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domingo, 31 de outubro de 2010

O TALHÃO MILITAR
















Por estes dias, recordam-se os familiares que partiram, multiplicam-se homenagens floridas pelas simbólicas e eternas moradas dos entes queridos que fecharam o seu ciclo de vida.

Não fujo à regra, curvo-me perante a memória dos familiares, dos amigos mais chegados que me antecederam na caminhada final.
Mas recordo ainda, com um frémito de tristeza aqueles que se quedaram jovens, em nome duma Pátria que os vai esquecendo.
Os pais, que viveram dilacerados na dor da perda, já se foram quase todos. Restam-lhes poucos irmãos, viúvas, filhos órfãos, incógnitos de lembrança triste dum passado que vai sendo distante. Os outros.....não sabem....ou não se recordam...
Lembram-nos sempre aqueles milhares que foram testemunhas presenciais, irmãos dos mesmos perigos, companheiros das mesmas emoções, naqueles campos de luta para onde aquela mesma Pátria os mandou guerrear.
É perante eles que me curvarei amanhã, vai para eles, como todos os anos, a homenagem do meu pensamento e o respeito pelo precoce e inútil sacrifício das suas vidas!

RIP, companheiros!


F. J. Branquinho de Almeida


A foto, deste mês e ano, de autoria do Custódio Freitas, em visita à cidade de Pemba, que o acolheu no serviço militar em 72 e 73, dá-nos algum conforto por sabermos do razoável estado de conservação em que se encontra o Talhão Militar daquela cidade, última morada de alguns combatentes. Merecem gratidão todos os que, por aquelas terras, têm contribuído para que sejam respeitadas as memórias dos que tombaram. Um abraço especial ao Senhor Claudino Abreu, ali residente!

Foi este o Povo das caravelas...



.... que sulcaram e desbravaram mares desconhecidos? Que rasgaram horizontes em busca de novas terras?


O Povo foi o mesmo......mas a Gente era outra!....IMPERDÍVEL!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Vampiros em terra nossa


Desde há alguns dias que uma questão me assalta....e apoquenta:


A MÁFIA está a vir para Portugal em fuga à Justiça Italiana, ou apenas para se juntar à Família?!

domingo, 24 de outubro de 2010

Imagens que transmitem beleza e tranquilidade....

... estas duma zona turística da República Dominicana, captadas no início deste mês de Outubro....



















































sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Pela vossa saúde...


... senhores mandantes deste País em fuga para o Litoral, parem com o frenesim "desertificador" das regiões serranas!

Não vamos fazer história do que tem representado para as populações do Interior, o encerramento de Centros de Saúde, Escolas e outros serviços públicos. Disso já fomos dando nota, e reprovando, mais pelos critérios do que pelo propalado princípio de racionalizar os recursos e adequar os Serviços às reais necessidades de cada povoação.

E não se nos afigura medida ponderada e criteriosamente decidida, encerrar uma Extensão de Saúde duma povoação serrana, a cerca de 35 Km do Centro de Saúde localizado na vila sede de Concelho, onde, a maioria dos seus 800 habitantes são pessoas idosas, sem automóvel, sem filhos que os transportem e sem dinheiro para pagarem táxis.

Manhouce, a terra que deu luz à linda voz de Isabel Silvestre, é uma freguesia do Concelho de São Pedro do Sul, no maciço da Gralheira, atravessada pela conhecida via romana que ligava o Porto a Viseu, foi uma das últimas vítimas destes encerramentos que, castigando gente isolada, é mais um triste contributo para a desertificação que este Governo, que se diz com sensibilidade social, vem levando a cabo.

Não sem que os seus habitantes descessem, hoje, dos seus povoados até à Vila, para manifestarem o seu profundo desagrado e, com a humildade que lhes é peculiar, pedirem que, no mínimo, lhes permitam ter acesso à saúde uma vez por semana.


O Vouguinha2 junta-lhes a voz e fica na expectativa que tão pequena "esmola" lhes não seja recusada.


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Num qualquer lugar....



....onde a Natureza nos lembra que a vida é mais bela quando com ela vivemos em harmonia!

