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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A Banda ou o Maestro?


Anuncia-se uma remodelação da Banda, para breve!

Fala-se em substituição de alguns elementos, os mais culpados pela desafinação da Orquestra.

Fico a interrogar-me de que vale substituir os músicos se é a incompetência, a falta de credibilidade do Maestro, o ponto fraco desta fanfarra nacional.....

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

"Miguéis" e Porcalhos...



... teve sempre esta Pátria ao longo da sua História de séculos.
Sendo, ou não, o caso, é interessante ler um texto do Ten. Cor. Piloto Aviador, na situação de reforma. a propósito da queixa que o Poeta Alegre, lhe moveu por difamação e que corre os trâmites na Justiça:

21/1/2011

A QUEIXA CRIME DE MANUEL ALEGRE CONTRA MIM
Exºs Camaradas, Amigos e Conhecidos. No dia 18/1 fui ao DIAP responder a uma queixa do cidadão M. Alegre, em que me acusava de difamação, por causa do artigo que escrevi intitulado "Manuel Alegre Combatente por Quem?" (clicar para ler).
Podem ver aqui também a queixa de MA
Porque o processo não está em segredo de Justiça (artº86 do CPP), e por entender ser dever de cidadania, transcrevo abaixo a minha defesa afim de que possam ajuizar.

Processo nº 2544/10, 7TDLSB DIAP, Secção 02/04, 23/6/2010

Daqui:

Queixa-crime de Manuel Alegre de Melo Duarte

16/11/2011

1. Relativamente aos factos imputados ao subscritor, pelo Sr. Manuel Alegre de Melo Duarte, há a declarar o seguinte:
a. O denunciado João José Brandão Ferreira, reitera tudo o que escreveu no seu artigo “Manuel Alegre Combatente por Quem?” Publicado no Jornal “O Diabo” de…/05/2010.

b. Não houve qualquer intenção de difamar o queixoso, na medida em que nada do que está escrito é mentira, mas houve a intenção de repor a verdade dos factos, na medida em que sobre a temática das operações militares que ocorreram no ex-Estado da Índia Portuguesa entre 1954 e 1961; em Angola, Guiné e Moçambique, entre 1961 e 1975, e seu enquadramento político-estratégico, existe uma quantidade assinalável de interpretações e “verdades” que não têm nada a ver com os factos históricos e a actuação de muitos dos seus intervenientes.

c. É verdade que o subscritor vive inconformado com o desfecho da luta então travada, que reputa de catastrófica para todas as partes envolvidas.

d. E também assume como verdade inabalável, que defende em qualquer parte do mundo, que a justiça da “guerra” estava do lado das forças portuguesas.

e. Em penhor do que atrás se disse, o denunciado apresenta como prova e justificação, o livro “Em Nome da Pátria” da editora Livros d’Hoje (D. Quixote) de que é autor e que deu à estampa em Outubro de 2009.

f. A extensa e sólida argumentação existente na referida obra, contrasta com a pobreza da argumentação, aduzida pelo queixoso, ao tentar justificar os actos que cometeu enquanto locutor da “Rádio Voz da Liberdade” e que configuram, sem qualquer dúvida, um crime de traição á Pátria, mesmo em povos pouco “civilizados”, ou que não conheçam a Declaração Universal dos Direitos do Homem (DUDH). Mas já lá iremos.

g. Apenas umas correcções ao que vem transcrito na queixa.

(1) O denunciado publicou o artigo no Jornal “O Diabo”, de que é colaborador – como o é, ou foi, de variadíssimos jornais e revistas, tanto militares como civis, onde já publicou cerca de 700 artigos, e não no blog “Acção Monárquica” onde, de resto, não tem qualquer responsabilidade;

(2) A decisão da publicação do artigo resulta da intenção de dar uma contra resposta cabal, à resposta do queixoso, face à pergunta por nós efectuada na sessão da Gulbenkian, referida. Nada tem a ver com outras iniciativas levadas a cabo pelo jornal “O Diabo”, ou quaisquer outras.

