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terça-feira, 26 de abril de 2022

DO BES AO MARQUÊS

O Processo BES, bem como o do MARQUÊS, que se arrastam desde o tempo em que o meu bigode ainda não tinha esbranquiçado, é bem o paradigma do estado caótico duma Justiça lenta, inoperante, aparentemente, por falta de meios humanos e materiais.

Uma Justiça lenta e tardia, é tudo menos Justiça! Gera desconfiança nos cidadãos neste Regime ou Sistema que gere o Estado!

(Foto Dinheiro Vivo)

sexta-feira, 15 de abril de 2022

segunda-feira, 4 de abril de 2022

PICA NO CHÃO STRESSADO

 A minha preocupação maior é se o stress chegar ao feijão verde ou à couve portuguesa!


sábado, 2 de abril de 2022

ESPELHO MEU...

 Jornalista da CNN, hoje, pela manhã: "Victor Orban, na Hungria, vai ganhar porque tem a Comunicação Social toda com ele." Saber de experiência feito? Não preciso justificar o que me levou a rir a bandeiras despregadas, pois não?!


sábado, 26 de março de 2022

POR ALLEPO POR MARIUPOL

 

PELAS CRIANÇAS DE ALEPPO E MARIUPOL!
POR TODAS AS VÍTIMAS DA GUERRA! PELA DEMOCRACIA
PELA LIBERDADE
GLÓRIA À UCRÂNIA!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

VOTO MIGRANTE

 Começaram por não esbater os entraves ao exercício do direito de voto conferido aos emigrantes, por força duma Lei Eleitoral obtusa e ultrapassada, que as forças que têm passado pelos governos e assentado arraiais na Assembleia da República, por incúria ou por conveniência, teimam em não actualizar. Acresce a fraca cobertura de embaixadas e consulados e a intervenção pouco atenta para que os nossos cidadãos emigrados possam votar.

Reuniram-se, não sei se todos ou apenas o "casalinho" que se propala de "Centro-Esquerda", para decidirem por uma ilegalidade, atropelando os preceitos da Lei Eleitoral. Recuam, quando um deles, por temor aos reflexos legais, exige que só os votos acompanhados da fotocópia do Cartão de Cidadão, possam ser contados.
Já, aqui, há normas conflituantes, quando sabemos das reservas legais que outra Lei dispõe a propósito da validade das fotocópias desse documento
identificativo.
Mas, a trapalhada continuou. Votos respeitando a obrigação legal e outros desacompanhados da fotocópia do CC, foram, por decisão própria dos membros da Mesa ou por imposição partidária, introduzidos nas mesmas urnas, do que terá resultado a invalidação de todos os votos dessas urnas.
Em nome da transparência, tantas vezes propalada e tão raramente praticada, seria de bom tom sabermos quais os partidos que participaram na reunião em que se pretendeu atropelar a Lei Eleitoral e quem foi o responsável pela introdução de votos que cumpriam os requisitos legais à mistura com os do atropelo.
Por fim, mais do que aclarar tudo isto e esperar uma alteração da Lei Eleitoral adequada aos tempos actuais e às circunstâncias que o enformam, só me resta expressar o receio bem fundado de que, nesta Democracia que vivemos, este foi apenas mais um caso, que sendo preocupante, não o é mais do que todos os demais atropelos de que aquela vem sofrendo e que, cada dia que passa, mais nos aproxima daquelas que, desde há décadas, temos vindo a lamentar nalguns países da América Latina.
Este Sistema necessita mesmo dum abanão. Só não sei é se, quando os portugueses a tal se dispuserem, já não será demasiado tarde!

domingo, 6 de fevereiro de 2022

LAMECHAS?!

 Lamechas?!

Já li "opinadores" insinuarem que a onda solidária em torno do malogrado Rayan, se revestiu de lamechices extremadas, despoletadas pelas televisões!
Pois bem! É verdade que foram os Média, que, com as suas reportagens contínuas, muitas vezes eivadas de confusão, quem convocou o nosso espírito solidário.
E, ainda que fossem eles a despoletarem , a espicaçarem, os nossos sentimentos solidários, há algo muito importante que temos que considerar na reacção da Sociedade ao infortúnio daquela criança.
O Rayan, para mim, e que mais me fez preocupar com a sua sorte, não estava só. No meu conceito, nele estavam os netos de muitos de nós, como encarnava os muitos milhares de crianças que, por todo o Mundo, vão tendo um triste destino. Em guerras fratricidas; em acidentes; por incúria dos pais, ou até pela maldade destes; os que definham por efeitos da fome, os que vivem abandonados por força desta modernidade onde, cada vez mais, campeia o egoísmo, o individualismo selvagem.
No Rayan vi todos eles, vi nele o símbolo e o alerta para a atenção que as crianças nos merecem.
São vidas, a merecerem Futuro. E, não me confortam, antes preocupam e ofendem, algumas mentes que se dizem brilhantes, que até escrevem livros infantis, apelando aos jovens que não retirem os ovos dos ninhos dos passarinhos, ao mesmo tempo que aparecem nas televisões a defender o aborto com meses de gestação, onde já há ovos fecundados e vidas a germinarem.
Sim, rezei pelo Rayan, por todas as crianças, e PELA VIDA!
Repousa na Paz dos justos, pequeno RAYAN!
Pode ser uma imagem de pessoa e criança
Nela Pinho, Nuno Pimentel Santos e 5 outras pessoas
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terça-feira, 25 de janeiro de 2022

