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Navegue....e mergulhe, está num rio de águas límpidas!
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Pemba 2007 - Imagens da vida quotidiana
Vivendo, por força da profissão, a mais de 100 Km desta cidade, em região interior, raramente me chegava peixe fresco. Sempre que me deslocava, por norma uma vez por mês, à capital do distrito, rumava à Maringanha e, depois dum banho naquelas águas quentes, aguardava a chegada dos pescadores, no seu regresso a terra em barcos pequenos, acabada a faina na baía.
Na maioria das vezes, a rainha garoupa era o objecto da compra, pelo preço estipulado pelos homens do mar e raramente regateado. Exemplar de considerável tamanho, supria a necessidade alimentar de toda a família até à deslocação seguinte.
Mas, mais do que os banhos de sol e de mar naquela praia, menos frequentada que a de Wimbi, ainda que igualmente paradisíaca, e da compra providencial do pescado, o que guardo como prazer maior da Maringanha são os pitorescos quadros vivos do regresso das dezenas de barquinhos e do alvoroço da azáfama que envolvia pescadores e familiares que os aguardavam na praia.
Saudoso quadro que, a crer nas imagens do Paolo Flores, se mantinha em 2007 naquela que é das maiores e mais belas baías do Mundo.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Nasceu mais uma estrela...

... para a Árvore de Natal!
BERLUSCONI, primeiro-ministro italiano acaba de ser eleito a Estrela Rock de 2009, pela Revista "Rolling Stone".
Já em Agosto deste ano, SÓCRATES, mereceu o galardão de maior Beldade do Sexy 20 Platina, do C.M.
Juntando estas duas estrelas a mais algumas que vão despontando no firmamento europeu, fica à vossa imaginação o nome para esta tão bem decorada e "recomendável" Árvore de Natal.
domingo, 22 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Casa-te, CULPA!
Sabendo todos que o desmoronar do castelo financeiro ocorreu em 2008, e a quem, hoje, os governantes atribuem as culpas de toda a nossa marcha miserabilista, que nome tinha aquela madrasta contra quem já clamávamos em 2007? E que, "cruzes canhoto", retomará a sua nacional poltrona, logo que a Internacional de lá tire o rabiosque? Que nome?
Passei pelo Vouguinha original e recordo o que já se sentia cá bem por baixo, junto à terra, ainda aquela velhaca americana nos não tinha batido à porta:
terça-feira, 13 de Novembro de 2007

Casa-te, Culpa...... ou ficas para tia....
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
O lado visível duma Face Oculta
Não vou entrar em apreciações jurídicas, para não engrossar o caudal de especialistas e comentadores que discutem os aspectos legais das escutas a Sócrates, por via dos seus telefonemas ao amigo Vara, o alvo inicial das investigações.
Nem posso, como todos os que estão - ou deviam estar - alheios ao conteúdo das conversas, pronunciar-me a propósito da gravidade dos diálogos gravados, tendo, porém, por princípio de que nenhum juiz de Aveiro ou de outra Comarca qualquer, delas extrairia certidões se as não considerasse indiciadoras de crime ou atentado ao Estado de Direito.
Acerca dos casos que giram na órbita do "Face Oculta", nada que surpreenda, tal a sequência de situações nebulosas a que nos vamos habituando e são motivo de preocupação, desde o mais alto magistrado da nação até ao cidadão mais desprendido. Com uma regularidade para além do que seria espectável.
O que não posso é deixar de me interrogar das razões, ocultas ou nem tanto, que trouxeram ao terreiro mediático deste caso polémico, os Ministros da Economia e da Defesa, em exercício.
Pasmei, depois do enjoo cívico que me provocou a intervenção de dois altos responsáveis do Governo que, deixemo-nos de eufemismos e de falsas tolerâncias, se apressaram a falar do que não conhecem - partindo do princípio legal de que não deveriam saber -, fazendo, cegamente, a defesa do seu "líder" executivo, assumindo as suas dores, vestindo-lhe, mais uma vez, a surrada capa de vítima, atacando outrem: os que, nas suas palavras, fizeram "espionagem política".Sabendo nós que as escutas telefónicas a Vara (e onde Sócrates se terá, ocasionalmente, atravessado), foram legais e decorrentes dum processo de investigação criminal enformado de fortes indícios, e que aquelas foram da responsabilidade de órgãos judiciais e da polícia criminal, é legítimo que entendamos aquela acusação como mais um ataque à Justiça.