2. Vejamos agora o que toca à “substância” da queixa, ou falta dela:

a. O crime de traição à Pátria era considerado ao tempo dos eventos em apreço – e temos que os situar nessa época. O Código Penal em vigor era o aprovado pelo Decreto de 16.9.1886 e que esteve em vigor até 1 de Janeiro de 1983. Dele retiramos:
Título II
Dos Crimes contra a Segurança do Estado

Capítulo I
Dos crimes contra a segurança exterior do Estado

Artigo 141º
(Crime contra a segurança exterior do Estado. Traição à Pátria)
Será condenado na pena do nº 1º do artigo 55º todo o português que:

1º Intentar, por qualquer meio violento ou fraudulento ou com auxílio estrangeiro, separar da mãe – Pátria ou entregar a país estrangeiro todo ou parte do território português, ou por qualquer desses meios ofender ou puser em perigo a independência do País;

2º - Tomar armas, debaixo das bandeiras de uma nação estrangeira, contra a sua Pátria.

Artigo 144º
(Destruição ou danificação de obras militares ou material de guerra)

Todo aquele que, sabendo que compromete a segurança nacional, destruir ou danificar quaisquer obras militares, navios, aviões, qualquer material utilizável pelas forças armadas ou ainda meios de comunicação, estaleiros, instalações portuárias, fábricas ou depósitos, será condenado nas penas dos nºs 1º a 3º do artigo 55º.

Artigo 149º
(Divulgação de afirmações falsas ou grosseiramente deformadas perigosas)

Todo aquele que em território nacional ou todo o português que no estrangeiro fizer ou reproduzir publicamente ou por qualquer forma divulgar ou tentar divulgar afirmações que sabem serem falsas ou grosseiramente deformadas e que façam perigar o bom nome de Portugal ou o crédito ou o prestígio do Estado no estrangeiro, será condenado na pena do nº 5 do artigo 55º.


Não é muito diferente, aliás do que consta no actual Código Penal, nem isso faria sentido, dado que o conceito de “traição” se perde na bruma dos tempos, mas que qualquer ser pensante, mesmo desprovido de instrução ou habitando em comunidade falha de leis escritas, entende e sabe definir. É intuitivo!

A actual redacção é a seguinte:
Artº 308º
Traição à Pátria

Aquele que, por meio de usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira todo o território português ou parte dele; ou

b) Ofender ou puser em perigo a independência do País; é punido com pena de prisão de 10 a 20 anos.

Por outro lado convém fixar o significado dos termos “traição”, “traidor” e trair”:

Traição – acto ou efeito de trair, perfídia, deslealdade, aleive, infidelidade; emboscada.

Traidor – que, ou o que atraiçoa, pérfido, traiçoeiro, desleal.

Trair – atraiçoar, enganar, ser infiel, não cumprir, delatar, falsear, descobrir (o que se desejava ocultar).

(Dicionário da Língua Portuguesa, Livraria Figueirinhas, Porto, 3ª edição)

b. Ora o que o cidadão MA fez e disse como membro da FPLN aos microfones da “Rádio Voz da Liberdade”, cabe no conceito de traição à comunidade que lhe deu o berço, pois

(1) Deu apoio aos movimentos/partidos políticos que combatiam a presença portuguesa de armas na mão;

(2) Acolhia e dava voz a membros destacados desses movimentos/partidos;

(3) Incitava à deserção das tropas portuguesas e ao não cumprimento do dever militar;

(4) Regozijava-se com eventuais/pretensos sucessos do inimigo;

(5) Difundia notícias mentirosas;

(6) Tentava abalar o moral dos combatentes portugueses;

(7) Apoiava actos de sabotagem contra o esforço de guerra português.

c. Tudo isto configura acção de “guerra psicológica” contra as populações e militares portugueses, tanto na Metrópole como no Ultramar, o que representa uma arma terrível no âmbito de uma guerra subversiva/guerrilha, em que o País estava empenhado.

d. O que se disse na alínea anterior pode ser comprovado nos “Cadernos Militares” nº 10 Guerra Psicológica contra Portugal, da autoria do Estado-Maior do Exército, e que se junta em anexo.

e. Reforça-se a ideia de que era o País que estava empenhado e não apenas o governo, já que nenhum governo em qualquer regime político seria capaz de manter uma tal estratégia vitoriosa, durante tanto tempo (13 anos) e com tantos custos, se não tivesse a grande maioria da população a acompanhá-lo. Os batalhões seguiram em boa ordem de marcha e “estranhamente” completos, até ao dia 25/4/1974.