CA GANDA LATA!...

.... como diria uma das minhas netas.

Eu diria "apanha-se mais depressa um mentiroso que um coxo"!



sábado, 16 de outubro de 2010

O País à venda!

Mesmo não navegando nas mesmas águas políticas deste meu amigo e autor do poema, tenho de reconhecer, e sem qualquer esforço, que estamos na presença de boa poesia e de fortes e actuais verdades. É com prazer que o Vouguinha o planta nas suas margens.


Quando te dizem que o País está à venda, mentem!
Ninguém pode vender tudo o que já foi roubado!
Quando te dizem que é amor que por ti sentem,
Esse amor é p’los teus bolsos, desgraçado!

E tu deixas. Tu consentes. Sem um ai, sem um queixume!
Sabes bem que te roubam, que te enganam
Mas tal como a fogueira sem calor e já sem lume,
Deixas os bandidos que te enganam, que te esganam,
Matar-te pouco a pouco e permites a engorda desse estrume!

Onde está o teu orgulho português que soube afrontar os espanhóis?
Onde está a fibra que tiveste, a coragem, o brio e a valentia
Que te fez cruzar mares e encontrar terras de outras gentes, outros sóis?
Onde está o sonho lindo que tiveste, quando um dia
Com flores nas armas e sonhando com o cantar dos rouxinóis
Te libertastes do jugo e serventia?

Onde está que não te vejo, não te conheço!
Que te fizeram para te pôr assim?
Anda daí! Vamos fazer o recomeço
Desta Pátria e, por fim,
Acabar com esta sina má, este tropeço!

Jorge Russell

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O Ensino por terras de Lafões



Com a publicação do ranking das escolas, de novo é notório o melhor desempenho dos estabelecimentos de ensino particular. Em toda a linha!






Por terras de Lafões, onde a Escola Secundária de S. Pedro do Sul se vinha, em anos anteriores destacando das demais, foram as escolas de Oliveira de Frades que, na última época escolar , globalmente, mereceram os melhores resultados.






Assim, no universo das 608 escolas do Ensino Secundário avaliadas no Ranking, a Escola Secundária de Oliveira de Frades, com 332 exames, guindou-se ao 73º lugar, com uma média de 116,94. Segue-se, em lugar mais modesto, ainda assim relevante, a Escola Secundária de S. Pedro do Sul que, em 443 exames, e com uma média de 111,85, foi classificada no 128º lugar.

A Escola Secundária de Vouzela, com o mais discreto desempenho do trio lafonense, quedou-se pelo 454º lugar, com uma modesta média de 95,14.

Já nos exames do Ensino Básico (9º ano), e a nível do Distrito de Viseu, em que foram avaliadas 65 escolas, está de parabéns a Escola Básica nº 2 de Oliveira de Frades com o seu 5º lugar distrital. Ainda com desempenho meritório, surge a Escola Secundária de S. Pedro do Sul, 18 lugar. E, a exemplo do modesto desempenho no Secundário, surge a Escola secundária de Vouzela, a 40ª escola das 65 do Distrito.

O Vouguinha, ainda que metendo a charrua em lavra que não é a sua, congratula-se e endereça os parabéns aos estudantes e corpo docente das Escolas de Oliveira de Frades e exortando a de S. Pedro do Sul a manter o seu nível satisfatório, espera por melhores resultados futuros da Escola de Vouzela, passe o empenho que, estou certo, não tem faltado por parte da família escolar daquele concelho.

Estes "rankings" valem o que valem, mas dão-nos sinais.......e não os podemos ignorar!


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Humor....ou falta dele...


... para uma Segunda-feira com má catadura:




O nosso PR Cavaco Silva viajou esta manhã de TGV para Madrid, onde vai tentar contratar José Mourinho para governar até ao fim da Legislatura....

domingo, 10 de outubro de 2010

Quando nem o Passado é Mestre!


















Soneto quase inédito

Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.


JOSÉ RÉGIO Soneto escrito em 1969, no dia de uma reunião de antigos alunos.
Tão actual em 1969, como hoje
...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Já se ouvem os foguetes....

