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segunda-feira, 7 de maio de 2012

ET MAINTENANT...

....vamos esperar.......para ver!



Se não fosse o facto da maioria dos políticos não cumprirem as promessas que vão debitando em Campanha Eleitoral, não passaria um ano sem que a França se juntasse ao Clube dos Tesos da Europa, de que já somos sócios fundadores!...

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Dumping no produto Liberdade?






Para além de ocasional cliente e algumas críticas por não ser mais substancial a opção pela venda de produtos nacionais, não tenho quaisquer ligações ao Pingo Doce, não aproveitei a "oferta", nem aquela cadeia de distribuição é dama que me faça vir a terreiro.
Ainda assim, a desmesurada "chinfrineira", orquestrada por algumas franjas da nossa sociedade, invectivando a Campanha de Marketing que o Grupo Jerónimo Martins empreendeu no 1º de Maio, merece-me esta reflexão.
Que, por detrás daquele gesto, só aparentemente, filantrópico, estão objectivos promocionais, ninguém duvidará; que, numa fase difícil para muitas famílias, seria de prever a inusitada afluência às suas lojas, é, de todo, compreensível; como compreensíveis são alguns atropelos, confusão e actos individuais condenáveis, protagonizados por um ou outro cliente pouco entrosado nas regras de civismo que a nossa Escola ainda não ministra como cadeira primordial.
Até aceito que a Campanha haja, de sobremaneira, desagradado aos Grupos concorrentes e, por hipótese, os haja impelido a despoletarem esta cruzada de protestos, esforçando-se por encontrar naquela acção alguma ponta solta de ilegalidade que lhes forneça munições para a "fogachada" mediática.
O que não compreendo, e me ofende enquanto cidadão, é que alguns partidos políticos hajam feito da Assembleia da República a banca da "peixeirada" populista, escolhendo por alvo aquele Grupo e o empresário que lhe dá rosto, empolando o evento e exigindo a presenças de Ministros em S. Bento, numa claro aproveitamento para  mais um ataque ao Governo, como se este  pudesse, legalmente,  impedir a iniciativa do Pingo Doce.
Diabolizarem  aquela Campanha no Parlamento, com recurso a linguagem de taberna, raiando o insulto, para lá de tempo perdido, secundariza a própria imagem dos que se dizem representantes do Povo. Como ridiculariza as centrais sindicais, de que aqueles são mentores, que, ao invés de se preocuparem com uma efectiva e coerente defesa dos direitos dos trabalhadores, saltam para a Praça condenando o Promotor e os milhares de seus filiados que quiseram e souberam, reverter para seu proveito, aquele "brinde" publicitário.
Quando os sindicatos, em nome dos seus inalienáveis direitos, usam (e abusam) da Liberdade para empreenderem, como, onde e quando,  as greves que entendem, pretendem, com o seu violento e ameaçador protesto,  condicionar a Liberdade dum grupo empresarial, algo não está equilibrado na balança democrática! Falta a compreensão de que se este País, agora mais do que nunca, necessita de empregos, de trabalho, também carece de empresários com iniciativa, que o os promovam e não é prática propiciadora afugentá-los com insultos e arruaças sem sentido!
Uns e outros devem entender, ao invés de se gladiarem, que os parâmetros da Liberdade estão confinados pela Lei e que a todos deve ser conferida por igual, sem que seja privilégio exclusivo de qualquer grupo ou classe.
Para os delatores e mais encarniçados inimigos desta acção do Pingo Doce, não lhes passou pela mente que, a contragosto, toda esta vozearia condenatória, e bem dispensável, só está a servir os propósitos do grupo empresarial seu promotor: nunca o Pingo Doce - para lá da Campanha -, teve tanta publicidade gratuita!
Sabem que mais?! Venham mais dias de 50%!
E que, sobretudo, não se faça dumping com o produto nobre e "gourmet" que é a LIBERDADE!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A "malapata" da nossa Democracia