f. O conhecimento da História, nomeadamente, da História Militar, revela-nos que por acções idênticas às descritas em 2.b., cidadãos de muitos países, nomeadamente daqueles primeiros subscritores da DUDH e da Carta das Nações Unidas, foram condenados à morte (normalmente por enforcamento dado que a traição sempre foi considerada um crime infamante), ou a pesadas penas de prisão. No Portugal contemporâneo e recente, parece que são condecorados com a Ordem da Liberdade…

g. Por tudo isto é lícito tanto objectiva como subjectivamente, apontar-se o cidadão MA, em ter incorrido nessa falta gravíssima. A que acresce ter sido cometida directamente visando ex-camaradas seus, dado ter sido até há pouco, alferes do Exército Português, tendo passado à disponibilidade depois de estar preso com a acusação de actividades subversivas.

h. O descrito em 2.b., pode ser comprovado pelas testemunhas apresentadas em anexo.

3. Vejamos agora a alegação feita (89) relativa ao artº 275 da CRP.

a. Começa-se por afirmar que os factos em apreço ocorreram noutra época que não a da vigência da actual Constituição e é àquela luz que devem ser analisados. E, na altura, estava em vigor a Constituição de 1933, que tanto o subscritor como o queixoso juraram (senão não seriam militares nem oficiais) e que preconizava que “Portugal era um Estado uno e indivisível…”

b. Mesmo querendo ser “amável” para com o queixoso não se entende a invocação do artigo 275 e a sua relação com a posição do denunciado. Em primeiro lugar porque a implantação ou não da Democracia nada tem a ver com a defesa do território nacional e com os comportamentos tidos nesse âmbito. A Democracia reveste-se de diversos entendimentos e é apenas um sistema político, que está muito abaixo da Pátria, da Verdade, do Bem, da Liberdade, etc.
Além disso Manuel Alegre assume-se como militante do PCP até 1970 e marxista depois dessa data. Ora tal militância prefigura a aderência a um regime totalitário que não tem nada a ver com Democracia. Além disso é público e notório que o PCP, enquanto existiu a URSS, foi sempre uma fiel “correia de transmissão” do Partido Comunista da União soviética (PCUS), não podendo por isso ser considerado um partido nacional português. Quanto à luta pela “autodeterminação dos povos colonizados” responderemos mais adiante. E mais se acrescenta para sossego das consciências, que o subscritor é oficial na situação de reforma, e que a sua condição militar se encontra regulada pelo artigo 26 da LDNFAs.
Ou seja, não estando na efectividade de serviço, não tem de se coibir como cidadão, com os seus deveres e direitos em dia, de intervir, plenamente na vida da comunidade e de expressar as opiniões que entender.

4. Relativamente ao ponto 90, em que invoca os artigos 1º e 2º da DUDH e o artigo 1º, nº 2 da Carta das Nações Unidas:

a. A DUDH foi adoptada pela ONU, em 10 de Dezembro de 1948, após resolução da respectiva AG e que foi esboçada pelo cidadãos canadiano John Peters Humphry.

b. Embora não seja um documento que representa obrigatoriedade legal, serviu como base para os dois tratados sobre direitos humanos da ONU, de força legal, o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (assinados em Nova York, em 19DEZ1966) mas só entrou em vigor em 23MAR1976) e o Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais (assinado em Nova York em 19DEZ1966, mas só entrou em vigor em 03JAN1976). Continua a ser amplamente citado por académicos, advogados e parlamentos. Especialistas em direito internacional discutem com frequência quais dos seus artigos representam o direito internacional usual.

A Assembleia Geral proclamou a presente Declaração Universal dos Direitos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e toda as nações, com o objectivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, para promover o respeito a esses direitos e liberdade e, pela adopção de medidas progressivas de carácter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universal e efectiva, tanto entre os povos dos próprios Estados-Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.

A DUDH teve aplicação prática nos dois Pactos atrás referidos, mas só para os Estados que os ratificaram. Em Portugal:

Assinatura: 7 de Outubro de 1976;
Aprovação para ratificação: Lei nº 29/7, de 12 de Junho, publicada no Diário da República, I Série A, nº 133/78 (rectificada mediante aviso de rectificação publicado no Diário da República nº 153/78, de 6 de Julho);

Depósito do instrumento de ratificação junto do Secretário-Geral das Nações Unidas: 15 de Junho de 1978;

Aviso do depósito do instrumento de ratificação: Aviso do Ministério dos negócios Estrangeiros publicado no Diário da República, I Série, nº 187/78, de 16 de Agosto;

Entrada em vigor na ordem jurídica portuguesa: 15 de Setembro de 1978.