...e os tiros dos caçadores neste dia em que se celebra o Centenário da República.

O Vouguinha2 iniciou os festejos em 31 de Janeiro, assim:

Eu celebro a Pátria...


.. não os regimes servidos na hora.
E, celebrar o quê?
- A República que teve como prelúdio o Regicídio de 1908, pelas mãos da Maçonaria e que sobreviveu, a partir de Lisboa e Porto, à custa do terror que a Carbonária impôs a todo um Povo?
- A Primeira República que, em 15 anos e 8 meses, num ambiente de total desordem, perseguições políticas e religiosas, crimes e radicalismos extremos, teve 8 Presidentes e 45 Governos?!
- A Segunda República, a do Estado Novo, a quem os tresloucados desmandos da primeira deram alforria e força e que, alicerçada no autoritarismo, entorpeceu um Povo durante 48 anos?

- A Terceira República, iniciada com os cravos de 1974 e que deu os primeiros passos de forma grotesca a reeditar todos os vícios e pulverização partidária da Primeira e que só não redundou na bagunça política e social daquela, mercê da mãozinha caridosa duma Europa que a foi suportando com injecção de milhões, reprimendas, avisos e algum paternalismo?

- Esta República em que os Presidentes emanam dos partidos e, por mais probos que sejam, se não libertam das amarras ideológicas e tendenciosas que a eles os prendem, ao invés de se desmarcarem claramente e estarem muito acima, como símbolo e unidade de toda a Nação?
- Esta República actual, em que se fala muito de ética republicana, ao mesmo tempo que temos a percepção de que não há ética alguma, num quadro duma democracia onde se vincam os traços da primeira, como o gamanço, a corrupção, o crime, a ausência de valores, a iniquidade das leis e a debilidade da Justiça e onde se levantam as bandeiras negras do endividamento externo, desemprego galopante, da miséria anunciada e da instabilidade social?

Decididamente, celebrar o quê?

Por mim, da República mais não tenho a celebrar que os símbolos da Pátria, o Hino e a Bandeira, que, de sua autoria, tendo sido apropriados por todo um Povo, estão acima de qualquer regime, e representam uma Pátria que foi forjada nos feitos e sacrifícios nos séculos que antecederam a República.

E essa, sim, será sempre celebrada e me confere o direito de ter orgulho em ser português!

domingo, 3 de outubro de 2010

A CORAGEM DA COBARDIA?