A mesma Justiça que vem, de há muito, clamando do Governo de que estes senhores eram e são membros destacados, por mais e melhores meios. Legais, técnicos e humanos.
E fica-nos a dúvida se aqueles que, por via de infelizes declarações, podem pressionar e descredibilizar (ainda mais), os órgãos judiciais, podem e querem dotar a Justiça de todos os meios que lhe permitam cumprir a nobre missão que lhe é cometido enquanto investida de soberania e independência, num estado que se proclama de Direito!
Já, nestas páginas, fiz alusão ao facto de que quem se defende, a si ou aos seus, acusando outrem, usa as armas dos cobardes. Foi a sensação que tive ao ouvir aqueles desconchavos ministeriais.
Para além de que, na perspectiva de qualquer cidadão atento, é projéctil com ricochete, na medida em que, mais do que descredibilizar os alvos das acusações gratuitas, os magistrados judiciais, confere e fortalece, sim, muito mais, o descrédito dos próprios políticos e da Política que deviam servir.
Quanto ao mais, já conhecemos o filme, de tantas vezes visionado: tudo se vai arrastar, esfumando-se até ao esquecimento, enquanto a vitimização, servida por fartas doses de florida retórica, está na engorda e vai endeusando o gabarito dos intocáveis a quem o nosso fado masoquista vai conferindo poder.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
A Cobra
domingo, 15 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Ainda o aniversário da Queda do Muro
Reflectindo, ainda, a propósito da Queda do Muro de há vinte anos, recuei aos últimos meses de 1974, ou início de 1975.
Numa vila beirã, a exemplo do que se ia passando por todo o país, realizava-se mais uma "sessão de esclarecimento".
Na sala do teatro local, apinhada de gente, um grupo apresentado como de "intelectuais de esquerda", se me não falha a memória, do "Conselho para a Paz e Cooperação", debitava impropérios contra o fascismo e dissertava a propósito dos seus horrores no Mundo, enquanto tecia loas ao "Sol da Terra", aquele paraíso terrestre da União Soviética e seus satélites de Leste.
A meu lado, sentava-se um conhecido comunista local (no pleno direito de o ser).
Depois de muita doutrina e retórica, ao longo de mais de duas horas, seguiram-se as interpelações à Mesa de tão insignes figuras, vindas do estrelato pensador da capital.
E não me contive. Levantei-me e indaguei dos "palradores" da natureza e justificação para a brutalidade, nos anos cinquenta, dos tanques na Hungria e em Praga.
Do que me fui lembrar! Aqui D. Stalin!... Os homens da "paz e cooperação" abanaram-se no pedestal da oratória; o camarada que se sentava a meu lado, levantou-se da cadeira, gesticulando, e soltou-se, num ou noutro sector da assistência, um clamor de desaprovação!...
Mantive-me de pé, aguardando a resposta, que veio em tropel: que eram invenções fascistas; que era a propaganda capitalista; que era o obscurantismo; que na Hungria e na Checoslováquia se vivia no melhor dos mundos, que o povo era feliz....
E a "fecunda" resposta acabou num convite interessante. A Mesa proporcionava-me, gratuitamente, uma visita à Hungria, para verificar in loco das condições exemplares em que os magiares viviam.
Não fui. Nem precisava. Acabava de perceber que, derrubado o "fascismo" em Portugal, era o "comunismo" que se pretendia impor. De ditadura para ditadura. Para que lhe não perdêssemos o hábito.
Quando me levantei, para abandonar o salão, o meu vizinho de cadeira, continuava de pé, cirandando de um lado para o outro, visivelmente incomodado por se ter sentado ao lado do que, por força da moda do PREC, seria, no mínimo, um perigoso reaccionário!