Ou seja, os Pactos vinculam Portugal e os cidadãos portugueses só a partir de Set1978.

Até ao momento, apenas ratificaram o Pactos dos Direitos Civis e Políticos 167 Estados, o que mostra que está longe de ser consensual.

Estados que não ratificaram são, entre outros, a China, Cuba, etc. E muitos dos Estados só ratificaram já no século XXI.

c. Sem embargo, analisando o artigo 1º da DUDH, este apela para que os seres humanos “devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”, pois foi justamente este espírito que o queixoso não teve para com os seus compatriotas a quem, em primeiro lugar a devia e que estes mereciam.

d. E quanto ao artigo 2º, a liberdade de que se arroga termina onde começa a liberdade dos outros ou, no mínimo, está em igualdade de circunstâncias. E não parece curial que esses invocados direitos possam ser dirigidos contra membros da comunidade a que se pertence, quando essa comunidade, para além de não estar a cometer nenhuma acção condenada pela Lei e pela Moral, estava a exercer o seu direito à legítima defesa.

e. Por outro lado a DUDH, nos seus artigos 19 e 20, vem ao encontro das posições do denunciado, rezam assim:

Article 19
1. Everyone shall have the right to hold opinions without interference.
2. Everyone shall have the right to freedom of expression this right includes freedom to seek, receive and impart information and ideas of all kinds, regardless of frontiers, either orally, in writing or in print, in the form of art, or though any other media of his choice.
3. The exercise of the rights provided for in paragraph 2 of this article carries with it special duties and responsibilities. It may therefore be subject to certain restrictions, but these shall only be such as are provided by law and are necessary:
(a) For respect of the rights or reputations of others;
(b) For the protection of national security or of public order, or of public health or morals.

Article 20
1. Any propaganda for war shall be prohibited by law.
2. Any advocacy of national, racial or religious hatred that constitutes incitement to discrimination, hostility or violence shall be prohibited by law.

f. Quanto ao artigo 1, nº 2 da Carta das Nações Unidas, “Desenvolver relações amistosas entre as nações, baseada no respeito ao princípio de igualdade de direitos e de autodeterminação dos povos, e tomar outras medidas apropriadas ao fortalecimento da paz universal”, acredita-se que o queixoso o refere para se escudar fazendo crer que a sua actuação tinha a cobertura do Direito e da Comunidade Internacional.

g. Existem aqui alguns equívocos e um modo simplista de argumentação. De facto:
(1) Portugal foi admitido na ONU, em 1946, proposto por três membros do Conselho de Segurança, os EUA, a Inglaterra e a França, mas a sua entrada foi sempre vetada pela URSS;
(2) Portugal entrou em 1955, junto num “pacote”negociado entre as duas “superpotências”;

(3) Quando Portugal entrou foi admitido como estado uno, pluricontinental e pluriracial, com todos os seus territórios. Ninguém contestou.

(4) O que estava em causa, relativamente ao Direito Colonial era, sobretudo, o Artº 73º da Carta das Nações Unidas, que estava muito mal redigido, era omisso em vários temas e era passível de diferentes interpretações, nomeadamente:

- O que se devia entender por territórios não autónomos?
- O que se devia entender por habitantes dos territórios não autónomos?
- O que devia entender-se por progresso político e vida autónoma?
- Como devia entender-se progresso político e vida autónoma?

E muitas outras de que se realça, a de qual o alcance da alínea e) envio de informações ao secretário-geral?

(5) Foi justamente nesta última que começaram os problemas na ONU, ou seja quando foi perguntado a Portugal se tinha “territórios não autónomos”. A resposta portuguesa foi a de que não possuía territórios nessas condições. E não podia ser outra a sua posição face ao preceituado constitucionalmente.

(6) E, relativamente aos “povos”, foi afirmado que todos os povos incluídos na Pátria portuguesa já estavam auto determinados com a própria autodeterminação da Nação.

Os EUA e a URSS assumiram, por exemplo, idêntica posição.

(7) A partir daqui passou a haver contestação da posição portuguesa por parte dos países comunistas e afro – asiáticos, que iam aumentando à medida que novos países ascendiam à independência.

(8) Assistiu-se em seguida à urdidura de uma teia de conluios políticos e diplomáticos contra Portugal, que vivia em paz com todos e não representava qualquer ameaça para ninguém. Estes conluios resultaram em sucessivas resoluções adoptadas, que evoluíam no sentido de contrariarem sucessivamente os argumentos portugueses.