De há muito, e até nestas páginas, venho expressando a opinião, que é minha e vale o que vale, de que o actual primeiro Ministro não é, politicamente,  credível.
Por mais dotes de oratória de que seja dotado, por mais artimanhas estratégicas de que se sirva, nem ele, nem ninguém, me convence da sua incompetência para timoneiro dos rumos deste País. Não é só um problema de carácter, será mais falta de estofo e seriedade política o que lhe limita ou coarcta, em absoluto, o seu eventual e ambicioso sonho de "estadista".
E, desengane-se quem pensar que esta minha perspectiva negativa se funda, em exclusivo, nas dolorosas medidas de austeridade que acaba de anunciar aos portugueses atónitos.
Elas surgiram como inevitáveis, esperadas, por mais criticáveis que sejam - e são -, os instrumentos que o Governo se dispõe a utilizar para evitar o abismo económico-financeiro.
De há muito, os portugueses mais avisados sabiam não passarem de quimeras partidárias, de propaganda e imagem, as manifestações públicas e constantes, por parte do seu Chefe, de que estaríamos a recuperar, a ultrapassar a malvada da Crise, na vereda mais rápida para o País das Maravilhas, o tal da Alice.
O que não se pode perdoar a José Sócrates, para além da falta de verdade, da opacidade das suas promessas e reais desígnios, é não ter, com os pés na terra, com os olhos nas contas públicas, tomado, em tempo oportuno, as medidas que então se impunham para colmatar a situação calamitosa para que, e ele tinha obrigação de o saber, estávamos a ser conduzidos.
Se o houvesse feito, se colocasse acima dos seus interesses pessoais e de poder, estou certo que seriam medidas muito menos gravosas que as que ora integram o pacote anunciado.
Foi, então, que lhe faltou a coragem de que ora, falsamente, se ufana! Distribuir em 2009, no auge da crise que já nos afectava duramente, paletes de benesses, resmas de promessas que sabia não poder cumprir, uma panóplia de subsídios, que sabia não ser possível manter por muito tempo, para além do aumentos de vencimento na ordem dos 3% e dum camuflar do deficit, já então bem real, e de qualquer merceeiro se aperceberia, não é próprio de alguém que se diz corajoso e com capacidade para desempenhar um dos mais altos cargos numa Nação.
Não se compram votos a este preço, tendo por única preocupação de manter o poder, pondo em risco o Presente e o Futuro de um Povo!
Faltou-lhe verdade, sobrou arrogância e irresponsabilidade.
Mas, se inevitáveis as medidas de austeridade já anunciadas, e não hesito em reconhecê-lo, há ainda muito por explicar aos incrédulos cidadãos.
Desde logo, estes não deixarão de se interrogar onde está a coragem de incluir na fivela do cinto apertado, todos os brutais cortes nos proventos de funcionários, pensionistas, reformados - desde sempre, os sacrificados nestas crises cíclicas -, sem que sejam esclarecidos, de forma clara e sem evasivas, se, como e em quais, o Estado se propõe aliviar a Despesa com a extinção de Fundações de objectivos duvidosos, Institutos inócuos, Governos Civis de penacho e outras estruturas e cargos públicos que, ao que parece, para mais não servem que não seja ocupar, e premiar, os boys alinhados ou outras tarefas de propaganda político-partidária.
Não esqueçamos que são 13.740 as entidades que em Portugal recebem dinheiros públicos e urge explicar, com transparência, qual a utilidade e o serviço de cidadania de cada uma delas, à excepção das IPSS, essas, sim, como reconhecemos, credoras de todo o nosso esforço contributivo.
Se tudo isso não for feito, com urgência e de forma convincente, nada me impede de, em consciência, manter a convicção de que estes políticos, a quem, em má hora, os portugueses delegaram poder, não passam de irresponsáveis que se preocupam mais com os seus interesses partidários do que com a vida e o bem estar dos seus concidadãos!
Coragem ou cobardia?

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Quando o pobre desconfia.... dos "leais conselheiros"...

O que me leva a pensar que este "Relatório" ou "Recomendações" da OCDE, que está a ter tantos aplausos em certas esferas, foi encomendado e cozinhado, nestes últimos dias, nos Estados Unidos da América?

Nem aquele "mister" tão afável e bom conselheiro me convencem, a mim e creio que à maioria dos portugueses, da necessidade de aumentar impostos, sem que o Governo se proponha, desde já, acabar com Institutos inócuos, Fundações de objectivos duvidosos, Governos Civis de penacho, TGV's , desperdícios e mordomias!

As instituições do Estado, em democracia, não existem para se sustentarem com gula à custa dos cidadãos, mas para lhes proporcionarem melhores condições de vida.

domingo, 26 de setembro de 2010

Um simples aperto de mão...

... ou uma "palavra de honra" valiam por um notário e legião de testemunhas.
Era o tempo da honra, da verticalidade, da Gente com vergonha.
Os tempos mudaram, esfumaram-se, na voracidade dos anos, os valores mais sólidos das relações humanas.
Hoje, salvaguardadas as excepções e a teimosia dos que ainda os preservam como seus, a Sociedade está dominada pela vigarice, pelo chico-espertismo, pela desavergonhada mentira.
São os tempos da propaganda, do negócio fútil da imagem, em que os honestos, os amigos da Verdade, acabam sempre perdedores.
Até ao dia em que, em putrefacção, a Sociedade de redima e renasça dos seus próprios e erráticos caminhos!...
Estarei a ser alarmista, exagerado na análise? Provavelmente, não: já por cá
ando o tempo suficiente para saber que, neste contexto de seriedade ou falta dela, vivi em dois mundos...