A História pode ser narrada de muitas formas. Mas os acontecimentos que a enformam, dificilmente se apagam. E os actos de totalitarismos dos dois extremos não nos deixam dúvidas.
Ambos cabem no mesmo saco. E usam as mesmas miseráveis armas!
Já o teria entendido, tantos anos depois, o meu casual vizinho de cadeira?
Comunismo 1
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Os intocáveis do nosso Burgo

Não conhecendo do conteúdo das escutas às conversas telefónicas de Vara/Sócrates, não as posso considerar de somenos relevância, sabendo que nenhum Juiz de Instrução, no uso das suas faculdades mentais, delas retiraria certidões, visando investigação, caso estas não tivessem qualquer indício criminal ou matéria de interesse para a Justiça.
Em 2007, em pleno governo da Rosa, os socialistas criaram um regime especial para o Primeiro Ministro que só permite ser escutado se houver autorização do Supremo Tribunal de Justiça.


Pensava eu que vivia num Estado de Direito, onde a Lei obrigava a todos por igual!
Quase me ia esquecendo de que há alguns mais iguais do que outros.
Somos assim, em Portugal. Cada vez mais me convenço de que temos as leis e os políticos que merecemos!
E não merecemos melhor!
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Os marafados de Portimão...
Divertidos, os funcionários do Departamento Técnico de Planeamento e Urbanismo da C. M. de Portimão.
Interessante a iniciativa! Estes divertimentos ainda não pagam imposto:
domingo, 8 de novembro de 2009
O Muro duma Europa envergonhada

Faz amanhã 20 anos que o muro começou a ser derrubado.
Os vinte anos da sua existência vergonhosa saldaram-se por 80 mortos, 112 feridos e milhares de detidos, de entre milhares de cidadãos apartados da pátria e da família e que o tentaram transpor. Tudo em nome dum comunismo internacionalista, dum socialismo científico utópico, que cometeu as maiores barbaridades do Mundo Moderno.
E se sempre condenámos a crueldade dos nazis e das ditaduras infames da apregoada Direita, não podemos passar uma esponja num passado miserável e desumano de que se revestiram, e revestem, os regimes comunistas.
Gritava aquela rapaziada do MRPP de 74/75, por mais irresponsáveis que fossem no seu ideário, "nem Fascismo nem Social-Fascismo!". De facto, os extremos unem-se, são, historicamente, iguais nos seus desígnios radicais e desumanos de onde sobressai a bestialidade da violência.
E, nesse contexto, bem podemos asseverar que o século XX europeu foi dominado por duas grandes bestas: o nazismo (fascismo) e o comunismo. Ambos ficam bem emoldurados num quadro que nos envergonha, enquanto cidadãos duma Europa que julgávamos galeria maior da cultura e civilização mundiais.
Vinte anos depois da queda do símbolo da opressão e da intolerância, falta-nos aperfeiçoar esta Democracia que a Europa vai perseguindo, ainda que aos tropeções, sabendo-se que este, apesar de imperfeito, ainda é o melhor dos regimes.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Fartar, vilanagem!...
Ou, como disse Saldanha Sanches à TVI "... a vontade política é que não haja investigação"; "...o mínimo que se pode dizer deste Governo é que nunca considerou como prioridade o combate à corrupção", acrescentando que "o Ministério Público não tem aptidão para investigar estas coisas...".
No mesmo sentido se pronunciou Medina Carreira, quando referiu que "... o que sei é que este é mais um caso que não vai conduzir a nada" ou "os órgãos de comunicação social estão a fazer um grande alarido disto, mas este caso não vai levar a nada. Já viu algum caso que acabasse com alguém preso?"
Ninguém poderá ser considerado culpado antes da condenação judicial. Respeito a presunção de inocência, mas, com esta sequência de casos em que, supostamente, gente que devia primar pela isenção e pelo exemplo, anda a "meter a mão na massa", já duvido que alguém consiga retalhar um polvo já velhinho e rugoso que que ficou a secar no Vouguinha inicial:
segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008
O Polvo!

Alguém, com notório estatuto na nossa Praça, veio dizer-nos que um Polvo gigante anda a agitar os tentáculos pela nossa costa.