(9) O comportamento de grande parte da Comunidade Internacional contra Portugal, naquele tempo, devia ser considerado como uma das páginas mais negras e vergonhosas das relações internacionais.

(10) Na altura o Tribunal Internacional da Haia deu razão ao nosso país no caso de Dadrá e Nagar-Aveli e o governo indiano recusou-se a acatar a sentença. No entanto quando a mesma União Indiana invadiu Goa, em 17 de Dezembro de 1961, e essa invasão foi condenada pelo Conselho de Segurança da ONU, ficou tudo na mesma por via do veto da URSS!

Nunca o subscritor ouviu ou leu qualquer incómodo do Sr. Manuel Alegre com estes eventos.

(11) Por tudo isto como podia Portugal confiar na ONU ou levar a sério as suas resoluções?

(12) Lembra-se ainda ao queixoso, que verdadeiramente nunca ninguém intentou expulsar Portugal da Organização, nem nunca se aprovou quaisquer sanções que de facto nos prejudicassem.

Para além do mais, a ONU – e até hoje! - nunca conseguiu resolver, no seu seio, qualquer conflito internacional grave; que esteve sempre refém dos membros do Conselho de Segurança com direito a veto e que as decisões importantes eram obtidas após negociações bilaterais entre os EUA e a URSS, fora do quadro do “Palácio de Vidro”. Ainda hoje é assim, como é exemplo as reuniões do “G20” e outras.

(13) E desconhecerá MA que ainda hoje existem no mundo países europeus que dispõem de territórios um pouco por todo o mundo, que configuram (à luz dos conceitos da ONU) situações de colonialismo?

MA foi deputado da AR por mais de 30 anos. Não se lhe conhece uma palavra sobre estes casos.

(14) Finalmente, o caso paradigmático para Portugal dos “bons ofícios” onusinos tem a ver com a situação de Timor-leste. De facto a Indonésia, durante 20 anos, pôde placidamente invadir, ocupar e fazer o que muito bem entendeu sem grande incómodo da comunidade e do direito internacionais. Certo dia, deu-se o acaso de se ter filmado as ocorrências em Santa Cruz e só aí o governo português acordou da sua “letargia” e decidiu empenhar-se no caso.

Actuou-se na cena internacional e os indonésios foram obrigados a partir, do mesmo modo que foram deixados estar. Afinal para que serve o Direito Internacional? Na nossa opinião serve, fundamentalmente, para dar uma aura de legalidade aos interesses dos mais fortes, em cada época.

5. Já relativamente ao ponto 91 da queixa o mesmo necessita de maior desenvolvimento na resposta, dado evidenciar erros clamorosos de interpretação política, jurídica e histórica.
Vale a pena transcrevê-lo:
“E bem assim, omitiu que a guerra colonial visava a subjugação de povos que justamente lutavam pela sua auto – determinação, da mesma forma que o povo português o fez ao longo de vários séculos marcados por sucessivas guerras contra Castela”.

a. Convém começar pelo princípio, isto é, colocando a pergunta: os territórios onde se desenrolaram os conflitos eram portugueses, ou não? Ou seja, eram nossos?

Eram, indubitavelmente, nossos. Eles constaram em todas as constituições portuguesas desde 1822 e não apenas na de 1933. Eram nossos por direito de descobrimento e conquista e por permanência de séculos; eram nossos pelo Direito Internacional que foi evoluindo desde que a Fonte do Direito Internacional era o Papa (ao tempo dos Descobrimentos). Eram nossos pelos tratados efectuados ao longo dos séculos e eram nossos pela maneira muito positiva, tanto em termos absolutos como relativos – como efectuámos a nossa colonização. Finalmente, eram portugueses pelo esforço em vidas e cabedais dispendidos, pela adesão das populações, e pelo ideário civilizacional posto em prática, de integração progressiva na comunidade nacional.

b. Portugal não lutou apenas contra Castela, lutou também, na Península e na Europa, tanto no mar como em terra, contra Leoneses, Espanhóis e Mouros. Mais tarde contra corsários de várias nacionalidades e depois da coroa dual Filipina, contra Franceses, Ingleses, Holandeses, turcos e outros muçulmanos (que se encontravam em guerra com a Cristandade) e com numerosas forças gentílicas por esse mundo fora.

c. Manuel Alegre, porém, só aparece preocupado com a “autodeterminação” dos povos a partir dos anos 60 do século XX, enfim concedemos-lhe que a sua preocupação recue até ao pós II Guerra Mundial, quando o conceito começou a tomar forma actual.