 O continuado problema  deste País, ao contrário do que muitos poderão, legitimamente pensar, e outros defendem, não reside na peculiar oposição dos partidos mais à Esquerda, por mais utópicas que sejam as suas propostas políticas. Estão sempre contra, têm os genes do Bota Abaixo,  mas, ainda assim,  são coerentes, não enganam, não iludem, não têm agendas escondidas!
 Já as hostes socialistas, geradas por terras gaulesas, que nunca cortaram o cordão umbilical que os liga à sua mãe francesa, desde os tempos do "Mon ami Miterrand" ao "Mon ami Hollande", configuram, na teoria e na prática, o desequilíbrio de décadas na Democracia Portuguesa.
A sua congénita  sede de Poder, a sua dependência ideológica e programática da cartilha estrangeira, desde os tempos da sua fundação, com forte pendor da maçonaria e de dogmas que nada têm a ver com a realidade nacional, têm impelido esta força para "batalhas" políticas que não respeitam os reais interesses deste Povo sofrido.
 O seu farol está fora desta Costa, não nos guia pelos caminhos da transparência e pelos raios, tão celebrados, do Sol do nosso País!
 O facto, que observei, logo após o 25-A, de, para lá de gente digna e politizada, se lhe terem agarrado, como lapas em busca de salvação, muitos arrivistas, oportunistas e vira-casacas de toda a espécie, gerou no seu seio um clientelismo partidário voraz, disposto a lutar por lugares e palanques de estatuto e bolsa. Cenário cruel, que só será debelado quando se regenerar dentro de si próprio e se dispuser a pugnar pelo País onde não tem origem, mas tem Bandeira.....e onde há Povo!  

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Sá Carneiro, acidente ou atentado?!

Verdade? Mentira?
Mas, por favor, mais Comissões de Inquérito, não!
Só servem para "distrair" e ouvir basófias e conclusões inócuas.....e caras!

Alma (Pátria) gentil, que partiste...

Até dói!

Dia da Produção Nacional

 Passamos muito do nosso tempo a lamentar o nosso Presente e com  receio do nosso Futuro, enquanto País.
Engrossamos manifestações, colocamos cravos na lapela, condenamos o Passado recente, não aceitamos as dificuldades presentes. Será que paramos para pensarmos como poderemos, para lá dos sacrifícios a que já somos obrigados, contribuir para nos libertarmos das amarras económicas a que fomos submetidos?
Poderá não parecer de especial monta. Ainda assim, temos a nossa quota parte à mão, sem que nos apercebamos do seu real valor: preferir os produtos com origem na nossa terra, COMPRAR O QUE É NOSSO!



Aqui:
CONFAGRI

domingo, 22 de abril de 2012

DIA DA TERRA

Estaremos a saber viver nela..... e com ela?



Sugestão de leitura duma das obras dum lafonense:

 FICHA TÉCNICA<
Um Planeta Ameaçado:
A Ciência Perante o Colapso da Biosfera
Miguel Almeida
Esfera do Caos Editores
Lisboa, Maio de 2006

 SOBRE O AUTOR
Miguel Almeida. Licenciado em Filosofia e Mestre em Filosofia da Natureza e do Ambiente pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Os seus trabalhos de investigação centram-se na área da filosofia das ciências, nomeadamente na aplicação das ciências às questões do ambiente e da ecologia planetários. Desenvolve actividade docente nas áreas da filosofia e da psicologia

 DO PREFÁCIO
“Se fosse necessário encontrar uma definição condensada da presente obra que Miguel Almeida oferece aos leitores, diria que se trata de um notável fresco de uma das mais importantes facetas do mais gigantesco drama alguma vez ocorrido na história humana. Um drama em que nos encontramos todos mergulhados e de que somos, quer o queiramos ou não, actores urgentemente convo-cados… Este é um livro que nos convida a entrar no seio da crise contemporânea, explicando-nos as razões que nos devem levar a considerar o ambiente como o ponto nodal, ontológico, onde se jogam os futuros possíveis.”
Viriato Soromenho-Marques

 SOBRE A OBRA
As ameaças ambientais e ecológicas de carácter global têm de ser combatidas com medidas urgentes, concertadas e corajosas, já que afectam o funcio¬namento do ecossistema planetário, pondo assim em causa a própria sobrevivência da civili¬zação.
Esta obra diagnostica e denuncia, com rigor, propõe tarefas e abre janelas de esperança, com realismo, devendo então ser encarada como uma valiosa ferramenta de apoio à tomada de consciência, à identificação das causas do descalabro a que todos assistimos e à reflexão em torno das soluções.


quarta-feira, 18 de abril de 2012

A RAZÃO versus EMOÇÃO...

