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sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

CARREIRA DE TIRO

 A CARREIRA DE TIRO

Nova sessão, mais Umas fogachadas!
Os alvos já estavam dispostos no terreno, quando os atiradores encartados chegaram.
Por entre a meia dúzia de alvos, de mouche reluzente, não podia faltar o do Chega.
A sessão, orientada por uma Instrutora experiente, iniciou-se com os disparos da pressão de ar do Cala Farto. Chumbinho que sai a pressão moderada, mas dirigido ao alvo do Chega.
Continuou, com uns tiros de chumbo nº 7, saídos da caçadeira da Má Fralda, que escolheu o alvo do Chega.
Seguiu-se uma atiradora de larga experiência, a Anabécula, que apenas vai à Carreira, para lhe não perder o jeito e que é mais conhecida por fazer fogo de várias posições: de pé, de joelhos e deitada. Dispara a sua espingarda carregada de cartuchos com zagalotes, por muito tempo, tendo, como os demais, escolhido o alvo do Chega.
Por último, foi o Michel Sobreiro a fazer fogo. Puxou da sua carabina de caça grossa e, perante o espanto dos demais, não fez fogo apenas para o alvo do Chega, mas para todos os alvos expostos, enquanto a Anabécula, irritada e fazendo uso da sua antiguidade nos tirinhos, disparou quantos cartuchos tinha na larga cinta no alvo do Chega, numa cadência e sonoridade que abafou os tiros do Michel.
É, então, que se ouve uma explosão! O cano da espingarda da Anabécula não resistiu a tanta fogachada e rebentou, expeliu gases, deixando no ar um cheiro a enxofre insuportável.
A Instrutora, aflita, deu, de imediato, esta sessão de tiro por encerrada, prometendo outra para breve.
Com o mesmo alvo preferencial, que a Fábrica que sustenta esta Carreira de Tiro, não lhes falta com munições!

quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

A CULPA

 Eu não sei se os Beatles existiram, nunca os vi tocarem; eu não sei se a Torre de Pisa está inclinada, nunca lhe passei o fio de prumo; desconheço se em Paris há Torre Eiffel, nunca passei por perto; desconheço se a chuva vem das nuvens ou do S. Pedro, porque nunca lhes vi o pipi ou o pirilau. Afinal, a única coisa que sei e em que talvez acredite é que a Terra gira, que, em tempos de vapores da uva, senti a cabeça à roda! Mas, isto digo eu, que sou mais S. Tomé que João ou outro qualquer Advogado! Afinal, tal como Sócrates, aquele filósofo da Antiguidade, só sei que nada sei! E como o Kosta, o que nunca está nem sabe de nada! Mas sabe que a culpa é sempre dos outros!

terça-feira, 12 de dezembro de 2023

DA SARDINHA AO POLVO

 

Na aldeia lafonense onde o Vouguinha despertou para a vida, com uma regularidade de uma vez por semana, ouviam-se os estalidos dum foguete, de fraco efeito sonoro, que, diziam, ser "fogo pequeno". Os habitantes sabiam que acabava de estacionar no centro do povoado o carro da sardinha, que afiançavam ser de corrida e transportada desde Espinho.

As "donas de casa", depois de depositarem uns centavos num dos bolsos do avental, em passada larga, confluíam para o local de estacionamento e aviavam-se, enquanto aproveitavam para actualizar as novidades da terra  com as vizinhas que, muitas vezes, só encontravam á saída da missa dominical.
Depois da venda, o "sardinheiro" arrancava para outra povoação próxima, de onde se voltava a ouvir o som daqueles foguetes de cana fina, o tal fogo pequeno!
Ontem, ocorreu-me este costume de muitas décadas, que o Vouguinha já por cá anda há muitos anos, quando, desde manhã cedo até à noite, passei o dia a ouvir morteiradas. Do fogo grosso, daquele que parece competir com os trovões. Notei a diferença e, pelo eco mediático, a que não faltou o brilho psicadélico das luzes da ribalta televisiva, pensei ser o camião dum vendedor de garoupas. Não era!
Era sim, o vendedor de ilusões e de outras bugigangas, como desculpas tão falsas como algumas promessas, que vendia ao desbarato com os tiques de arrogância dum feirante sem vergonha.
Que sardinha, tal como foguetes pequenos,  é peixe barato e o polvo, como os foguetes, quanto mais cresce mais caro nos vai saindo!

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

R.I.P, SÁ CARNEIRO!