Aqui incorre o queixoso em novos equívocos. Em primeiro lugar não entendeu, ou não quis entender, que o conceito de autodeterminação dos povos decorre da “Guerra-fria” entre o Pacto de Varsóvia e a NATO; foi uma forma de estratégia indirecta, dado que existia um impasse político – estratégico, derivado do aparecimento da arma atómica, que assegurava a destruição mútua dos contendores.
Deste modo ganhar a influência nos novos estados emergentes, e a ocorrência de conflitos e guerras em zonas geográficas fora da área Euro-Atlântica, em confronto, podia fazer pender o prato da balança para um dos lados. Simultaneamente interessava a ambas as superpotências – os EUA e a URSS – por motivos diferentes mas, para o caso, confluentes, subtrair o domínio soberano colonial às potências europeias, o que pretendiam fazer reverter em proveito próprio. Não estava assim em jogo o direito à autodeterminação dos povos mas a substituição de soberanias…

d. Outro equívoco recorrente é o facto de MA confundir, conscientemente ou não, o conceito de “colonização” com o de “colonialismo”. Ora a colonização compaginando uma transferência de cultura e conhecimento que um povo mais avançado em termos tecnológicos ou civilizacionais, permuta com outros mais primitivos, é tida como uma coisa boa. Nós também colonizámos o Algarve e não consta que MA, alguma vez tenha requerido a autodeterminação do mesmo.

O conceito de colonialismo tem, por seu lado, uma carga negativa, dado que subentende a exploração do homem pelo homem, ou de um povo por outro (o que aconteceu recorrentemente em África entre tribos de pigmentação negra). Ora qualquer pessoa medianamente culta sabe que a especificidade da expansão portuguesa, tendeu sempre muito mais para a colonização e não para o colonialismo por razões que seria ocioso explicitar. Além disso tem que se analisar os eventos à luz dos conceitos ético-morais de cada época e não dos actuais.
Por isso a acusação de que a “guerra colonial” visava a subjugação dos povos não colhe. E de facto não houve nenhuma guerra colonial, mas sim operações militares em larga escala, de contra guerrilha e contra subversão em defesa do território nacional e das respectivas populações e em reforço das autoridades locais. Que MA e seus apaniguados utilizem expressões que pretensamente, possam justificar os seus maus actos, ou erros de raciocínio, é matéria a que somos alheios.

e. Por fim, quererá o queixoso explicitar como entende que um povo tem direito à autodeterminação? Será quando uns quantos tal reivindicam? Quantos, 100? 1000? Quando põem bombas? Porque se tem direito à autodeterminação? Quando se tem uma cor diferente? Quando se está separado por mar? Por montanhas? Quando se chega lá de navio, sim, mas quando se vai a cavalo, não? Quando? E os territórios que estavam desertos? A soberania plebiscita-se? E quanto aos habitantes que não concordam com a autodeterminação, não têm direito a opor-se? E para ele a autodeterminação, só quer dizer independência, ou pode considerar outras formas? E se sim, porque é que aquando da “fuga de pé descalço” como o insuspeito António José Saraiva, chamou à Descolonização, tão defendida pelo queixoso, ninguém consultou as populações para saber o que elas queriam? Desconhece MA, que sempre houve incomparavelmente mais autóctones nas FAs portuguesas do que guerrilheiros no terreno e, no fim da guerra, já eram mais numerosos do que as tropas brancas? Que houve um regresso ininterrupto de elementos da população que se tinham expatriado, forçada ou voluntariamente? Que nunca houve um único rapto ou atentado em todo o conflito contra um militar português ou sua família? Que houve centenas de guerrilheiros que se passaram par ao lado português e combateram os movimentos donde provinham? Que a messe militar de Luanda, por exemplo, nem sentinela tinha? Que nunca houve guerrilha urbana? Pensa o queixoso e, já agora a doutra PGR, que tudo isto seria possível se a maioria ou sequer uma parte substancial das populações odiasse assim tanto ser portuguesa? Decerto que não seria possível.

f. E a prova mais recente – há dezenas de outras – do bom nome que Portugal deixou por esse mundo fora, foi-nos dada pela impressionante e espontânea despedida, que centenas de goeses dispensaram ao Navio Escola Sagres, no passado dia 19 de Novembro de 2010 (ver artigo “heróis do mar”, publicado no jornal Público, em 4/12/10, da autoria de Joaquim Magalhães de Castro).

