... DE MANHÃ CHUVA À TARDE VERÃO!
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Navegue....e mergulhe, está num rio de águas límpidas!
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025
PUM...PUFF...
Recuando até 1987, recordo quando Portugal ainda tinha uma linha de montagem de armamento, munições para armas ligeiras e mesmo bombas e granadas de grosso calibre, no tempo em que laborava a Fundição de Oeiras, onde se fabricavam os invólucros, e fábricas de explosivos, na zona do Montijo e Seixal, onde se adicionava a carga. De tal dimensão que, no decorrer da guerra Irão-Iraque, no Porto de Setúbal, se enchiam barcos dos dois contendores, numa exportação de muito relevo.Depois, parou tudo. Portugal virou pombinha branca, fechou-se Braço de Prata, não houve fabrico de mais nada, que se acreditou num mundo de Paz, onde todas as Nações desta Terra eram anjos celestiais, ondem só o amor, o de alcova e do outro, tinham lugar.Ouvir , agora, os de cá e os dessa Europa mariposa, aflitos por nem fisgas terem para se defenderam numa eventual investida russa, mesmo não crendo que ela aconteça a breve trecho, não vou qualificar todos eles de ridículos, mas de irresponsáveis "fofinhos" que foram apenas pensando no imediato, no dia a dia e em décadas de destruição dos valores ancestrais duma Civilização milenar, enquanto, como em todas as áreas do poder, se foi (e, está) descurando o Futuro e a Segurança!
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025
A MULHER DE CÉSAR
Vamos lá, então, à palavra mais badalada nos últimos dias.
IMOBILIÁRIO
Governantes, deputados, antes de iniciarem funções público/políticas já tinham vida, a menos que fossem subsidiodependentes.
Assim sendo, não é justo que se chame a cavalaria para uma carga contra os que, ANTES DA PROPOSTA DA LEI DOS SOLOS já tinham interesses empresariais no ramo imobilário. Cumpria-lhes, sim, não omitirem esse facto na declaração de interesses.
Já aqueles que, como o Secretário de Estado que se demitiu, eventualmente, possam ter entendido que naquele ramo, por esta ou aquela razão, teriam mina de ouro a explorar, se envolveram no imobiliário após a proposta da LEI DOS SOLOS, não têm desculpa, mesmo que não tenham visto nessa Lei dos solos a porta aberta para o seu futuro económico. O caminho é mesmo a Rua de cargos governativos ou legislativos.
Mas, desengane-se quem pensar que estou a desobrigar o PM das suas obrigações éticas e até do âmbito da legalidade. E não mesmo, porque o que ainda não está bem explicado e não me deixou cabalmente convencido da bondade e lisura do governante, prende-se com a CONSULTADORIA JURÍDICA. Porquê? Porque, para lá do telefone da empresa ser o seu telemóvel pessoal, quer porque, que saiba, é o único jurista na família, a quem terá, de forma duvidosa, à luz do Código Civil, cedido as suas quotas. Assim, urge saber quantas consultas de âmbito jurídico aquela empresa prestou desde a tomada de posse do cargo de Primeiro Ministro. De que valor, de que âmbito sectorial, e a quem foram prestados esses Serviços. É que, em abstracto, não preciso explicar os perigos dum governante, enquanto maior figura da Área Executiva e que decide normas legais, ser ao mesmo tempo consultor de partes interessadas no âmbito dessa normas legais (Decretos, Portarias, Despachos.....).
É isso que falta explicar, e que urge, ao Dr. Luis Montenegro. A bem da Transparência que tanto apregoou na sua Campanha Eleitoral e que lhe cumpre praticar!
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025
JUSTIÇA
Sempre que abordo esta área, lembro-me dum princípio antigo que sempre me acompanhou: prefiro um culpado em liberdade do que um inocente preso!