Nada que qualquer pescador avisado se não haja já apercebido.
A questão, agora, é saber quem, com que coragem, de mãos limpas, ousará retalhar o Polvo e dar-lhe o arroz!
Antes que os seus tentáculos nos asfixiem e, em delírio, nos levem até à Itália de alguns anos passados....
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Provocações

O líder da CGTP, Carvalho da Silva, considerou que a nomeação de Valter Lemos para Secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional, na tutela do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social é uma autêntica provocação aos trabalhadores.
Se recordarmos que que este ex-Secretário de Estado da Educação, sob a batuta de Maria de Lurdes Rodrigues, foi um dos rostos de maior contestação dos professores - e seus sindicatos -, a quem, já em 2005, no início da propalada campanha de desacreditação dos docentes junto da opinião pública, acusava de "faltosos", sendo que ele próprio havia sido acusado de, em 1993, ter excedido o número de faltas enquanto vereador na Câmara de Penamacor, não podemos deixar de compreender da substância das declarações daquele sindicalista.

Mais relevante, na minha perspectiva, e neste caso, "provocação" com outros alvos, terá sido a nomeação do Presidente da Federação Distrital de Viseu do Partido Socialista, o deputado José Junqueiro, para a Secretaria de Estado da Administração Local.
Fazendo uma retrospectiva do seu comportamento político nos períodos que antecederam os actos eleitorais e no decorrer das respectivas campanhas, ocorre-nos o episódio de Agosto, que bem pode ter sido o despoletar do caso "vigilância a Belém", em que José Junqueiro acusava os assessores da Presidência da República de estarem a colaborar na feitura do programa eleitoral do maior partido da oposição, bem como denunciava Suzana Toscano, assessora do PR para a Educação e Juventude, de integrar a lista laranja para as Legislativas. Acusações gratuitas e infundadas, como se veio a comprovar.
Ainda assim, voltou à carga e sobressaiu num comício em Viseu, onde, para além de considerar "combinata" o caso de Belém, comparou um discurso de Salazar com o da líder do PSD, num tom que alguns analistas consideraram de arruaceiro ou trauliteiro.
O prémio do seu protagonismo chegou por via do perfume da rosa e eis o homem ao leme da Secretaria de Estado que pauta o seu trabalho por lidar com os autarcas deste país, que, por sinal, na maioria, nem navegam nas suas águas políticas.
Num Governo que, minoritário no Parlamento, a ser responsável, terá que pautar a sua postura pelo diálogo constante e bom relacionamento com a oposição, sociedadade civil, e os demais órgãos de soberania, nada de positivo auguram estes sinais. A menos que a estratégia seja afrontamento para a queda, seguido de vitimização em busca da maioria absoluta, a fórmula mágica para a governação de quem só brilha na arrogância e autoritarismo.
Digo eu...
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
António Barreto, "de peito aberto"...
Com a visão e frontalidade a que já nos habituou!
terça-feira, 27 de outubro de 2009
O Colégio Militar e a polémica recente
O Colégio Militar, uma instituição com mais de dois séculos de vida, é, reconhecidamente, um estabelecimento de ensino de excelência. Os jovens que o frequentam durante oito anos recebem ali uma formação cívica, académica e física, muito acima da média, comprovada pelas inúmeras individualidades que se foram notabilizando, pela sua competência e brio, ao longo de muitos anos, na sociedade Civil e Militar.Primando pela disciplina e espírito de corpo, sempre se soube do seu rigor e exigência, próprios duma educação com algum pendor militar, onde se privilegia a ética, a lealdade e a honra, e se cultivam os valores próprios de homens de corpo inteiro.
Desse rigor e exigência são esclarecidos, e avisados, todos os pais que decidem confiar o futuro dos seus filhos naquele estabelecimento de ensino. Os que o fazem procuram garantir aos filhos o equipamento indispensável que lhes permita a escalada do futuro, cada vez mais incerto neste mundo conturbado em que os jovens fazem a sua caminhada para a vida adulta.
Conhecidos são os exigentes regulamentos internos do C.M, que, da repreensão escrita à expulsão, mais não são do que instrumentos destinados a formar homens com carácter e responsabilidade.