.... ditaram o meu pensamento do dia:

PASSAMOS O TEMPO A CONDENAR A FORMA COMO O VERDUGO NOS ESTÁ A CORTAR A CABEÇA, MAS ESQUECEMOS QUEM NOS CONDENOU AO CADAFALSO E NOS TROUXE ATÉ À GUILHOTINA!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Os nossos elefantes brancos!



   Ao que parece, muitos dos súbditos do Rei Juan Carlos estão furibundos por este andar a caçar elefantes em plena Crise.
  Por cá, nesta mansidão sofrida, ninguém se manifesta contra as caras mordomias de que gozam, nesta coutada republicana, os "Imperadores" Eanes, Soares e Sampaio!...
.



sábado, 14 de abril de 2012

DITADURA DO CONSENSO...

.... o blog do cidadão guineense e jornalista António Aly Silva, ontem detido e espancado pelos militares golpistas, está de novo activo, numa prova da coragem do responsável por aquele espaço, que tem sido a fonte do que se vai passando na Guiné.
  Confiscaram-lhe o material de trabalho, mas não lhe roubaram o espírito livre, o direito a informar, de que não se dispõe a abdicar, mesmo com riscos da sua integridade física.


  Eu procuro não ter uma visão do tipo "paternalista" do que, desde há décadas, se vive na Guiné Bissau, o que não obsta a que não entenda o comportamento dos militares, sobretudo, a partir do momento em que foi implantada uma certa ordem democrática. Lá, como cá, como em todos o países que adoptam esse sistema, o Poder é do Povo, que (mal ou bem) expressa a sua escolha nas urnas e elege os seus representantes na governação. Em Democracia, os militares estão subordinados a esse Poder político e devem actuar segundo as suas directrizes, por mais que custe a cada um dos "ombros estrelados".
Eu não creio, ao contrário de muitos analistas, que os angolanos tenham alguma estratégia para , duma forma ou de outra, controlarem, politica e economicamente a Guiné. Não me parece. Não vislumbro qual o seu interesse real desse objectivo.  O problema é que os militares e alguns políticos guineenses se têm posto a jeito para intervenções externas, que os conflitos permanentes, com prisões e assassinatos,  a consequente instabilidade e degradação económica, não oferece àquele Povo as mínimas condições de terem uma vida minimamente estável. O meu pressentimento é de que o braço armado daquele País está de tal forma viciado e minado pela anarquia (e por outros interesses obscuros) que só uma limpeza geral de quadros, acompanhada da criação de condições económicas mais consistentes (para o que será necessária a ajuda internacional), poderá proporcionar um Estado, na verdadeira acepção do termo.Era o que eu gostava de ver naquele País a que estamos historicamente ligados e em benefício dum Povo que se exprime na nossa Língua comum.A libertação do jornalista António Aly Silva, já foi reconfortante...Bom Sábado!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Quando as armas tentam vencer a força do Pensamento Livre!

QUANDO A FORÇA DAS ARMAS SUBJUGA A FORÇA DA RAZÃO!
A propósito do conflito em curso na Guiné Bissau, socorri-me de informações colhidas num blog dum guineense, que é jornalista e estava a presenciar os acontecimentos no terreno em Bissau. Transcrevi mesmo um APELO por ele ali "postado" à Comunidade Internacional. Estranhei que, a partir das 10:27 de hoje, o blog tenha silenciado, mas nada fazia prever a brutal notícia que acabei de conhecer pela TV: o António Aly Silva foi preso e espancado pelos militares e encontra-se detido num aquartelamento.
Sinto-me triste. Não que conhecesse aquele jornalista, mas porque me tocou o apelo/mensagem por ele escrito e que transcrevi por aqui , no post que antecede!
Deixo-vos o link do seu blog e, desta feita, o meu apelo aos meus amigos: EXIJAM NAS VOSSAS PÁGINAS A LIBERTAÇÃO DO ANTÓNIO ALY SILVA!
A minha homenagem ao cidadão e jornalista que sofre agora por prezar a Liberdade de Informação e de Opinião!

Entendam-se, porra!

 Já está a ser tão frequente e triste, que qualquer comentário aos acontecimentos despoletados, mais uma vez, pelos militares guineenses, seria bater em teclas já gastas.
 Bem sintomático é o desabafo/apelo escrito no seu blog, a partir de Bissau, por um preocupado e -ao que parece - esclarecido cidadão guineense,  de que aqui fica registo:


O pior da Guiné-Bissau são...os guineenses.

