Dezembro de 2010, defendia mesmo que conseguir libertar o País da tutela das Ordens na entrada das profissões era fundamental...
Não vou tão longe, ainda que tema alguma arbitrariedade e eventuais falhas no critério da selecção.
O que me preocupa, por ter como adquirido que o objectivo supremo de qualquer Ordem profissional seria o de preservar e desenvolver entre os seus pares, valores éticos e deontológicos, é deparar-me a cada passo, nos espaços mediáticos, com bastonários que mais parecem agentes político-partidários, que tecem armas por questões que não perseguem qualquer interesse legítimo dos seus profissionais, nem do público que é suposto servirem.
Ouvi-los, numa Sociedade democrática, esgrimir argumentos em forma de insulto e arruaça, muito para lá da nobre função que lhes está outorgada pelos seus membros, encabeçando lobies que mais, parecem, pretender afrontar as instituições do Estado do que reclamar direitos legítimos, entristece-me e envergonha-me, enquanto cidadão dum Estado de Direito.
Daí, ser meu direito interrogar-me se, a par de verdadeiros bastonários, que ainda prezam a sua Carta Deontológica, não teremos na ribalta outros autênticos "bestonários" que dão maus exemplos e uma deplorável imagem dos profissionais da "sua" Ordem!....
Daí, ser meu direito interrogar-me se, a par de verdadeiros bastonários, que ainda prezam a sua Carta Deontológica, não teremos na ribalta outros autênticos "bestonários" que dão maus exemplos e uma deplorável imagem dos profissionais da "sua" Ordem!....
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
Os compassos do avental....
O DN, em notícia de caixa alta, dá-nos conta das revelações dum Juiz que denuncia o domínio da máquina da Justiça pela maçonaria. Nada que o Vouguinha2 já não tenha abordado em Janeiro de 2010.
Surpreende-me é que ninguém tenha a clarividência de esclarecer que essa "seita" não domina só a Justiça, mas todo o Estado!
Dominam as esferas do poder....e mandam os "carbonários" fazer o trabalho "sujo"?!.......

Acusações de Costa Pimenta, um Juiz de Direito que, segundo o CM, vive uma guerra jurídica com as hierarquias da Justiça, abriu o livro e disse:
"O Supremo Tribunal de Justiça é uma loja maçónica, criada e instalada por maçons";
" A verdade é que as lojas maçónicas, incluindo o Supremo Tribunal Administrativo e a Relação de Lisboa, deixaram-se infiltrar pelo jesuitismo e profanos do avental, que constituíram uma máfia que opera nos tribunais portugueses".
Surpreende-me é que ninguém tenha a clarividência de esclarecer que essa "seita" não domina só a Justiça, mas todo o Estado!
Dominam as esferas do poder....e mandam os "carbonários" fazer o trabalho "sujo"?!.......
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
A Seita tem um Radar...

Acusações de Costa Pimenta, um Juiz de Direito que, segundo o CM, vive uma guerra jurídica com as hierarquias da Justiça, abriu o livro e disse:
"O Supremo Tribunal de Justiça é uma loja maçónica, criada e instalada por maçons";
" A verdade é que as lojas maçónicas, incluindo o Supremo Tribunal Administrativo e a Relação de Lisboa, deixaram-se infiltrar pelo jesuitismo e profanos do avental, que constituíram uma máfia que opera nos tribunais portugueses".
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Quem "nos" compra?!