7. Para finalizar, apenas alguns comentários sobre o ponto 95 da arenga do queixoso.

a. O cidadão MA invoca a sua qualidade de Conselheiro de Estado e de Candidato à Presidência da República para reforçar a gravidade da prosa aludida no artigo escrito pelo denunciado. Juramos que não temos responsabilidade alguma nas apregoadas função e qualidade, ambas, aliás, transitórias e fugazes. Nem vê a relevância que tal possa ter para a actual contenda judicial. Será que o queixoso se julga acima de qualquer crítica, ou que a nossa pessoa, tem algum “capitio diminuto” por ser militar? Antes pelo contrário, tais função e qualidade deviam eram obrigar o queixoso a uma actuação irrepreensível.

b. Sobre a DUDH e a Carta das Nações Unidas já falámos, por isso resta apenas a evocação do artigo 7º da CRP, cujos preceitos, alegadamente, violámos.

c. Volta a referir-se que a invocação do artigo 7º da CRP (7ª revisão, de 2005, que foi a última), é estultícia, já que a Constituição só foi aprovada em 1976 e o próprio artigo 7º foi evoluindo.

d. Mas sempre se acrescenta que, naquilo que preceitua o seu nº 1, 2 e 3, únicos que têm alguma ligação com a temática em apreço, a conclusão a tirar é que Portugal e o seu modo superior de estar no mundo, é que se podem considerar vítimas do preceituado. Fomos nós que fomos atacados, nos nossos direitos, como homens e como povo; fomos atacados económica, diplomaticamente, psicológica e militarmente por potências e ideologias hostis à Nação dos portugueses; que o imperialismo foi usado contra nós e que o colonialismo foi tentado e efectuado, de um modo gravoso, não com a unidade política portuguesa, mas sim, com a realidade que lhe sucedeu e que, finalmente, o nosso reconhecimento do direito dos povos à autodeterminação e independência, tem que ter reciprocidade. E, para o caso vertente, não teve.

Conclusão
a. No âmbito tratado, queixoso e denunciado não podem estar certos ou errados, em simultâneo.

b. O cidadão MA, ufana-se de ter sido combatente e não ter desertado. Devia tê-lo feito, se isso constituía um imperativo de consciência. Ao ser incorporado no Exército, ter jurado Bandeira e sendo oficial, ficou com deveres acrescidos que, pelos vistos, não cumpriu e renegou, ao dedicar-se a actividades subversivas pelas quais foi preso. Não contente com isto abandonou o país, supostamente para não ser preso, o que está no seu direito. E não viria mal ao mundo por isso. O que já não está no seu direito é confundir luta política contra o regime vigente – em que cada parte assumiria as suas responsabilidades – com acções que se conotam facilmente com crimes de traição à sua terra e aos seus concidadãos, agravada pela condição de “guerra alargada” em que se encontrava o seu país. MA não olhou a meios para atingir fins em que poderia acreditar. Mas os fins não justificam todos os meios.

c. O subscritor entrou para a Academia Militar (AM), em 1971, decorrendo as operações militares já há 10 anos. Fê-lo consciente das implicações que decorriam de tal acto. Na AM ele e mais outras centenas de jovens preparavam-se para ir defender o país, atacado nalgumas das suas parcelas, de um modo global, por naturais e estrangeiros vindos de países estrangeiros e apoiados por potências estrangeiras. Como aceitar e, ou, entender um seu compatriota que, exilado, num país estranho e hostil a Portugal, tinha uma actuação que ajudava, objectivamente, os partidos cujos militantes nos atacavam as tropas e as populações? Como adjectivá-lo? Eis a questão que deixo à consciência e à análise jurídica da douta PGR.

d. Assim a queixa e acusações feitas ao denunciado, são acusações feitas a cerca de um milhão de jovens portugueses que cumpriram o seu dever militar e de patriotas e, especialmente, a todos os oficiais e sargentos do quadro permanente que constituíram a espinha dorsal do Exército, da Marinha e da Força Aérea.