A realidade nacional, dá-nos a conhecer um panorama generalizado de violência dentro e fora de muitas escolas. Não nos é difícil, se a tal nos dispusermos, assistir ao tráfico e consumo de drogas nas imediações de alguns desses estabelecimentos, de cujo interior nos chegam constantes notícias de agressões entre alunos, destes aos professores e, até, destes últimos aos seus discípulos.
Nada de similar se passa no Colégio Militar e as tão empoladas agressões de graduados (alunos mais velhos) aos mais jovens, a quem incumbe guiar, ajudar e dar conselho, não passando de casos pontuais, geridos e punidos internamente, num todo de mais de 400 alunos, não alteram, minimamente a imagem que tenho daquele estabelecimento de ensino, da responsabilidade do Exército, que acolhe, indistintamente, filhos de militares e civis.
E todo o alarido, com o diapasão próprio das televisões, não passa, na minha perspectiva, dum soez aproveitamento por parte de grupelhos que sempre hostilizaram tudo o que às Forças Armadas diga respeito. Ou porque detestam a ordem e a disciplina ou porque não colhe no seu catecismo ideológico que neste País se formem homens com valores e coluna vertebral.
Já não são de agora as movimentações raivosas contra o Colégio Militar. Remontam ao período pós 25-A, encabeçadas por gente que gira na órbita da extrema esquerda radical.
Neste contexto, não surpreende que o Bloco de Esquerda tenha anunciado há dias, pela voz de Fernando Rosas, conforme de leu na comunicação social, estar aquele partido a "organizar uma iniciativa conjunta com as famílias, uma intervenção pública...". E lá estavam, no dia seguinte, numa manifestação encabeçada pela bloquista Ana Drago, 3 mães de alunos, uma das quais, a mais mediaticamente exposta, mãe de um ex-aluno que esteve no Colégio um período lectivo (menos de três meses) e que, palavras suas, ainda hoje repetidas, de viva voz, na TVI, é um "menino da mamã").
Conhecedores desta "manifestação" a quatro, depressa compareceram, em sinal de desagravo, dezenas de pais e familiares de alunos e ex-alunos, que foram unânimes em dizer que estavam ali para proteger os seus filhos, denunciar a campanha e repetindo o quanto se orgulham e sentem satisfeitos por saberem da segurança e competência dum Colégio que sempre apostou numa sólida e integral formação dos seus alunos.
Que os excessos existiram, não ponho em dúvida. Que foram punidos internamente, também é sabido. Que as mães têm todo o direito de mover acções judiciais contra os supostos agressores dos seus filhos, ninguém poderá refutar.
O que estranho, ou talvez não, é que as excepções detectadas a uma normalidade de são convívio no seio colegial, por mais exigente e disciplinadora que seja, hajam colhido um aproveitamento tão insistentemente badalado no espectro mediático, numa provável tentativa de desgastar a imagem dum estabelecimento de ensino que devia ser exemplo neste país onde a Educação não encontra o seu caminho ideal e a quem , volto a reafirmar, confiaria todos os meus filhos.
Valorizaram-se as excepções, empolaram-se eventuais exageros, numa busca intencional de encontrar, a todo o custo, um qualquer calcanhar de Aquiles.
Que, sei, não abalarão os valores e objectivos que sempre nortearam o Colégio Militar.
Mesquinhez, invejas, preconceitos sociais?
Não sei!
Sei, isso sim, como todos os que o conhecem, que o Colégio Militar ocupa uma vasta área em zona nobre de Lisboa, paredes meias com o Estádio da Luz e Centro Comercial Colombo, junto à 2ª Circular, inferindo-se do valor daqueles terrenos e dos interesses imobiliários que lhe poderão estar associados.
Qual a mola precursora de toda esta "fogachada" ?
Provavelmente, nem o cruel "deus", recém-germinado do febril ovo mental de Saramago, nos poderá responder!
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
Frases de platina!