Enquanto o ouro, a prata e outros "vis" metais se vão valorizando, perdem cotação a Honestidade, a Honra, a Verdade.....e outros valores.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A verdadeira SÚMULA|






Para que não haja problemas informáticos, os advogados não continuem com palhaçadas no circo mediático......e o povão à espera que a máquina da Justiça desempene, esta súmula foi gravada em azulejo!...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Os Águias de Alpiarça


Desde os anos cinquenta que ouço referências aos Águias de Alpiarça, como equipa de Ciclismo com pergaminhos nas provas nacionais e internacionais.
Desde os idos tempos de Manuel Simões, aquele que terá sido o seu primeiro ciclista.
Uma foto de 1960, da Família Reis, é bem evocativa dos anos de glória e amor à modalidade daquela antiga instituição desportiva.

domingo, 5 de setembro de 2010

O Hotel das lamentações


Como nota prévia, terei que expressar, de há muito, desde jovem, e por genuína convicção, preferir um culpado em liberdade a um inocente aprisionado.
Ademais, sem que alguma vez, nestas seis décadas de vida, haja sido sujeito a qualquer veredicto judicial, nunca esqueci algumas arbitrariedades, decisões unilaterais, sem que, naqueles anos de juventude e alguma rebeldia, me fosse conferido o direito de defesa. Instituições integradas no espírito do "Quero, Posso e Mando", tão caro ao Estado Novo, não se coibiam de estigmatizar jovens, mesmo por factos que, só por si, entendiam imputar-lhes, sem que lhes conferissem qualquer direito de se defenderem.
É, também, por isso e por experiências de vida longa, que me inibo de carimbar nos condenados pelo veredicto do Tribunal que julgou o Processo da Casa Pia com o rótulo de "CULPADOS".
Por mais forte que seja a minha convicção pessoal de que o Tribunal se terá apoiado em factos provados e que, para além das vítimas, não haverão inocentes neste moroso e escabroso processo.
O que não aceito, enquanto conhecedor dos direitos e deveres de qualquer cidadão, e repudio com veemência, foi a forma raivosa como Carlos Cruz e outros acusados, secundados por alguns dos seus defensores, contestaram a decisão do Tribunal, do Colectivo, que os julgou.
Conferências de Imprensa em Hotel, peregrinações ao minuto pelos mais mediáticos canais televisivos, vertendo insidias contra as instâncias judiciais, invocando o direito à indignação, enquanto as apodavam, insinuavam, ou comparavam com incompetentes, ignomínia, Reino das Trevas, Tribunais Plenários e outros epítetos que, afinal, não provam nada da sua apregoada inocência, mais parece não ter sido do que uma tentativa desesperada de depreciar, ainda mais, a nossa Justiça.
E a sensação com que fiquei foi de que os condenados em Primeira Instância mais não procuraram com estas acções mediáticas pré-programadas - só acessíveis a réus ricos ou poderosos -, do que iludir a opinião pública, entorpecendo-a e preparando terreno fértil para o que se vai seguir, por força dos seus recursos para a Relação.
Tribunal da Relação que, para além das questões de Direito, apreciará as questões de Facto, razão mais do que suficiente para que os ora condenados sintam, ao contrário do que gritaram naquele folclore mediático, conferido o seu direito constitucional, já que do de defesa foi sobejamente auferido durante todos estes longos anos de incidentes de recusa, impedimentos, repetição de exames, requerimentos e recursos de toda a ordem, em quantidade jamais vista no histórico judicial, da lavra dos seus reputados assistentes.
O que me leva a pensar -e não serei só eu -, que tais manobras mediáticas poderão ser encaradas como acções destinadas a pressionar o Tribunal da Relação, o mesmo que, recorde-mo-nos, decidiu, já lá vão alguns anos, e neste mesmo processo de Pedofilia, pela libertação de Paulo Pedroso.
Pressões que, se for o caso, espero não surtam efeito, e que a Justiça seja feita sem amarras ou condicionalismos externos, para sua própria reabilitação aos olhos dos portugueses.
Acabo como comecei: Liberdade para os inocentes, prisão para os culpados!
E que, sobretudo, se respeitem os Tribunais e que ninguém esteja acima da Lei!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Morreu a fazer o que mais gostava....