Apelo dramático à comunidade internacional

Mais de um milhão de guineenses estão reféns de militares...guineenses. Temos sido sacudidos e violentados, usurpam e tolhem-nos os nossos direitos, até o mais básico. Até quando mais a comunidade internacional vai tolerar que gente medíocre - alguma classe política, e militar faça refèm todo um povo? A históra endossará uma boa parte da responsabilidade à comunidade internacional.

Ajudem o povo da Guiné-Bissau; não os abandonem, agora, mais do que nunca. Tiveram todos os sinais de que uma insurreiçao era possível, ainda que desnecessária. Nada justifica o levantar das armas, é intolerável o disparo de armas pesadas numa cidade com mais de quatrocentas mil pessoas. É criminoso, acima de tudo. Tiveram tudo para estancar a hemorragia e a orgia de violência. Sabem há muito que este é um país que nasceu, cresceu e vive sob laivos de militarismo.

Agora, tudo está calmo. Não há tiros, nem feridos nas urgências e menos ainda corpos na morgue resultado de mais uma brutalidade da canalha. Não se sabe quem morreu - espero e desejo que ninguém tenha sido morto. Um país é o último, e único, refúgio seguro para o seu povo. Foi traumatizante ver mulheres e crianças a chorar; é triste ver homens e jovens a fugir de homens e jovens como eles. É desolador. Estou abatido, e, sobretudo cansado. Não tenho sequer forças para gritar.

Olho e registo tudo. Depois escrevo, na certeza de que alguém me vai ler e comungar dos mesmos sentimentos. O meu blogue, hoje, foi já acessado por mais de 50 mil pessoas. Ficará para a estatística. Teria preferido uma visita por dia, a ter de suportar cem mil pares de olhos tristes e enevoados: estão a matar-nos, estão a destruir as famílias, a tornar as crianças violentas.

O pior da Guiné-Bissau, meus caros...é o guineense!

Um abraço a todos,

António Aly Silva

quarta-feira, 11 de abril de 2012

De Budapeste a S. Pedro do Sul!


Esta foto, de há poucos dias, permite-nos saber que, durante todo o ano, os húngaros têm à sua disposição banhos quentes, em Budapeste.
Será um pouco ousado, mas arrisco dizer que a capital da Hungria são as Termas de São Pedro do Sul dos magiares!....

terça-feira, 10 de abril de 2012

sexta-feira, 30 de março de 2012

Há "guerra" na rataria....



  Numa barricada, as hostes da seita parisiense, na outra, a tribo pouco segura.
  Uns e outros a guerrearem-se mais por questões dos seus umbigos e na luta cega pelos votos futuros, do que se decidirem, de vez, a ajudarem na retirada deste País do atoleiro em que o atascaram!
  O que não surpreende quem conhece o percurso desta gente!....

segunda-feira, 26 de março de 2012

Policia, a fera....ou o instrumento?

http://expresso.sapo.pt/as-imagens-que-antecederam-a-carga-policial=f714083

As imagens acedidas por este link do "Expresso", só confirmam  o juízo que faço das televisões. Céleres e exaustivas na crítica à actuação policial, omissas em servir, a quem as sustenta,  uma informação isenta e cabal dos factos.
Eu sei que as denominadas Forças da Ordem nem sempre actuam com a moderação que lhes é exigida, admito exageros pontuais e atitudes desgarradas de alguns dos seus elementos. Como, também, compreendo que em qualquer manifestação, em especial as de fraca organização, alguns aderentes possam cometer actos não desejáveis por quem as mobilizou.
Mas os factos falam por si. Há que ver e conhecer tudo, para se ter opinião imparcial. As televisões tinham-na. Como a teriam muitos dos foto-jornalistas presentes, mesmo os que, lamentavelmente,  foram vítimas da carga policial. Mas, a uns e outros, na esmagadora maioria, parece interessar mais servir quem tem o propósito de desestabilizar, que é esse, na sua óptica,  o condimento da notícia e  que lhes afaga o ego profissional!
Quanto aos envolvidos naquela manifestação dos distúrbios - que todas as outras decorreram sem problemas de maior -, não embarquemos no erro de tomar a parte pelo todo. Aquela "rapaziada", que eu conheço por "meninos da net", no seu todo, não procurava a violência. Mas o perigo da contaminação por grupelhos de índole intolerante, está sempre presente. Os agitadores profissionais, que recorrem à provocação, só não se infiltram onde não podem. Vivem disso, é esse o seu ideário.
E, desta gente, temos alguma. Que quer e procura o conflito, com o único propósito de provocar neste País, um cenário grego.
Perguntaremos, para quê?!
Por mim, palpito......mas não ouso dizer!
Mais do que a fera, a Policia é mais um dos instrumentos de que esses provocadores e  amantes da violência, se servem para se vitimizarem e darem nas vistas!