 


Triste, a efeméride! Completam-se, hoje, 43 anos do trágico fim de SÁ CARNEIRO. De nada nos vale ficarmos agarrados ao passado, à espera dum D. Sebastião. Isso é insofismável. Ainda assim, a crer no percurso dum Homem, que eu já admirava antes da Revolução, muito dele haveria a esperar, pela frontalidade e pelo seu apego a uma democracia plena, sem amarras a dogmas e, sobretudo, genuinamente portuguesa, sem algemas a ideologias importadas e dependentes de qualquer esgoto político da Europa ou do terceiro Mundo!
R.I.P., Sá Carneiro!

sábado, 2 de dezembro de 2023

A NOSSA BANDEIRA

 A Bandeira, que, com o Hino, são os símbolos maiores da nossa Pátria, e, enquanto tal, merecem todo o respeito.




sábado, 25 de novembro de 2023

VINTE E CINCO

 MAIS UM "VINTE E CINCO"

Esperando que nunca mais seja necessário um 25 de Novembro para acabar com totalitarismos, Honra aos militares que sacrificaram a vida pela reposição da Democracia! R.I.P.
25 de Novembro
A minha homenagem aos Comandos que perderam a vida em nome da Democracia e da Pátria que juraram defender!
“No incidente originado pelas forças do Regimento de Polícia Militar com o Regimento de Comandos, verificou-se a morte do Tenente Comando José Eduardo Oliveira Coimbra, do 2º Furriel Miliciano Comando Joaquim dos Santos Pires e do Aspirante Miliciano José Albertino Ascenso Bagagem.
Neste momento, além de lamentar profundamente que portugueses se matem entre si, não pode o Estado Maior General das Forças Armadas deixar de condenar veementemente a acção de grupos de civis armados”.
O Tenente Coimbra contava 24 anos e morava no Bairro do Marino, à Rua Alexandre Herculano, no Porto, cidade onde era conhecido nos meios desportivos, nomeadamente na equipa de basquetebol do B.P.M.. Era filho de um conhecido comerciante da Rua de Santo Ildefonso, na capital do Norte."
O 25 de Abril foi uma flor de esperança, um sorriso de Liberdade, que, empolgando, nos empenhou, numa expectativa de perseguir uma Democracia do tipo Ocidental.
Cedo, logo após a chegada dos estrangeirados enfeudados aos catecismos esquerdistas, começaram a murchar os cravos da esperança.
Sobretudo em 1975, a nossa triste realidade não era mais do que:
assaltos e delapidação de empresas produtivas e de herdades; soldados (ou réplicas) com cabelos pelos ombros, desfraldados, a encabeçarem manifestações da extrema-esquerda populista; cercos, violência e ameaças à Assembleia Constituinte, que, sob pressão, viria a parir uma Constituição irrealista de de pressupostos inviáveis; se faziam doutores por despacho administrativo; se fizeram encher os cais de caixotes dos que obrigaram a, em lágrimas e desespero, deixar as terras em que nasceram ou labutaram; hordas de imberbes maoistas que se infiltravam e davam as palavras de ordem nos quartéis; prisões, apoiadas em mandados em branco, de centenas de homens e mulheres que se recusavam a obedecer à demagogia esquerdista reinante, mesmo de gente simples e pacífica, como um Artur Agostinho; se demitiam e torturavam oficiais que se haviam distinguido no cumprimento do seu dever, como Marcelino da Mata; militares, sob as ordens de Otelo e outros "revolucionários" de pacotilha, protegiam actos de ocupação ilegal de casas, empresas e herdades, em comunhão com civis armados.....e um sem número de desmandos que atraiçoaram o verdadeiro espírito do 25 de Abril.
Perante este panorama, impunha-se um 25 de Novembro, que repusesse os ideias que inspiraram a Revolução dos Cravos, fizesse regressar os soldados aos quartéis e desse voz a todo um Povo, esmagado por minorias de aventureiros ao serviço de cartilhas políticas que, de democráticas, só tinham a capa!
Honra aos mortos, ao 25 de Novembro e à Democracia, para todos, e pelo respeito das escolhas do Povo, sem "cercas ideológicas", respeito pela vontade popular e sem captura dos meios de Informação e das Instituições do Estado, com transparência e sem corrupção!
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F. J. Branquinho de Almeida

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

O CHORÃO DO ZELA

 Desconheço se o fizeram por motivos justificáveis, o que sei é que aquele chorão no Rio Zela, junto à Fonte da Nogueira (dos Namorados) e ao fundo da histórica Rua da Ponte, que ma habituei a admirar desde novo e que fazia sempre parte dos meus registos fotográficos, quando passava por Vouzela, foi, como Duarte de Almeida, um herói da Vila, decepado!

Ficam as memórias e é caso para dizer que, no seu lugar, fiquei eu o chorão!


Créditos. Fotos de Luis Gomes da Costa

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

CENAS DO QUOTIDIANO

 Hoje, no Pequeno Almoço das minhas rolinhas comensais, fui surpreendido com uma delas, pois andava como se fosse um avião na pista do Funchal em dia de furacão! Continuava a petiscar, ao "pé coxinho" e a arrastar uma das asas pela pista de trinca, no quintal.

Mesmo sem a levar ao RX, deu para diagnosticar uma pata partida!
Ainda fui buscar a caixa dos Primeiro Socorros, mas, quando a convidei para o Bloco Operatório, exigiu-me o Diploma de Veterinário e, ao aperceber-se que eu não passava dum "endireita", recolheu o deficiente trem de aterragem e bateu as asas! 😂😂😂