O PR lá anda pelos EUA, ao que diz, "promovendo a imagem de Portugal". Nada a reprovar, em abstracto, nesse seu empenho. Mas, interrogo-me eu, de que vale essa promoção quando, intramuros, os "privilegiados" das empresas públicas, fazem greves para pressionar o Governo, apoiados em notícias de jornais; quando o Senhor da Madeira, onde ocorreu um dos maiores rombos no erário público, decreta tolerância de ponto para que a POP o possa ver subir a um palanque que é seu há décadas; quando um vasto sector da nossa sociedade se comporta como se estivesse tudo bem e o Tejo mais não fosse que um caudal de mel e pepitas de ouro?!.....
Os americanos, como todos os outros, são cegos e surdos?....
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Grandes latas e latoarias
Armando Vara disse. hoje, no Tribunal, a propósito do "Face Oculta":
- Isto é um Romance!
O homem tem toda a razão. É uma romance em que um dos principais protagonistas emigrou e saiu de cena antes do epílogo. É uma "história" aberta, cujo final - a exemplo do que vamos vendo com processos de gente endinheirada ou politicamente poderosa -, vai ser recriado pelos senhores advogados....de recurso em recurso até ao esquecimento total!
E que, em cima da latoaria do sucateiro, se vão despejar mais uns milhares do erário público.....
Num Pais que, sorte madrasta, é, cada vez mais, improvável....
- Isto é um Romance!
O homem tem toda a razão. É uma romance em que um dos principais protagonistas emigrou e saiu de cena antes do epílogo. É uma "história" aberta, cujo final - a exemplo do que vamos vendo com processos de gente endinheirada ou politicamente poderosa -, vai ser recriado pelos senhores advogados....de recurso em recurso até ao esquecimento total!
E que, em cima da latoaria do sucateiro, se vão despejar mais uns milhares do erário público.....
Num Pais que, sorte madrasta, é, cada vez mais, improvável....
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
IBO, lendária ilha moçambicana!
Termino esta trilogia de Moçambique, com imagens duma Ilha lendária, tronco de miscigenação e cruzamento de culturas, no Arquipélago das Quirimbas...
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
PEMBA, Outubro de 2011
Nas imagens que trago ao Vouguinha2, de terras de outras memórias, num breve olhar do Naimo V. António, ressalta, na vista aérea, a beleza e a dimensão da Baía de Pemba (Moçanbique).Para a descrever, socorro-me de um artigo publicado em 2008 pelo Diário de Notícias que tem, ainda, uma referência a uma das famílias mais conhecidas na então capital de Cabo Delgado, berço de alguns dos meus filhos!
São 10 postais recentes duma terra que nunca esqueci...
"A baía de Pemba, situada na província de Cabo Delgado, passou a integrar o restrito clube
das mais belas baías do mundo, um projecto nascido em 1997 e que visa preservar
e promover internacionalmente espaços de grande beleza na ligação entre a terra
e o mar.Pemba é a terceira maior baía do mundo, mais de 40 km de extensão, numa
área de quase 150 km2 de superfície diversa, com estuários e mangais, superada,
apenas, pelas baías de Guanabara (Brasil) e Sydney (Austrália).Antiga zona de
Porto Amélia, na época colonial, foi atingida pela primeira vaga colonial
portuguesa em 1857 (um grupo de 60 colonos minhotos, embarcados no Tejo no navio
Angra, uma das referências históricas nas terras de macuas, macondes e muanis…)
quando ali chegou liderada por um tenente da armada, Romero de seu nome, ainda
hoje referenciado na ponta sul da boca de entrada da baía, tendo a oposta o nome
do interlocutor dele na época, o régulo Said Ali,De Pemba é, também, Rui Andrade
Pães, pintor, famoso desde o momento em que assinou as gravuras de Pipas de
Massa, um livro infantil de Madonna, e da terra onde nasceu e cresceu guarda o
fascínio "por anatomias e texturas", fixado "nos animais da tradição africana,
que caminham e falam com consciência humana", e reconhece que ali, em Pemba, a
luz lhe ensinou "a clareza das coisas". Ficou, para sempre, "com mente europeia
e coração africano", e não são raras as referências a esse ilustre filho da baía
de Pemba…!
São 10 postais recentes duma terra que nunca esqueci...
"A baía de Pemba, situada na província de Cabo Delgado, passou a integrar o restrito clube
das mais belas baías do mundo, um projecto nascido em 1997 e que visa preservar
e promover internacionalmente espaços de grande beleza na ligação entre a terra
e o mar.Pemba é a terceira maior baía do mundo, mais de 40 km de extensão, numa
área de quase 150 km2 de superfície diversa, com estuários e mangais, superada,
apenas, pelas baías de Guanabara (Brasil) e Sydney (Austrália).Antiga zona de
Porto Amélia, na época colonial, foi atingida pela primeira vaga colonial
portuguesa em 1857 (um grupo de 60 colonos minhotos, embarcados no Tejo no navio
Angra, uma das referências históricas nas terras de macuas, macondes e muanis…)
quando ali chegou liderada por um tenente da armada, Romero de seu nome, ainda
hoje referenciado na ponta sul da boca de entrada da baía, tendo a oposta o nome
do interlocutor dele na época, o régulo Said Ali,De Pemba é, também, Rui Andrade
Pães, pintor, famoso desde o momento em que assinou as gravuras de Pipas de
Massa, um livro infantil de Madonna, e da terra onde nasceu e cresceu guarda o
fascínio "por anatomias e texturas", fixado "nos animais da tradição africana,
que caminham e falam com consciência humana", e reconhece que ali, em Pemba, a
luz lhe ensinou "a clareza das coisas". Ficou, para sempre, "com mente europeia
e coração africano", e não são raras as referências a esse ilustre filho da baía
de Pemba…!
Moçambique, 4 de Outubro!
Na terra dos Bons Sinais (Quelimane), tal como noutros pontos de Moçambique, comemorou-se o Acordo de Paz de 4 de Outubro de 1992, celebrado em Roma e que pôs fim a uma
guerra fratricida.São desse dia de festa, em 2011, as imagens captadas pela
objectiva do moçambicano Naimo Vasco António e que aqui reproduzo, esperando que
a Paz seja sempre celebrada naquele país que não esquecemos e que a verdadeira
Democracia continue a ser aperfeiçoada, pois só esse regime permitirá o
Progresso e Bem-Estar e a concórdia entre todos os moçambicanos.
Os Sinais são Bons!....
guerra fratricida.São desse dia de festa, em 2011, as imagens captadas pela
objectiva do moçambicano Naimo Vasco António e que aqui reproduzo, esperando que
a Paz seja sempre celebrada naquele país que não esquecemos e que a verdadeira
Democracia continue a ser aperfeiçoada, pois só esse regime permitirá o
Progresso e Bem-Estar e a concórdia entre todos os moçambicanos.
Os Sinais são Bons!....
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