quarta-feira, 21 de março de 2012

Aos que ainda ousam sonhar...

 Celebra-se hoje o Dia Mundial da Poesia.
 Que vivam, para sempre, os poetas. E todos os que ainda ousam sonhar, neste Mundo onde a bolsa apaga a criação, o vil metal o Pensamento.....e a máquina, fria e metálica, atropela o Homem de corpo inteiro!


sábado, 17 de março de 2012

Quando lhes invade a saudade...

... do mediatismo, sede de ribalta, quando se esfuma a exploração de frases, pequenos casos, nada como inventar Comissões de Inquérito, para que Povo os veja e não murchem os alfobres do voto!
 O BPN já foi pasto de uma outra Comissão. Inquiriu-se tudo, berrou-se, insultou-se, bocejou-se, carpiu-se...e, para lá do que competia a outro órgão institucional, qual o proveito real, qual o sumo extraído de tanta espremedura? Nada! A não ser a constatação do rotundo falhanço do responsável do BDP que, quando se esperava o seu apagamento político, se viu guindado a um dos mais altos cargos no BCE.
  Lá vem mais uma, para se apurar o quê?! O que ainda não foi feito ao BPN, ou aquilo que mais custa nos bolsos dos cidadãos e que passou pela nacionalização dos desmandos e prejuízos que deviam ter sido assacados a quem desta instituição bancária, de algum modo, tirou proveito?
 Mas, não. Há que entreter, fazer circo que divirta o Povo, que o focalize em comédias diárias que lhe amenizem e façam esquecer os apertos de que padecem!
 Depois, é o espectáculo habitual, numa qualquer sala de S. Bento, em directo, sem bolinha, com cenas nada recomendáveis para jovens e para os menos jovens com vergonha na cara!
 O Vouguinha2 já formou opinião, de há muito, quanto à validade, ao sumo, destas comissões de inquérito....e ousa relembrar:

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A falência das Comissões de Inquérito


Não sei se Sócrates mentiu ou não ao Parlamento, não sei se teve ou não responsabilidades na tentativa de compra de parte da Media Capital, a proprietáriada TVI.
Não sei e vou continuar a não saber, acabada que seja a Comissão de Inquérito Parlamentar criada com o singular objectivo de esclarecer a verdade.
Não me vou repetir a propósito do que penso da validade dessas comissões. Repesco na íntegra a percepção que já tinha, desde 2008, quanto à sua utilidade. 
Apenas me ocorre acrescentar que, desta feita, só não foi tudo esclarecido porque a Justiça, ensarilhada nos fios legais em que se move, optou, vá-se lá saber das razões, por não permitir que o azeite viesse à tona da água.

quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Ainda as Comissões de Inquérito 

Não volto ao assunto para me vangloriar de ter razão antes do tempo. Muito menos para branquear a imagem e o mutismo do "arguido" Oliveira e Costa. Que, como por aqui defendi, nem tão pouco devia ser chamado ao Parlamento. Nem ele, nem o Procurador da República, nem outros envolvidos ou testemunhas do caso BPN, nas mãos da Justiça.
Venho, sim, reforçar a ideia da falácia e até da inconveniência das denominadas "comissões de inquérito" promovidas pela Assembleia da República. Sobretudo, quando colidem, ou concorrem, com as investigações que decorrem no âmbito dos Tribunais.
Se a nossa Democracia tem que ser enobrecida, mais do que ninguém, pelos políticos que nela são protagonistas, muito ela terá a ganhar se forem respeitados os campos de actuação das instituições do Estado. E o que vemos é a politização, e, em alguns casos, a partidarização da vida nacional, do funcionamento dos seus órgãos o que, desacreditando a democracia, oferece solo fértil para que germinem atropelos e desmandos de toda o ordem.
Volto a repetir o velho provérbio: Cada macaco no seu galho!
E a puxar acima o que, sobre o assunto, por aqui escrevi em 22 de Novembro de 2007, sublinhando as partes mais pertinentes para o caso:

 

Sábado, 22 de Novembro de 2008

Comissões de Inquérito 

Dias Loureiro, na sua qualidade de Conselheiro de Estado, solicitou ser recebido na AR para se submeter a uma audição a propósito do caso BPN.