Agora, vamos ao que me impeliu a bater teclas nesta área. Sem que me adiante muito, partilho convosco o que penso do actual momento da Justiça. É verdade que ela é morosa. Será mesmo essa pecha que a tem diminuído perante os nossos olhos. Mas, desengane-se quem pensa que a culpa é dos agentes que a servem. A culpa está nos políticos e em dois patamares. no Legislativo, pelo excesso de garantismo e no Executivo que lhe não proporciona os meios materiais e humanos para que ela se agilize. O que aliás tem sido bem patente, quer na nomeação de ministros inábeis para a função, quer na não resolução dos diferendos, que se arrastam há anos, com os oficiais de justiça, peças essenciais da máquina judicial.Quanto ao que se vai passando, com políticos no activo e outros "emprateleirados" e, sei lá, se alguns ressabiados, a que se podem juntar vozes corruptas afinadas pelos lobis, numa fogachada contra o Ministério Público, em especial, não tenho dúvidas, trata-se dum oportunismo inqualificável de quem só se lembra de mudar tudo, quando o fogo lhes chega à própria barba.
Inaudito o que se passa, tanto que nem foi o MP que manteve detidos o trio da Madeira. Foi o Juiz de Instrução, esse mesmo que, no passado, teve um diferendo com uma procuradora que faz parte do processo e entendeu pela "folha limpa" do trio indiciado.
Quanto ao mais, esperando que me poupem a fundamentação, que a tenho, mas guardo para mim, termino dizendo-vos que, em todo o Edifício da Justiça é mesmo no Ministério Público e nos seus procuradores em que ainda deposito alguma confiança e que serão mesmo o único obstáculo a que, eventualmente, o poder político contamine e tome conta de toda aquela Casa da balança.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2025
FIGUEIREDO DAS DONAS
Em 1977, nas poucas horas livres, procurei saber mais sobre o Passado de algumas terras de Lafões. Socorri-me de obras antigas de autores consagrados, disponíveis na capital, nomeadamente, no Arquivo Histórico Ultramarino, na Ajuda.
Numa série sob o título "Pequena a terra-Grande o Passado" escrevi e o Notícias de Vouzela publicou as abordagens que fui fazendo. Uma delas, talvez, a que mais me entusiasmou prendeu-se com Figueiredo das Donas e os factos e lendas no âmbito do "Tributo das Donzelas".
Encontrei o manuscrito original e é mesmo esse, datado de 24/10/1977, sem qualquer alteração, que passo a reproduzir:
PEQUENA A TERRA-GRANDE O PASSADO
FIGUEIREDO DAS DONAS
No figueiral figueiredo
a no figueiral entrei,
a no figueiral entrei,
seis ninas encontrey...
Era propriedade dos Melos, em 1873, o Paço acastelado de Figueiredo das Donas.
Da origem remota desta povoação, uma lenda, provida dum dramantismo romântico, prevalesce ao longo dos séculos. Escamoteada ou enriquecida no seu quixotesco enredo, de 783 a esta parte, com versões plausíveis de crédito na sua essência, se atendermos aos costumes desses tempo primitivos, é com essa lenda que a histórica freguesia entra na pia baptismal.
- Em 783, Mauregato, filho de D. Affonso (O Católico) e duma escrava, usurpou o trono a seu sobrinho, recorrendo, para tal, ao auxílio das tropas do Califa de Córdova, Abd-el-Raman, mediante o vergonhoso tributo de cem donzelas lusitanas, que iam enriquecer os haréns mouriscos, tão ao gosto das gentes árabes.
Por amargo destino, chegou o triste dia de Orélia, namorada do nobre cavaleiro lusitano, de sangue gôdo, D. Guesto Ansures, a quem a moça, desesperada, suplicou ajuda. Uma forte escolta a conduzia, e a mais cinco companheiras de infortúnio, rumo a Mérida.
Cavaleiro arrojado, ferido no seu amor, naquilo que teria de mais querido, D. Ansures reuniu, apressadamente, trinta homens da Região de Lafões e com eles, no lugar onde, hoje, é Figueiredo das Donas, num golpe de surpresa, cai sobre os mouros, que abate sem piedade, libertando a donzela sua amada e as que a acompanhavam.