Medina Carreira, que muitos dizem ser um pessimista militante, é um economista descomprometido com o poder. O seu desassombro de opinião liberta advém do facto de não se perfilar para qualquer convite governamental ou outro cargo público de relevo. Dirá mesmo o que outros especialistas e comentadores pensam e não dizem por ser politicamente incorrecto e lhes poder afectar um futuro lugarzinho numa qualquer empresa pública ou teta estatal.
A esses, responde que não é pessimista e que lhe chamam assim porque, para lhe responderem, tinham de ir trabalhar, estudar os números.
São de sua autoria as frases de platina que registo e pesquei duma sua entrevista ao Expresso, de 24/10.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
A Defesa em boas mãos!
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
No Futebol, também?!
Transcrevo do JN:
A candidatura ibérica à organização do Campeonato do Mundo de 2018 ou 2022 terá um orçamento a rondar os sete milhões de euros.
A informação foi revelada em Zurique, Suíça, pelo presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Angel Maria Villar, que também preside à fundação da candidatura.
De acordo com o orçamento elaborado pelos representantes dos dois países, 60 % daquele valor será coberto pela entidade federativa espanhola e os restantes 40 % pela sua homóloga portuguesa. Contas feitas, os espanhóis entrarão com uma verba próxima dos 4,2 milhões de euros, cabendo a Portugal "inventar" os restantes 2,8 milhões de euros. A esse propósito, Gilberto Madail, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, adiantou que tem vindo a estudar formas de suportar a "fatia" que cabe à parte lusa. "Temos vindo a pensar, vamos ver quanto vai custar", disse o líder federativo português, ainda em Zurique. "Também temos contactado entidades privadas. Temos de ver de onde vem a nossa origem de fundos. Temos de fazer parcerias com a parte privada e com o próprio Governo", admitiu, ainda, Gilberto Madail.
Entretanto, se entendi bem as últimas notícias, serão apenas 3 os jogos a disputar em Portugal, sendo todos os outros, incluindo a final, em Espanha.
E começam, logo aí, as minhas dúvidas quanto aos benefícios de mais este "casamento" luso-espanhol.....
O que me levou a recordar o que plantei nas margens do Vouguinha inicial, em 2007:
sábado, 10 de Novembro de 2007
De Espanha....
Eu sei, pelas décadas já vividas, e muitos anos atentos, que só o simples facto de ilustrar o texto com esta primeira imagem poderá provocar comichosa sarna politica nalguns leitores que por aqui passem o olhar curioso.O simples evocar dum símbolo pátrio, despoleta essa, nem sempre sentida, raiva em mentes com esquerdistas complexos, em ex-fascistas convertidos, há trinta anos, em revolucionários sanhudos e em ressabiados apátridas.
Surpreendido fiquei ao não ouvir o eco dessas serôdias reacções quando os "Lobos" cantaram com garbo, e de garganta viva, o nosso Hino!

Não invento, ao afirmar que muitos dos intelectualóides que pululam por essa Esquerda rançosa não deixaram de os conotar com exacerbados nacionalistas ou perigosos atletas de Extrema Direita.
Qualquer incauto português que exalte os valores pátrios ou exorte os seus símbolos, sujeita-se a esse vulgar labéu!Aplicada que está a vacina contra esse surto epidémico, mas da moda, passo ao que ora interessa.
Já por aqui fui vertendo a opinião de que o nosso destino europeu é inevitável e não há mesmo como retroceder. Entrámos num barco sem retorno e nem o risco corremos de sermos atirados borda fora.
Estamos de corpo todo na grande sociedade europeia e cumpre-nos acompanhar e participar na marcha do grupo.
Isso implica, como é inexorável e de honra, que, enquanto membro, de plenos direitos e deveres, da União Europeia tenhamos que cumprir as normas decididas e aprovadas pelo conjunto das nações que a integram, nos planos político, económico e social.
Mas, também, sabemos que numa União de Estados, todos estamos subordinados ao "todo" e a nenhum Estado em especial, subalternizado por qualquer dos membros que a integram.
E é neste pormenor, ou nem tanto, que a nossa ancestral subserviência me parece vir aflorando, remetendo-nos ao velhinho trauma de menoridade.
