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sábado, 5 de outubro de 2024

ORÇAMENTO DE ALTERNE

 Vai ficar nos anais da História de Portugal. Num Orçamento que comporta mil e uma medidas e orientações orçamentais, a grande "disputa" ficou em torno de apenas duas. Puxa para cá, puxa para lá. Eu quero assim , eu quero assado. Cedes tu ou cedo eu? Lima este "pinchavelho", lima-o tu....Tudo condimentado com a presença das televisões, que só não ouviam os supostos contendores a ressonar porque a porta do prédio estava fechada!

Um espectáculo digno daquela luta de galos ou a subida do pau de sebo, em que se sobe e desce, volta a subir e a descer, até que os bofes cheguem à língua.
Que teatro burlesco para quem não vive desta artes ficcionistas e sabe que os dois "alternadeiros" de 50 anos, na actualidade, são quase uma e a mesma coisa e apenas diferem nas artimanhas que inventam para chegarem ao pote.
Tudo fogo de sardinheiro, que acaba assim que se vendeu o último carapau.
Há muito que se entenderam, apenas para que o Chega possa continuar no seu reduto e não se interponha neste Festim de Alterne.... onde também há lutas na lama!

CINCO DE OUTUBRO

 O que mais nos merece celebração!


segunda-feira, 30 de setembro de 2024

sábado, 7 de setembro de 2024

JOVENS

Há uns anos, um dos Propagandistas políticos levantou o estandarte da Educação. Mal de nós se, se em meia centena de anos, não tivéssemos mais habilitados com o Secundário, e Doutores e Engenheiros!

Mas, chega termos uma população mais habilitada e com melhores ferramentas para se desenvolverem e valorizarem o País?
Chegaria, sim, se grossa fatia não fosse obrigada a emigrar para que os recém formados encontrem colocação compatível com o seu grau de Ensino. E, não estou apenas a referir-me a médicos e enfermeiros, onde a purga é mais notória!
Para corresponder a essa melhor preparação dos nossos jovens, necessário seria que o País reunisse condições de emprego em grandes empresas, que estas florescessem pelo território e os captassem para a vida activa.
E, é aqui que tudo falha. Estrondosamente! Dão-lhes como único recurso a Função Pública ou, como bóias de salvação, uma caixa de um Hipermercado ou a serventia em bares e Restaurantes, que as empresas são poucas e com fracos recursos para absorverem e renumerarem, dignamente, todas as fornadas que vão saindo das escolas e universidades.
Porquê? Porque vivemos sob a batuta duma horda de irresponsáveis, acolitados por uma catrefada de idiotas úteis que insulta, persegue e castiga os empresários e afugenta potenciais investidores, nacionais ou estrangeiros. Quem, no seu perfeito juízo arrisca milhões num País em que a carga fiscal é uma máquina ceifeira e que prefere apoiar o parasitismo e a "gamelice" pública do que entusiasmar e dar condições para o investimento empresarial?
Bem podem iluminar os espíritos dos jovens com leds de conhecimento e qualificação, bradar que a Minerva e a Atenas já têm moradia neste Jardim à beira mar plantado, que, enquanto Portugal se não libertar deste torniquete ideológico que castra a livre iniciativa e o desenvolvimento, em Liberdade, de nada valem as fornadas de sapiência saídas das nossas escolas!
Acordem! Já Chega!
Vouguinha

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

OS PERIGOS DA VERDADE

 Por vezes, a VERDADE, no conceito de "censores", veste roupagem de "discurso de ódio"!


sábado, 31 de agosto de 2024

NÃO TE RENDAS

(PORTUGAL, acrescento eu 😉 )

NÃO TE RENDAS
(Mario Benedetti)
Não te rendas, ainda é tempo
De se ter objetivos e começar de novo,
Aceitar tuas sombras,
Enterrar teus medos
Soltar o lastro,
Retomar o voo.
Não te rendas que a vida é isso,
Continuar a viagem,
Perseguir teus sonhos,
Destravar o tempo,
Correr os escombros
E destapar o céu.
Não te rendas, por favor, não cedas,
Ainda que o frio queime,
Ainda que o medo morda,
Ainda que o sol se esconda,
E o vento se cale,
Ainda existe fogo na tua alma.
Ainda existe vida nos teus sonhos.
Porque a vida é tua e teu também o desejo
Porque o tens querido e porque eu te quero
Porque existe o vinho e o amor, é certo.
Porque não existem feridas que o tempo não cure.
Abrir as portas,
Tirar as trancas,
Abandonar as muralhas que te protegeram,
Viver a vida e aceitar o desafio,
Recuperar o sorriso,
Ensaiar um canto,
Baixar a guarda e estender as mãos
Abrir as asas
E tentar de novo
Celebrar a vida e se apossar dos céus.
Não te rendas, por favor, não cedas,
Ainda que o frio te queime,
Ainda que o medo te morda,
Ainda que o sol ponha e se cale o vento,
Ainda existe fogo na tua alma,
Ainda existe vida nos teus sonhos
Porque cada dia é um novo começo,
Porque esta é a hora e o melhor momento
Porque não estás sozinho, porque eu te amo

sexta-feira, 23 de agosto de 2024

OUVIR TODOS

Substituindo-me ao serviço Público, porquanto, ao contrário do que fazem em eventos de outros partidos, este discurso da Rentrée do Chega sofreu interrupções constantes na maioria das tvs, para darem lugar à já estafada e maldosa  crítica ao partido!