Nessa luta desigual, contra um grupo inimigo bem mais poderoso, em número e armas, o nobre cavaleiro cristão viu partir-se a sua espada no calor da refrega e recorreu a um grosso ramo de figueira, àrvore abundante no lugar, com que continuou a combater os seus inimigos. D. Ansures, após recolher Orélia no seu castelo, com ela viria a casar!
Teria sido o Rei D. Bermudo I quem, em 789, determinou que o local da peleja, carregada, ao tempo, com toda a sua força moral e significado libertador cristão, se passasse a denominar Figueiredo das Donas.
Já, segundo outras versões, aquela povoação deve o seu nome a D. Ramiro I, que lhe deu tal graça, também em memória de D. Ansures, pelo seu feito, em 848.
D. Bermudo I só se terá visto na contongência de pagar o o tributo no primeiro anos do seu reinado, já que atacou em venceu as tropas do Califa Abd-el-Raman, promovendo a efectiva libertação dos cristãos.
D. Ansures teria mandado pintar no seu escudo cinco folhas de figueira e uma no remate do elmo, passando a ser estas as armas da sa Linhagem - os Figueiredos, nome que ele próprio acabou por adoptar!
Se é esta a descrição de muitos os que nos legaram os seus conhecimentos sobre a Lenda das "Donas", outras versões, não só díspares como antagónicas, surgiram, ao longo dos tempos. Razão terá Marck Bloch, ao entender que também a História se presta a vil comércio. Por essa ou outras razões, houve e haverá, que tivesse destruido, pela raíz, todas as mais insistentes concepções que estiveram na génese de Figueiredo das Donas.
Figueiró dos Vinhos teria, segundo alguns, a honra de tal origem, a lenda ou grandeza de tal feito. Miguel Leditão de Andrade, na sua "Micellânea", defende mesmo que os factos relatados, em que D. Ansures se distinguiu, não se terá passado alie que o apelido "Donas" deve provir de algum mosteiro de donas que houvesse, em tempos remotos, naquele lugar. A Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura "Verbo", refere até que "das Donas" foi apenas acrescentado a Figueiredo para que se não confundisse com outras povoações com este último nome.
Outros, como Esteves Pereira e Guilherme Rodrigues, autores da obra "Portugal-Dicionário", datado de 1904, localizam a lenda em Figueiredo das Donas, só que a donzela seria Mécia e não Orélia e seria mesmo filha de D. Ramiro. Aconteceria, segundo estes, por mero acaso D. Ansures (ou Ansares) passar naquele lugar e deparar com Mécia à janela, suplicante, guardada pelos "jagunços" de Então. Depois de libertada, tê-la-ia entregue a D. Ramiro, que, exultando de alegria por a rever sem mácula, consentiu no casamento de ambos, já que outra coisa não desejariam os protagonistas de tão apaixonado drama.
Esta versão é, também, a da Grande Enciclopédia Portuguesa Brasileira.
Célebres, por os considerarem os primeiros, foram os versos com que D. Guesto Ansures, que além de cavaleiro era poeta, celebrou o feito e em que Figueiredo faz rima abundante, passe a dúvida levantada quanto à autenticidade da "Canção de Figueiral".
O povo daquela freguesia foi fazendo a passagem do testemunho de tal feito, prodigamente narrado, mesmo que com variada matizes, ao sabor dos cambiantes filosóficos dos historiadores.
Da origem remota desta povoação, uma lenda, provida dum dramantismo romântico, prevalesce ao longo dos séculos. Escamoteada ou enriquecida no seu quixotesco enredo, de 783 a esta parte, com versões plausíveis de crédito na sua essência, se atendermos aos costumes desses tempo primitivos, é com essa lenda que a histórica freguesia entra na pia baptismal.
- Em 783, Mauregato, filho de D. Affonso (O Católico) e duma escrava, usurpou o trono a seu sobrinho, recorrendo, para tal, ao auxílio das tropas do Califa de Córdova, Abd-el-Raman, mediante o vergonhoso tributo de cem donzelas lusitanas, que iam enriquecer os haréns mouriscos, tão ao gosto das gentes árabes.