Menoridade ou outros obscuros interesses grupais que, por decisões, ou indecisões, ao mais alto nível dos políticos, vão permitindo que os nossos vizinhos espanhóis se arroguem do, não menos antigo, tique de paternalistas.
E, os que têm estado atentos não deixarão de perceber que os interesses políticos, económicos e, até, territoriais de Espanha, se estão a sobrepor aos desígnios do nosso País.
São as grandes empresas espanholas, com os centros de decisão para lá da fronteira, a controlarem a nossa actividade produtiva, com domínio substancial na área da Indústria, na área do Comércio e, até, na área do fabrico e comércio de explosivos civis. O que, como é óbvio, só será possível com a conivência de grandes "vultos" da nossa Praça!
E, parece já estar em marcha, a fase de apropriação de território, quando nos é dado conhecer que instituições bancárias, de capitais públicos espanhóis, acenam aos "nuestros hermanos" com empréstimos de juros baixos, simbólicos, desde que o capital seja aplicado na compra de herdades no Alentejo ou terrenos da serra algarvia!
A pressão é ora mais avassaladora e não lhes estará a faltar o apoio e incentivo por parte dos nossos timoneiros. Como se o almejado controlo ainda não era total, o factor IVA vem-se encarregando do resto: as zonas raianas de Portugal, de há anos a esta parte, estão, economicamente, à mercê de Espanha. É lá que engordam a bolsa dos nossos vizinhos, na aquisição de produtos que, deliberadamente ou não, o nosso IVA encarece!
Diria que esta realidade até nem seria trágica se viesse a ser a saída da míngua a que o Povo Português vai sendo votado, mas sabemos que o não é nem será. Quanto muito, será um chorudo amealhar de capitais para meia dúzia de judas portugueses "espertalhões" que de tudo isto beneficiam com o bolo da traição.
Delirante a perspectiva a que acabei de tentar dar expressão? Será.....mas não mais que a aventada por um dos, no início do texto, aludidos intelectuais, o Nobel Saramago!
Alguma atenção e o futuro próximo se encarregarão de aclarar este meu ponto de vista. E, espero bem, ter lido mal os sinais!...
Cá estaremos, para sabermos melhor....
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Procurai saber....
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Roubo das "esmolas"

Nunca esperei qualquer reconhecimento ou gratidão patriótica por parte dos poderes auto-intitulados revolucionários emergentes do 25-A, nem, tão pouco, das novas elites "democráticas" que com eles partilharam ou se lhes seguiram no poder. Para quem, não o esqueci, a palavra Pátria era letra morta e reaccionária, sem sentido válido.
Foi gente desta, e seus herdeiros políticos, quem se demitiu da responsabilidade de honrar, com a dignidade que lhes era exigida, não só os que em nome dela tombaram, mas também os que a serviram, no cumprimento dum dever, fosse qual fosse a justeza da guerra que não provocaram e para onde foram lançados.
Os mesmos que, não se nos apague a memória, abandonaram ou entregaram, deliberadamente, milhares de combatentes africanos que lutaram sob a nossa bandeira, irmanados na mesma luta, à chacina vingativa dos seus algozes, revolucionários da pacotilha do Mao e opressores dos povos de que se proclamavam libertadores, conforme se veio, tristemente, a constatar logo a seguir às independências.
Não esperava, mas veio a "esmola", tardia, envergonhada e, demoradamente, regateada. Que, não valendo pelo cunho material, surgiu para os ex-combatentes como sinal confortador por parte dos poderes instalados com a abrilada de 1974 e que sempre os haviam marginalizado e olhado de soslaio.
Vamos aos factos.
Para melhor explicitação, recorro ao meu caso pessoal, não por manifestação egoísta, apenas por poder apoiar-me em dados mais concretos, mas que estará em plano similar ao de muitos milhares de ex-combatentes.
Em Maio de 1989, na minha condição de funcionário público, requeri a contagem do tempo de serviço militar. Foram-me contados 5 anos 8 meses e 15 dias de serviço, que implicaram uma dívida à CGA de 63.020$00, a qual fui pagando ao longo de 6o meses.