..... foram as palavras de José António Rocha, responsável pela Banda de Paços de Vilharigues, após um dos seus executantes, contrabaixo há mais de 25 anos naquela Filarmónica do concelho de Vouzela, ter falecido em plena arruada nas festas de Canelas, Gaia.


José Augusto Negrão Carvalho, de 73 anos, apesar da idade e das doenças que o apoquentavam, insistia em "fazer o que mais gostava".

O Vouguinha2 deixa por aqui nota do pesar, apresentando a toda a Família e a todos os elementos daquela tradicional Banda da Região de Lafões, sentidas condolências.


domingo, 22 de agosto de 2010

O Glutão Insaciável


Enquanto o Governo, travestido de PS, em Mangualde, perante um magote de apoiantes, na sua maioria transportados em autocarros desde terras distantes, bem à maneira do espectro partidário nacional, desancava na Oposição, com a mestria retórica e linguagem florida do seu grande líder, os portugueses iam sabendo pela Comunicação Social que, apesar do aumento da carga fiscal a que o Povo vem sendo sujeito, num sacrifício que lhes foi imposto para aliviar o deficit, que as Receitas, por via dos impostos, aumentaram, enquanto a Despesa do Estado não abrandou.
Comporta-se como um glutão insaciável, sem emenda, que devora tudo o que o Povo lhe armazena na despensa...
Não serão, de todo, necessários conhecimentos adquiridos numa qualquer universidade de fim de semana, nem canudo de Economia nas novas oportunidades, para que possamos constatar que este Governo continua a não cumprir as metas a que se propôs, continuando a esbanjar o que tem e o que não tem.
E que é no esforço, no sangue e suor, do Povo que este glutão optimista vai alimentando a locomotiva devoradora que nos continua a conduzir até um abismo de que não haverá retorno.
Digo eu, que sou um leigo na matéria económica.......e um potencial "pessimista".....


quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Definham os campos, engordam as madrassas....e os madraços.

A espada já subiu, para decepar, no primeiro golpe, 701 escolas, na sua maioria, do Norte do País.

Viseu será o distrito mais atingido pelos encerramentos.

A Região de Lafões não passou incólume a este "tufão" destruidor....

.... depois dos centros de saúde, encerram-se as escolas. Desertificam-se os campos, condena-se a já reduzida agricultura, abandonam-se as serras, que o fogo, colaborante, se vai encarregando de reduzir a cinzas.

É a hora do abandono, da concentração em meia dúzia de grandes centros e o virar de costas à terra com que partilhavam a vida.

Despejam-se as crianças em armazéns, tipo madrassas, que sai caro enraizá-las no chão dos seus avós.

É o custo duma modernidade balofa, planeada a régua e esquadro, em gabinetes de utopias, centrados nos ditames das calculadoras. Onde só há números e falta alma.

São só dez, doze, quinze ou dezanove...........cifra pouca para quem gente é nenhuma... e não dá votos!

Decrete-se a falência do Interior, que os homens do fraque ainda lutam por salvar o Litoral da bancarrota...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Optimistas, enganem-me que eu gosto!


Já havia decidido ( e vou manter, no essencial) não abordar a temática dos incêndios, sem que esteja ultrapassado o período negro que nos tem consumido as florestas. Essa intenção prende-se com o facto de entender que não é a quente, em plena luta , o momento adequado para se debaterem questões desta natureza.

O mesmo entendimento não teve o Senhor Ministro da tutela. Rui Pereira que, mal-grado a calamidade que ia galopando em ritmo atrozmente acelerado, sobretudo no Norte e Centro do País, foi sendo credor de compreensão pela forma decidida e presencial como ia acompanhando os casos mais difíceis, quebrando o relativo estado de graça quando decidiu tocar a vuvuzela do optimismo e do positivismo, tão caros ao partido que o sustenta no Governo!