Por amargo destino, chegou o triste dia de Orélia, namorada do nobre cavaleiro lusitano, de sangue gôdo, D. Guesto Ansures, a quem a moça, desesperada, suplicou ajuda. Uma forte escolta a conduzia, e a mais cinco companheiras de infortúnio, rumo a Mérida.
Cavaleiro arrojado, ferido no seu amor, naquilo que teria de mais querido, D. Ansures reuniu, apressadamente, trinta homens da Região de Lafões e com eles, no lugar onde, hoje, é Figueiredo das Donas, num golpe de surpresa, cai sobre os mouros, que abate sem piedade, libertando a donzela sua amada e as que a acompanhavam.
Nessa luta desigual, contra um grupo inimigo bem mais poderoso, em número e armas, o nobre cavaleiro cristão viu partir-se a sua espada no calor da refrega e recorreu a um grosso ramo de figueira, àrvore abundante no lugar, com que continuou a combater os seus inimigos. D. Ansures, após recolher Orélia no seu castelo, com ela viria a casar!
Teria sido o Rei D. Bermudo I quem, em 789, determinou que o local da peleja, carregada, ao tempo, com toda a sua força moral e significado libertador cristão, se passasse a denominar Figueiredo das Donas.
Já, segundo outras versões, aquela povoação deve o seu nome a D. Ramiro I, que lhe deu tal graça, também em memória de D. Ansures, pelo seu feito, em 848.
D. Bermudo I só se terá visto na contongência de pagar o o tributo no primeiro anos do seu reinado, já que atacou em venceu as tropas do Califa Abd-el-Raman, promovendo a efectiva libertação dos cristãos.
D. Ansures teria mandado pintar no seu escudo cinco folhas de figueira e uma no remate do elmo, passando a ser estas as armas da sa Linhagem - os Figueiredos, nome que ele próprio acabou por adoptar!
Se é esta a descrição de muitos os que nos legaram os seus conhecimentos sobre a Lenda das "Donas", outras versões, não só díspares como antagónicas, surgiram, ao longo dos tempos. Razão terá Marck Bloch, ao entender que também a História se presta a vil comércio. Por essa ou outras razões, houve e haverá, que tivesse destruido, pela raíz, todas as mais insistentes concepções que estiveram na génese de Figueiredo das Donas.
Figueiró dos Vinhos teria, segundo alguns, a honra de tal origem, a lenda ou grandeza de tal feito. Miguel Leditão de Andrade, na sua "Micellânea", defende mesmo que os factos relatados, em que D. Ansures se distinguiu, não se terá passado alie que o apelido "Donas" deve provir de algum mosteiro de donas que houvesse, em tempos remotos, naquele lugar. A Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura "Verbo", refere até que "das Donas" foi apenas acrescentado a Figueiredo para que se não confundisse com outras povoações com este último nome.
Outros, como Esteves Pereira e Guilherme Rodrigues, autores da obra "Portugal-Dicionário", datado de 1904, localizam a lenda em Figueiredo das Donas, só que a donzela seria Mécia e não Orélia e seria mesmo filha de D. Ramiro. Aconteceria, segundo estes, por mero acaso D. Ansures (ou Ansares) passar naquele lugar e deparar com Mécia à janela, suplicante, guardada pelos "jagunços" de Então. Depois de libertada, tê-la-ia entregue a D. Ramiro, que, exultando de alegria por a rever sem mácula, consentiu no casamento de ambos, já que outra coisa não desejariam os protagonistas de tão apaixonado drama.
Esta versão é, também, a da Grande Enciclopédia Portuguesa Brasileira.
Célebres, por os considerarem os primeiros, foram os versos com que D. Guesto Ansures, que além de cavaleiro era poeta, celebrou o feito e em que Figueiredo faz rima abundante, passe a dúvida levantada quanto à autenticidade da "Canção de Figueiral".
O povo daquela freguesia foi fazendo a passagem do testemunho de tal feito, prodigamente narrado, mesmo que com variada matizes, ao sabor dos cambiantes filosóficos dos historiadores.