DEMOCRACIA COM DONOS

 


Os mais novos não o saberão, nem nunca alguém lhes terá dito!. Até seriam bons temas para as aulas de "Cidadania...e não sei das quantas", mas os da minha geração, estarão bem lembrados de como os façanhudos de Esquerda e a Comunicação Social da época, trataram o CDS, em 1974/75. Que eram fascistas, um perigoso partido da Extrema-Direita. Perseguiram-nos, insultavam os militantes, cercavam-lhe os comícios e agrediam os participantes. Acabado de regressar de Moçambique, logo após o 7 de setembro, assisti a tudo, espantado de como a mesma massa humana que pouco tempo antes enchera o Terreiro do Paço em apoio a Salazar e Marcelo, acossava, pouco depois, um partido que tinha no seu programa uma democracia cristã e se dizia do Centro. Quarenta e seis anos depois, mudam os protagonistas, que o Chega é quem está na berlinda dos façanhudos actuais, mas a História repete-se e, não raras vezes, dou comigo a pensar que ainda sou aquele jovem que viu tudo aquilo e que viajou na Máquina do Tempo, (mesmo que coma de outros cogumelos que não os do Tempo), aos anos loucos do PREC e da vergonha que Então se viveu! E se está a repetir! Em 1974/75, depois dos que, numa só noite, descobriram que eram de Esquerda, acusarem Amália Rodrigues de ser "fascista", os portugueses não contaminados pelas catrefadas de façanhudos que iam chegando a Santa Apolónia, gritavam à sua porta "SE ELA NÃO É POVO, ONDE É QUE ESTÁ O POVO"?! Quarenta e seis anos depois, o que vemos? Vemos que o actual líder do PSD se diz do CENTRO, o CDS em fase de evaporação se diz CENTRO, se os Mídia e os que se arrogam dominar a Ciência Política, dizem que até o PR é do CENTRO, fica a minha questão: Onde está a DIREITA, em Portugal?! Ah, já sei, ela existe, está a preencher o espaço deixado por alguns tontos do Centrismo, mas a esses convém rotulá-la de Extrema Direita!

É bonito, soa bem no actual Coliseu político, mas o resultado está à vista!

E, vão sobrando motivos para que os apoiantes do André Ventura perguntem SE O CHEGA NÃO É A DIREITA, ONDE È QUE ESTÁ A DIREITA?!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

O MEU AMIGO COMUNISTA

 Estávamos em pólos ideológicos diametralmente opostos. Andámos duas décadas a esgrimir pontos de vista. Concordávamos algumas vezes (poucas), extremávamos posições na maioria das vezes. Pelejávamos com o verbo, que ele dominava de forma superior, perdíamo-nos em longos debates de ideias e, não poucas vezes, quem nos lesse pensaria que o palco da batalha política se disputava no campo pessoal. Nada disso, ele defendia o seu comunismo de forma inabalável, eu a minha área de democrata cristão, avesso ao que, fazia questão de lho dizer muitas vezes, aceitar uma Sociedade de utopias. Sempre cordial, acabávamos as discussões com a mesma elevação como sempre nos relacionámos nesta bancada virtual. Eramos amigos e o respeito estava num patamar superior a todas as diferenças ideológicas.

Homem culto e, mesmo sem sair da sua trincheira política, sabia argumentar sem ferir, condimentar ideias com humor.
Em suma, apetece-me dizer que aquele meu amigo comunista, deixa um vazio neste espaço virtual onde interagíamos.
Mudou de espaço, de forma inesperada e, corroborando o qualificativo de um amigo comum, perdeu-se neste palco terreno, um HOMEM BOM!
Repousa em Paz, amigo Jorge Bártolo Wager Russell.
Mena Pires

sábado, 1 de janeiro de 2022

CANTAR AS JANEIRAS

 Um grupo de executantes da Banda do meu torrão natal, vai cantar as Janeiras pelas Freguesia, no intuito de arrecar verbas para um novo fardamento!


JANEIRO

 Estamos, mais uma vez, em Janeiro. Cabe-nos a nós evitar que seja igual ao das últimas décadas! O voto é uma arma!

Surge janeiro frio e pardacento
Surge janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.
Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.
E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,
Também faz o pequeno “sacrifício”
De trinta contos – só! – por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.
José Régio

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