Em má hora o fiz, pois, aos sessenta anos de idade, fui aposentado com nada menos que 52 anos e 4 meses de tempo de serviço contável (abdiquei de mais de 8 anos de aumento do tempo de serviço a que tinha direito pelo desgaste da profissão) e 43 anos e 10 meses de descontos efectivos àquele organismo, não tendo, assim, qualquer necessidade do tempo militar para efeitos de reforma.
Decorria o mês de Novembro de 2008, um dia próximo de mais um aniversário, quando constatei que a minha pensão vinha acrescida de € 171,96, correspondentes a um denominado Acréscimo Vitalício de Pensão. Alguém da família gracejou que aquele "matabicho" anual me daria para pagar o programado jantar de aniversário, com bolo e velas incluídos!...
E não pude evitar que me aflorasse à memória o quanto me haviam custado, quase duas décadas antes, os descontos para pagamento do tempo de serviço militar, considerando que, há vinte anos, mais de mil escudos mensais durante 60 meses representavam substancial fatia do meu vencimento de então.
Agora - por coincidência (?) logo após os três actos eleitorais -, mas um mês antes do aniversário, acabo de ser notificado que o referido AVP anual baixou para os € 112,20 (ilíquido, pois sujeitos a IRS). E não deixei de retribuir a ironia familiar do ano transacto, informando que este ano seria suprimido o bolo, as velas...e alguma boa disposição.
Evidente, e quero deixar bem frisado, que não é o valor monetário que estou a a valorizar neste desencantado desabafo. Nada disso!
O que está em causa, e de novo, como assombração eterna, e mágoa atroz que dói mais que um estilhaço de morteiro, que nos acompanhará até aos resto dos dias - e porque no dizer dos próprios "em Política o que parece é" -, é o retomar dos sinais de animalesco desprezo que este poder, estes poderes, sempre demonstraram nutrir pelos ex-combatentes.
Algo que, convenhamos, me não deveria surpreender quando sei, tal como já deixei expresso, reconhecimento algum pode um combatente esperar duma classe política, com destaque para o partido no poder, onde, ao longo dos anos de "democracia", se foram acoitando desertores, traidores, cobardes e outros oportunistas, promovidos nas carreiras e apaparicados por actos dum passado que nos envergonham e aviltam.
A mim, e a muitos dos ex-combatentes, não dão "esmola". Fizeram foi um "assalto" à caixa que se viram forçados a entregar-nos, por pressões partidárias.
O que nunca pagarão a todos os que combateram em nome da Pátria, é a enorme dívida que esta contraiu para com aqueles que arriscaram a vida ou verteram sangue por ela, comprometeram a saúde e projectos de vida.
E, porque considero este corte no subsídio uma manifestação de desprezo e ofensa aos ex-combatentes, o que exijo, sobretudo, é o que não consta nem no dicionário humano nem no léxico político de alguma dessa "gentalha": RESPEITO!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Autárquicas em Lafões


Por terras do Vouguinha, no coração de Lafões, uma onda laranja inundou as margens dos três concelhos. Em São Pedro do Sul, Vouzela e Oliveira deFrades foram eleitos, com maiorias absolutas, para mais um mandato, os três Presidentes de Câmara que já se encontravam a exercer o cargo. Todos eles candidatos pelo PSD.O Bloco de Esquerda, pela primeira vez, foi a votos na Região. Tendo concorrido às Assembleias Municipais dos três concelhos, apresentou, também, candidato à Câmara Municipal de São Pedro do Sul. Os resultados foram modestos para este partido estreante. Ainda assim, conseguiu eleger dois deputados à Assembleia Municipal de São Pedro do Sul.
Mais do que os resultados, importa deixar nota do civismo com que decorreram os actos eleitorais em toda esta Região de Lafões.
E, que saibamos, nenhum dos eleitos se vingou das opções partidárias dos familiares dos funcionários autárquicos. Não foi ainda encontrado nenhum pedreiro a partir pedra sozinho na Serra do Caramulo, no Monte do Castelo ou na Serra do S. Macário. Muito menos, cantoneira camarária nomeada dama de companhia dos canídeos do Vale do Vouga!
Se por mais não for, valha-nos isso!