A todo este drama, faz Almeida Garrett referência nos "Figueiredos", no 24º livro das suas obras (Escritos diversos), editado em 1877. Também, nele inspirado, José da Silva Mendes Leal criou, em 1856, uma peça dramática intitulada "TRIBUTO DAS CEM DONZELAS", um enorme êxito que se manteve imenso tempo em cena e facturou lucros de repetidas casas cheias!
Como notas de interesse do historial de Figueiredo das Donas, que ora depende administrativamente do Concelho de Vouzela, dependeu do da vizinha S. Pedro do Sul, até 24/10/955. Compreendia, ao tempo, os lugares de Real, Monsanto, Fermil e Quinta do Ervedal.
Como notas de interesse do historial de Figueiredo das Donas, que ora depende administrativamente do Concelho de Vouzela, dependeu do da vizinha S. Pedro do Sul, até 24/10/955. Compreendia, ao tempo, os lugares de Real, Monsanto, Fermil e Quinta do Ervedal.
Em 1907, estas povoações eram já servidas por um serviço postal rural e, por curiosidade, o vigário de S. Pedro do Sul era o seu cura e auferia seis mil reis de congrua e pé de altar.
Quanto a habitações, teria, em 1757, 17 fogos, em 1862, 89 e, em 1873, já seriam 100 os fogos, enquanto a estatística Paroquial de 1875 lhe atribuía, para lá de 440 habitantes, 103n fogos. Já mais recentemente, em 1907, eram-lhe atribuidos 127 fogos e 474 habitantes. Em 1960, seriam já 136 fogos e 551 habitantes.
Povo laborioso e de cunho bairrista, empenhou muitos dos seus filhos, por vezes, famílias completas, desde há longos anos, nos Caminhos de Ferro, onde se distinguiram como bons funcionários, técnicos e operários de via. Não será exagerado dizer que foram e são mesmo os pioneiros ferroviários da região de Lafões.
É justo que se orgulhem deste Passado lendário e a que que o valente cavaleiro D. Guesto de Ansures, um Teseu lusitano, deu origem e nome!
Quanto a habitações, teria, em 1757, 17 fogos, em 1862, 89 e, em 1873, já seriam 100 os fogos, enquanto a estatística Paroquial de 1875 lhe atribuía, para lá de 440 habitantes, 103n fogos. Já mais recentemente, em 1907, eram-lhe atribuidos 127 fogos e 474 habitantes. Em 1960, seriam já 136 fogos e 551 habitantes.
Povo laborioso e de cunho bairrista, empenhou muitos dos seus filhos, por vezes, famílias completas, desde há longos anos, nos Caminhos de Ferro, onde se distinguiram como bons funcionários, técnicos e operários de via. Não será exagerado dizer que foram e são mesmo os pioneiros ferroviários da região de Lafões.
É justo que se orgulhem deste Passado lendário e a que que o valente cavaleiro D. Guesto de Ansures, um Teseu lusitano, deu origem e nome!
domingo, 9 de fevereiro de 2025
OS JORNALISTAS E OS JORNALEIROS
JORNALISTAS versus JORNALEIROS
Passa despercebido a quem não está atento. Por vezes, o sofá conforta e o que importa são as imagens coloridas que nos vão entretendo as vistas e adocicando os tempos mortos.
Quem, com interesse nas causas, nos temas em debate, nas intenções declaradas e nas ideias de quem, de algum modo, tem interferência na vida de todos nós, não deixará de fazer uma destrinça entre jornalistas, enquanto profissionais sérios da comunicação que, enquanto tal, prestam um relevante serviço á Comunidade e aqueles a quem deponho na lapela a placa de "jornaleiros".
Os primeiros são aqueles que, mesmo que senhores da sua própria ideologia, simpatizantes dum ou de outro espaço político, sejam da Esquerda ou da Direita, sabem usar o seu mister, desempenhar a sua missão informativa, com a isenção que se exige a profissionais desta arte. (Cada vez, menos).