quinta-feira, 15 de agosto de 2024

CAÇA AOS GRISALHOS

 Pois é!
É "peste grisalha", mas dá votos.
Na Festa do Pontal, ficou bem evidente!
É caso para dizer que abriu a caça à "peste grisalha"!



segunda-feira, 15 de julho de 2024

REFLEXÕES

 Conotações com a realidade que se vive em Portugal e em parte da Europa serão só meras coincidências?

Foi em 1956 que o filósofo judeu alemão Günther Anders escreveu esta reflexão:
′′Para sufocar antecipadamente qualquer revolta, não deve ser feito de forma violenta. Métodos arcaicos como os de Hitler estão claramente ultrapassados. Basta criar um condicionamento coletivo tão poderoso que a própria ideia de revolta já nem virá à mente dos homens. O ideal seria formatar os indivíduos desde o nascimento limitando suas habilidades biológicas inatas...Em seguida, o acondicionamento continuará reduzindo drasticamente o nível e a qualidade da educação, reduzindo-a para uma forma de inserção profissional. Um indivíduo inculto tem apenas um horizonte de pensamento limitado e quanto mais seu pensamento está limitado a preocupações materiais, medíocres, menos ele pode se revoltar. É necessário que o acesso ao conhecimento se torne cada vez mais difícil e elitista..... que o fosso se cave entre o povo e a ciência, que a informação dirigida ao público em geral seja anestesiada de conteúdo subversivo.
Especialmente sem filosofia. Mais uma vez, há que usar persuasão e não violência direta: transmitir-se-á maciçamente, através da televisão, entretenimento imbecil, bajulando sempre o emocional, o instintivo. Vamos ocupar as mentes com o que é fútil e lúdico. É bom com conversa fiada e música incessante, evitar que a mente se interrogue, pense, reflita.
Vamos colocar a sexualidade na primeira fila dos interesses humanos. Como anestesia social, não há nada melhor. Geralmente, vamos banir a seriedade da existência, virar escárnio tudo o que tem um valor elevado, manter uma constante apologia à leveza; de modo que a euforia da publicidade, do consumo se tornem o padrão da felicidade humana e o modelo da liberdade.
Assim, o condicionamento produzirá tal integração, que o único medo (que será necessário manter) será o de ser excluído do sistema e, portanto, de não poder mais acessar as condições materiais necessárias para a felicidade. O homem em massa, assim produzido, deve ser tratado como o que é: um produto, um bezerro, e deve ser vigiado como deve ser um rebanho. Tudo o que permite adormecer sua lucidez, sua mente crítica é socialmente boa, o que arriscaria despertá-la deve ser combatido, ridicularizado, sufocado...
Qualquer doutrina que ponha em causa o sistema deve ser designada como subversiva e terrorista e, em seguida, aqueles que a apoiam devem ser tratados como tal ′′
Günther Anders - ′′ A obsolescência do homem ′′ 1956
"Para liquidar os povos, começa-se por lhes tirar a memória. Destroem-se seus livros, sua CULTURA e sua HISTÓRIA E uma outra pessoa lhes escreve outros livros, lhes dá outra cultura e lhes inventa uma outra História".
– Milan Kundera. O Livro do Riso e do Esquecimento, 1978.


DESTILARIAS

 


terça-feira, 9 de julho de 2024

MINISTÉRIO PÚBLICO

 Que a nossa Justiça não colhe nota positiva da maioria dos portugueses? Acredito que sim.

Uma Justiça que permite, com culpa maior do legislador, uma panóplia de recursos e outros incidentes processuais, que fazem os processos arrastar-se até à prescrição, não é a ideal.
Uma Justiça que solta mais depressa criminosos reincidentes, do que liberta polícias da burocracia nos Tribunais, não colherá encómios desejados.
Uma Justiça, a quem o poder político não dá meios suficientes e de qualidade e permite que oficiais de Justiça, se eximam às suas prestimosas funções, por o poder de momento lhes negar uma compensação monetária mais que justa, arrastando negociações por anos, não colherá a simpatia de muitos de nós.
Mas, o Ministério Público não é toda a Justiça. Muito longe disso. E esta campanha de opróbrio, orquestrada ou não por grupos ligados ao poder, passado ou presente, que prefeririam andar à "vara larga", sem que os Procuradores da República os importunassem com investigações, por denúncias que lhes cheguem com algum grau de sustentabilidade, poderá ser mais vergonhosa e comprometedora para o Edifício da Justiça, do que as eventuais falhas que enumerei e outras que não me terão ocorrido.
Tenham vergonha!
Deixem o Ministério Público em Paz!