Proclamar “positiva” a forma como se processou o combate aos incêndios, ainda que reconheçamos o esforço, o denodo, dos soldados da Paz, não tanto pelos meios postos à sua disposição, proclamar, quase em tom de vitória, que a área ardida é inferior à que foi pasto das chamas em 2003 e 2005, quando ainda ardem vastas áreas de floresta, quando os populares lutam, sem descanso, na defesa de suas casas, é uma proclamação pouco séria, com fins politiqueiros, um insulto para todos aqueles que ainda pelejam na refrega dos fogos, para todos os que viram os seus haveres reduzidos a cinzas e para os cidadãos que ainda se se vão condoendo e preocupando com a destruição do seu País.

Não andou bem o Senhor Ministro. Não se levantam troféus de optimismo nestas situações. Não há desgraças positivas!

Como não andou bem o Senhor Primeiro, e as suas habituais câmaras de ressonância, quando nos aparece sorridente e de ar feliz, anunciando ter sido positivo o facto do número de desempregados não ter aumentado no segundo trimestre deste ano. Por continuar em carteira com 589.800 desempregados (segundo os dados do INE), desprezando, como politicamente convinha, o facto de, relativamente a igual período do ano transacto, serem mais 80.000 sem emprego! Considerar estes números uma “boa notícia” só pode ser mais um miserável golpe de propaganda. À custa dos que vão assistindo ao resvalar para o abismo dum Povo que teve a desdita de lhe dar caução.

É mais um optimista. Mais um dotado, que, por artes mágicas, não faz vinho da água, mas transforma as derrotas trágicas em vitórias retumbantes.

Afinal, bem à imagem do treinador do clube da minha simpatia que, tendo nome de salvador, após a real derrota com a Briosa, foi lesto em falar de ter dominado e massacrado a equipa adversária.

Estes homens, malabaristas da palavra, são uns optimistas, uns positivistas. Que todos os outros, os que nos falam verdade, com os pés na terra e sem asas de anjos mentirosos, são uns negativistas!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Papagaio louro, de bico.....


Um pintura digital do Jaime Alves, trabalhada a partir de foto de sua autoria, no Paraguay. Na sua nota, esclarece-nos que se trata duma "Amazona aestiva" ou "loro ablador". Na familia destas aves (Psittacidae), a espécie retratada é a que tem mais capacidade/virtuosismo vocal para imitar vozes humanas, cantos de outras aves ou mesmo o ladrar dum cão.

Sem desvirtuar o belo trabalho daquele meu amigo, muito menos dos seus profundos conhecimentos desta temática, a crer nas capacidades desta ave, fico, para além de grato ao Jaime Alves, a interrogar-me se a espécie nâo estará a ser objecto de reprodução intensiva no nosso País, tantos são os papagaios no poleiro que nos vão iludindo com o seu canoro canto!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O Estado é quem manda em nós...

... não somos nós que mandamos no estado!"

Quando da calamidade que atingiu a Madeira, rotulei de miseráveis as acusações que algumas figuras da Ilha e do Continente, se apressaram a tecer às autoridades daquela Região Autónoma. Por precipitadas, produzidas quando as cheias ainda destruíam bens e pessoas, considerei-as de aproveitamento político, oportunismo populista.
Pelos mesmos princípios, não vou, por agora, brandir a espada contra bodes expiatórios, nem tecer considerações a propósito do fogo que, desde há quatro dias, vem destruindo um dos maiores pulmões das terras lafonenses.
Será a frio, no rescaldo do pesadelo que terão de ser discutidas as causas, os meios empenhados e os efeitos daquela catástrofe que cobriu de fumo e pesar o Concelho de São Pedro do Sul, aquela cidade que muitos consideram ser a Sintra da Beira.
Mas não posso deixar de registar o genuíno desabafo de um popular, residente numa das aldeias em perigo, que defendeu das chamas a sua habitação e se lamentou para um canal televisivo:
- Eu limpei, como limpo todos os anos, o meu terreno à volta da casa. Mas o Estado não limpou a floresta que é sua propriedade, aqui em volta. O Estado é que manda em nós, não somos nós que mandamos no Estado!...

Apenas um pequeno comentário: O mal passa por aí: nós, o povo, não mandamos no Estado!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010