Que questionam, que são acutilantes nas perguntas, que despoletam os temas que, no momento, mais possam interessar á Sociedade, sem fazerem do Jornalismo uma pia pessoal dos dejectos das suas convicções, como fazem aqueles "jornaleiros" que, no embrulho das suas questões capciosas, já levam a sua própria resposta, mesmo antes que o entrevistado se possa exprimir e responder.
São estes os "jornaleiros a soldo", os que fazem da carteira profissional, a chave da porta dos seus interesses pessoais ou grupais, ou para satisfação e adulação das suas entidades patronais. Não perguntam, não aguardam pela opinião dos inquiridos. Fazem logo eco das suas certezas, do seu posicionamento, traçam nas rugas cínicas do seu rosto, os esgares da insatisfação pelas respostas que lhes desagradam. Balouçam nas cadeiras, onde pousam os seus rabos raivosos, lançam mais gafanhotos por minuto que as torneiras da EPAL e raiam os olhos de vermelho como se tivessem acabado de sai dum aquário de gorazes!
Isto não é jornalismo sério, sejam os seus fautores de Esquerda ou de Direita. É, antes, uma escola de militantes a soldo que envergonham e desacreditam os que, ainda ouvimos muitos, levam a profissão a sério e sabem respeitar o seu código de Ética com o profissionalismo que se lhes requer.
Que, exercício político e prática democrática, podem exerce-los no seio dos partidos em que acreditam e, sobretudo, na mesa de voto, enquanto cidadãos de corpo inteiro. Que não lhes fica bem, arrogarem-se se sabichões, de seres de outra galáxia, os faróis da sabedoria, quando o seu dever se confina a uma Informação isenta e não a propaganda partidária que cabe a profissionais de outras artes! E que, eles próprios podem exercer noutros palcos.
Se condenamos estes últimos, saudemos os que sabem resistir aos ventos que lhe vão soprando, vão além das suas naturais convicções e levantam bem alto a bandeira da ISENÇÃO, sempre que comunicam no exercício da sua profissão!
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025
EFEMÉRIDE FERROVIÁRIA
Efeméride Ferroviária do dia 5 de Fevereiro de 1914.
Linha do Vale do Vouga. Vouzela / Bodiosa.Foi inaugurado pela Compagnie Française pour la Construction e Exploitation de Chemins de Fer à l`Étranger o último troço de via-férrea desta linha com 23,094 km de extensão em via única com a bitola de 1 metro. Destacam-se neste troço o túnel de Lamas (25 m) e as pontes do Pego (80,80 m), São Pedro do Sul (145,8 m) e os túneis do Couraceiro (44 m), São Miguel do Mato (50 m) e foram criadas as seguintes paragens: Vouzela, Termas de São Pedro do Sul, São Pedro do Sul, Fataunços, Real das Donas, Moçâmedes, São Miguel do Mato e Bodiosa. (via josé Ribeiro Silva)
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025
A PELE DO BOMBO
Já disse e volto a lembrar que não faço de Trump um Anjo, como não o considero um Diabo. Nem é isso que me move o bater das teclas.O que me intriga, ou nem tanto assim, é ouvir alguns "jornaleiros" e "comentadeiros" com voz omnipresente em alguns OCS da nossa Praça Mediática, tanto "insistirem" para que o homem das Américas deporte portugueses em massa, em especial, emigrantes açoreanos nos EUA.Tanto "badalam", tanto dizem prever que tal ocorra, que chego a pensar que será mesmo isso que almejam, como se tal fosse a pele do bombo onde fazem as suas batucadas mediáticas.Mas não se ficam por aqui. Se por enquanto, as tão faladas "tarifas de Trump", foram apenas aplicadas ao Canadá e ao México e não sei se já a China, também, os mesmos arautos quase "imploram" que ele as aplique a toda a Europa. Não sei se o fará ou não, espero pela segunda hipótese, mas que aqueles "charlatões" dos ecrans o almejam, já me custa a duvidar, tal a insistência com que o anunciam.Não há pachorra, para estes megafones da treta!
segunda-feira, 20 de janeiro de 2025
A LOCOMOTIVA DO VOTO
Já faz tempo, mas o desprezo pelo Interior é o mesmo. As promessas voltarão lá mais para o verão, que é ano de Eleições.