Enquanto alguns partidos com assento parlamentar tentaram viabilizar esse seu desiderato, a maioria socialista inviabilizou-o, alegando que a sua presença naquele órgão institucional seria considerada uma ingerência nos assuntos da Justiça.

O que, registo-o, até foi uma posição assertiva, considerando a justificação utilizada.

Espanta-me - ou nem tanto -, é a mesma bancada socialista no Hemiciclo a exigir a comparência do Procurador-Geral da República, precisamente para dar explicações sobre o mesmo caso escaldante, sabendo todos que, assim que o homem abrir a boca para falar doBPN, estará, ainda que sem intenção, a revelar pormenores da investigação. De contrário, só entrando mudo e sair calado!

E surgem as interrogações acerca dos motivos que levam o partido no poder a usar de dois pesos e duas medidas, mais depressa do que um macaco demora a coçar o rabo!

Incoerência? Uma agenda muito própria da bancada PS?

Só eles poderão responder.

A nós, o direito de desconfiar, mais uma vez, da bondade das decisões destes senhores absolutos do Parlamento.

Ainda relacionado com o caso BPN, admitindo, até, que o hajam feito com louváveis propósitos, veio o CDS propor a instauração dum inquérito parlamentar a este escândalo financeiro.

E o meu espanto, desta feita, não é tanto por qualquer incoerência. Apoia-se na convicção, que se foi sedimentando ao longo de muitos anos, de que os resultados palpáveis das comissões de inquérito, e foram muitas, empreendidas pela AR, na sua esmagadora maioria, mais não foram que pinhões chochos. Inócuas, logo inúteis.

Não esquecemos, ainda, "o Caso Sá Carneiro". Comissões sobre Comissões, centenas de audições, e tudo se foi arrastando, penosamente, ao longo dos anos sem que os eleitos tenham apresentado junto do povo que representam algum resultado concreto.

Já lá vai mais de um quarto de século desde o funesto acidente/crime e, a par da mortalha que cobriu aquele estadista e seus companheiros de infortúnio, um nebuloso manto de dúvidas e legítimas desconfianças continua a camuflar toda a verdade dos factos.

investigação e , sempre que for caso disso, de punição dos criminosos comprovados.

Compete à primeira, isso sim, prestigiar a Magistratura e, sobretudo, aprovar leis exequíveis, para que esta possa servir-se das ferramentas adequadas e não de diplomas absurdos e contraditórios que façam da legislação portuguesa uma autêntica floresta de enganos.

No caso BPN e em todos os que vierem a ser despoletados, muito especialmente nos de colarinho branco, que sejam os órgãos competentes, sem dúbias intromissões, a investigar a verdade dos factos, se por mais não for, para que não surjam as tão badaladas teorias da conspiração.

Ou melhor, e como bem diz o Povo: Cada macaco no seu galho!

B.A.

segunda-feira, 12 de março de 2012

O Mártir....e os seus apóstolos!

  Depois de ler o tão polémico Prefácio do livro do PR, sem que me pronuncie quanto à oportunidade, que pode ser discutível, interrogo-me das razões que impelem os apóstolos do PS, a tão veemente Cruzada em favor do seu Mártir!

(…)
O modo como foi apresentado publicamente o novo Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC IV) tornou-se o sinal mais evidente daquela falta de confiança. O Governo decidira avançar isoladamente, sem a precaução de, em devido tempo, desenvolver esforços para criar condições de diálogo com as forças da oposição que permitissem obter um consenso capaz de garantir o indispensável apoio político à aprovação de novas e mais exigentes medidas de consolidação orçamental.