Palavra, que eu não queria. Bem evito, que até eu próprio dou por mim a "rabujar" em excesso. Mas, desde que um especialista me disse que faz bem descarregar a bilis (para que ele se não congestione e não transforme numa pedreira), não me esforço muito para conter o azedume que estes jogos florais dos políticos nos procuram vender.
Eu compreendo da apreensão dos utentes da denominada Linha de Cascais, confrontados com a redução de comboios a servirem toda aquela considerável mole humana. Até aceito e aplaudo o esforço dos autarcas em exigirem explicações dos mandantes da CP, e pela transparência dos estudos que os levaram a tal decisão.
O que eu não compreendo, nem aceito, porque não papo a erva doce da hipocrisia partidária, é que o PS se apresse a tomar como "caso nacional", a ser dirimido no Parlamento, a supressão de alguns comboios na Linha de Cascais. Recuo alguns anos e dou por mim a enumerar quantas Linhas de comboios do Interior deste território que não é só Lisboa nem a sua zona metropolitana, não foram encerradas, sem qualquer clamor socialista.(Ai a minha saudosa Linha do Vale do Vouga, ai, vizinha Linha do Dão.....
) Mais, quando os seus últimos governos iniciaram a triste saga dos encerramentos de Escolas, de valências dos Centros de Saúde, do abrandar da manutenção das vias de comunicação secundárias, as vértebras das povoações do badalado Portugal Profundo? Onde estavam, então, os deputados da Rosa que se sentavam no Parlamento e que, então, cantavam loas ao seu Zé amado líder e ao Governo deles emanado?
Pois, estavam, sem estar incomodados com o que se passava fora da órbita do seu Planeta dourado! Ou, apenas, embevecidos a admirarem as maquetas do TGV, das autoestradas com igual destino das existentes e outras por onde poucos popós apitam. Quando muito, provavelmente, ainda a comporem hinos ao Magalhães e a arregalarem os olhos nos mármores já desgastados das obras do Parque Escolar.
Mas, Lisboa e Cascais, e toda a zona da Metrópole que tudo controla e onde se acomodam o maior número de praias e mangas de alpaca por metro quadrado, é outro Mundo. Que o Interior, as cidades, as vilas, as aldeias, os povoados das serranias, são apêndices, que se recusarão a investigar, ou imaginar, para que servem!
É que o comboio deste País, não é o de Cascais, não é o da Linha do Norte ou do Sul, é uma miragem de locomotiva a duas velocidades....e os políticos do Sistema só viajam na do VOTO!
LUZES
Os políticos do Sistema, de vários quadrantes, andam há décadas a proclamar que já vêem uma luz ao fundo do túnel. Este ano, um deles destaca-se e é avassaladora a frequência com que quer dar a conhecer a sua veia "metafórica"! Eu também a vejo, como nesta foto de há um ano atrás, mas é num túnel das minhas origens por onde já se viram as fumarolas e ouviram os silvos dos velhinhos comboios a vapor. E que, agora, jaz, frio e imprestável como muita da classe política que tem governado este País. Mas, façamos justiça, ao contrário da do País, no túnel do meu torrão natal, a luz ao fundo é mesmo real.... vê-se! Não engana!
quinta-feira, 9 de janeiro de 2025
DOIS MUNDOS
Ocorreu a lamentável morte do Odair, todos sabem o que se seguiu e a forma como alguns abutres de esquerda e a maioria de jornalistas e comentadores reagiram.Ocorreu aquela rusga no Martim Moniz, onde, segundo os atrás mencionados, se deu a "tortura" das mãos na parede, sem feridos, sem mortos, com dois portugueses detidos, nem uns nem outros ainda se calaram, no seu provável afã de manietarem as Forças de Segurança.Em Moçambique chegam notícias de centenas de mortos à bala, pelas forças no poder, só porque se manifestam nas ruas, todos aqueles se calam, não se lhes ouve um ai, um sussurro, um lamento. Só se ouve a brisa dum Silêncio cobarde!Vivemos tempos de Hipocrisia, de Política suja e duma maioria de informação surrealista!
terça-feira, 31 de dezembro de 2024
sexta-feira, 27 de dezembro de 2024
sábado, 21 de dezembro de 2024
sexta-feira, 20 de dezembro de 2024
domingo, 15 de dezembro de 2024
quinta-feira, 12 de dezembro de 2024
A SARDINHA E A GAROUPA
Na aldeia lafonense onde despertei para a vida, com uma frequência de uma vez por semana, ouviam-se os estalidos dum foguete, de fraco efeito sonoro, que diziam ser "fogo pequeno". Os habitantes sabiam que acabava de estacionar no centro do povoado o carro da sardinha, que afiançavam ser de corrida e transportada desde Espinho. As "donas de casa", depois de depositarem uns centavos num dos bolsos do avental, em passada larga, confluíam para o local de estacionamento e aviavam-se, enquanto aproveitavam para actualizar as novidades da terra com as vizinhas que, muitas vezes, só encontravam á saída da missa dominical. Depois da venda, o "sardinheiro" arrancava para outra povoação próxima, de onde se voltava a ouvir o som daqueles foguetes de cana fina, o tal fogo pequeno! Ontem, ocorreu-me este costume de muitas décadas, que este escriba já por cá anda há muitos anos, quando, desde manhã cedo até à noite, passei o dia a ouvir morteiradas. para os lados de S. Bento. Do fogo grosso, daquele que parece competir com os trovões. Notei a diferença e, pelo eco mediático, a que não faltou o brilho psicadélico das luzes da ribalta televisiva, pensei ser o camião dum vendedor de garoupas. Não era! Eram sim, os vendedores de ilusões e de outras bugigangas, anunciadas como desculpas tão falsas como algumas promessas, que vendem ao desbarato com os tiques de arrogância de feirantes sem vergonha. Que a sardinha, tal como foguetes pequenos, são peixe barato e o polvo, como os foguetes, quanto mais cresce mais caro nos vai saindo!
quarta-feira, 11 de dezembro de 2024
MOLUSCO ALTERNADOR
Os actuais dois vendedores de sorrisos e ilusões, que o terceiro, ao estilo romeno, para eles não conta, agarrados a tábuas mentirosas de salvação, antes que a maré os leve a todos de vez, o que de há muito tarda, alguém lembre que, remexendo na linha do tempo, antes de assaltarem o poder que outros ganharam em eleições passadas, e quando urdiram aquela plataforma híbrida, que ficou no nosso imaginário com o título de "geringonça", já sabiam das Contas do rosário público, mas o que lhes interessava mesmo era chegar ao pote, onde já havia algum do mel, que é doce, o dos sacrifícios do enxame popular. As desculpas gastas e esfarrapadas de que a galinha pública anterior não tinha ovo, já não colam nem convencem ninguém, por mais que eles tentem meter os dedos, não no da galinha, mas no olho de quem papa deste milho mentiroso e transgénico! Que ninguém desconhece que Portugal, se levantou, com medidas duras e sofridas para o Povo, por ter ficado teso e a pagar os calotes, desde que um seu correlegionário, em 2011, nos deixou na bancarrota , pediu esmola às instituições internacionais, e chamou a Troika! Não é assim que pensa o candidato mais "geringonceiro" que já chegou ao trono socialista, o tal que fazia tremer as pernas dos que nos valeram, quando o seu partido deixou Portugal á míngua! Que ninguém se iluda. O problema até nem é tanto dos maquinistas, seja um ou outro, com aquela máquina viciada, gripada, Portugal jamais sairá desta miséria e vil tristeza! Ou sequer fritará o polvo! Que este molusco de alterne tem muitos tentáculos! A não ser que os portugueses despertem de vez da anestesia a que o Povo foi submetido durante 50 anos!
domingo, 8 de dezembro de 2024
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