O anúncio do “PEC IV” apanhou-me de surpresa. O Primeiro-Ministro não me deu conhecimento prévio do programa, nem me tinha dado conta das medidas de austeridade orçamental que o Governo estava a preparar e da sua imprescindibilidade para atingir as metas do défice público previstas para 2011, 2012 e 2013. Pelo contrário, a informação que me era fornecida referia uma situação muito positiva relativamente à execução orçamental nos primeiros meses do ano. O Primeiro-Ministro não informou previamente o Presidente da República da apresentação do Programa de Estabilidade e Crescimento às instituições comunitárias. Tratou-se de uma falta de lealdade institucional que ficará registada na história da nossa democracia. O Presidente da República, nos termos constitucionais, deve ser informado acerca de assuntos respeitantes à condução da política interna e externa do País.

Esta atitude contrastou de forma flagrante com aquela que o Governo tinha adotado meses antes, no processo de aprovação do Orçamento para 2011. Logo a seguir às férias do verão, o Primeiro-Ministro começou a informar-me, com algum detalhe, sobre as intenções do Governo e sobre as dificuldades que poderiam surgir nas negociações com os partidos da oposição, em particular com o PSD. Foi-me assim possível, durante cerca de dois meses, acompanhar de perto as questões políticas e financeiras relacionadas com a aprovação do Orçamento, desenvolver contactos com dirigentes partidários, apoiar as negociações e favorecer os entendimentos. Em suma, conseguiu evitar-se a ocorrência de uma crise política que, a precipitar-se naquela altura, seria
particularmente grave, uma vez que, nos termos da Constituição, me encontrava impedido de dissolver a Assembleia da República e convocar novas eleições. Se acaso tivesse ocorrido uma crise nesse momento, a sua resolução e a clarificação da situação política só poderiam verificar-se passados vários meses, com indiscutível prejuízo para o interesse nacional.

Foram vários os agentes políticos que, simulando não ver que o comportamento do Governo em relação ao Presidente da República, no caso do Orçamento para 2011 e no caso do “PEC IV”, eram diametralmente diferentes, assim como eram bem distintas as posições dos partidos da oposição, me acusaram de não ter atuado por forma a evitar a crise política, como fizera no primeiro caso.
(…)

Como sempre ouvi proclamar, "Quem diz a verdade, não merece castigo"!

sábado, 10 de março de 2012

Voos rasteiros

 Os cortes salariais, tal como foram estipulados, afectavam todos os trabalhadores do Estado.
 As anunciadas excepções não auguram nada de positivo e amputam as medidas governamentais de sentido de justiça na distribuição dos sacrifícios, por mais que reconheçamos serem necessários.
 Tratar a TAP e os seus trabalhadores, já por si remunerados muito acima da média nacional, como se  esta empresa fosse um enclave ( e, pela mesma via, a CGD um principado), em território que é de todos nós, denota fraqueza e falta de convicção nas decisões de quem governa.
 Um Executivo que, temendo o poder reivindicativo de um sector, cede, em detrimento dos demais "serventuários" públicos, menos belicosos na Praça Pública, dificilmente se afirmará perante o todo nacional.
 Isso preocupa-me, e preocupará quem, sofrendo com as medidas restritivas, compreende da necessidade de tudo fazermos para que Portugal volte a ser um país viável.
 Não tardará, voltaremos a ver este Governo ter "à perna" outros grupos, também eles privilegiados, no todo nacional, em especial o dos transportes, com os "pilotos" dos comboios "à cabeça".
  Só os, talvez injustamente, denominados "mangas de alpaca" aguentarão, sofridos mas submissos, a revolta por estes tratamentos desiguais.
  Não é inveja nacional, é sabermos que Portugal precisa de nós, mas de todos. Nos bons e nos maus momentos! 

quarta-feira, 7 de março de 2012

Já provaste, Álvaro?




 A noite de ontem, foi doce. Sobretudo, a partir das 22H00 A caixa ficou vazia, a meia dúzia foi-se.....Sabem cada vez melhor! Destes, nem os russos provaram!
Vou falar com o "Álvaro" para, no próximo contentor dos pasteis de nata, juntar umas embalagens destas delícias.....até os chinocas se lambuzavam! :))

Pasteis de Vouzela/Pasteis de Tentúgal

sábado, 3 de março de 2012

Malditos corvos de apito!

 Já não é de agora. O sinal de partida foi dado em Guimarães, percorreu Coimbra e confirmou-se em Lisboa. Os corvos adestrados, cumprem os seus voos, para gáudio do habitual tratador....