e. Por isso se torna um imperativo de justiça, do correcto exercício do Direito, dever de cidadania, amor Pátrio e da decência nas regras de convivência de uma Nação antiga de nove séculos, que a queixa ora apresentada, seja considerada improcedente. As acções ficam com quem as pratica e o ónus da desonra deve recair sobre quem se desonrou. Não nos outros.
daqui:
http://novoadamastor.blogspot.com/2011/01/exs-camaradas-amigos-e-conhecidos.html

A publicação que deu origem à queixa por difamação por parte do Poeta Alegre. O homem que, como todos nós assitimos neste últimos dias, nunca difamou ninguém....:)))



03/05/2010

Decorreu nos pretéritos dias 3 e 4 de Maio, na Gulbenkian, um colóquio sobre a envolvente externa que condicionou o eclodir das operações de guerrilha no Ultramar português e o ataque a Goa, Damão e Diu e que acompanhou o desenrolar do conflito nos anos 50, 60 e 70 do século XX.

No primeiro dia constava na lista de oradores o cidadão Manuel Alegre (MA), a que o panfleto que enunciava o programa tinha filantropicamente antecedido de um “Dr”, título a que, em abono da verdade, o nosso poeta nunca reivindicou. A sua “oração” não tinha título, era anunciada apenas como “um depoimento”. Achei curioso e fui assistir.

O orador que acompanhava MA na erudição da sessão, era o embaixador Nunes Barata que me merece um comentário. O Sr. embaixador juntou um conjunto de factos irrefutáveis, fez uma análise bem estruturada mas tirou, creio, um conjunto de ilações erradas. É humano olhar para factos e intenções, cruzá-los e chegar-se a conclusões diferentes.
Por isso o contraditório e o estudo imparcial das questões é tão importante. Quando a premência das decisões e a incerteza do amanhã, se abatem sobre as personalidades com as responsabilidades do momento, a análise é uma; quanto esta análise pode ser feita décadas depois, com tudo serenado e os arquivos disponíveis, a tarefa torna-se mais fácil.

Ora o que o sr. embaixador defendeu, parece-me, foi que a conjuntura internacional era de tal modo adversa a Portugal e os “ventos da História” tão irreversíveis que só restava ao governo português ceder, adaptar-se e ir na onda. Isto é, fazer uma política que fosse ao encontro dos interesses alheios e não dos nossos. É natural que se este sentimento prevalecer, a maioria dos diplomatas vai para o desemprego...

Mas o mais perturbador é que todo o discurso do sr. embaixador apontava, algo descaradamente, para a “compreensão” da acção dos nossos inimigos e “amigos”/aliados, como se eles dispusessem do monopólio da verdade e do acerto e ao governo português de então – que se limitou a defender a sua terra e as suas gentes - tenha destinado o amplexo do erro!
E gostaria que o sr. embaixador explicasse qual foi a época da nossa História em que tivemos uma conjuntura internacional favorável e que não nos custasse um extenso lençol de trabalhos, crises e perdas. E porque apelidou a posição dos governos portugueses de então, de irrealismo e de meter o país num beco sem saída.
Creio que não será difícil ao sr. embaixador perceber que se nos quiséssemos sentar à mesa com Nerhu ou com os dirigentes dos movimentos que nos atacavam, tendo as grandes potências por detrás, e transferíssemos calmamente a soberania para eles, isso nos evitaria, a nós, um ror de chatices e a eles o incómodo de montar operações políticas, diplomáticas e militares, sempre desagradáveis.
Mas a que título e à pala de que princípios é que o faríamos? Se os seus “colegas” que actuaram no tempo da Restauração, pensassem assim talvez não estivéssemos na Fundação do Arménio que gostou da nossa hospitalidade, mas sim no Parque do Retiro, em Madrid, a beber umas “cañas”. E fico por aqui.

Agora vamos ao grande defensor da “Ética Republicana”.

MA aproveitou a ocasião para fazer uma breve explicação/branqueamento do seu percurso como militar e defensor dos movimentos nacionalistas (ao serviço da Guerra Fria). E não se coibiu, no fim, de elogiar o comportamento das FAs portuguesas durante o conflito e afirmar que não foram batidas no terreno. Mais, que os territórios se desenvolveram apesar da guerra. Registamos a evolução, que é de monta!

Explicou que não desertou, pois foi preso pela Polícia Militar (por actividades subversivas e de conluio com o inimigo) e passado à disponibilidade, altura em que lhe foi instaurado um processo pela PIDE, ainda em Luanda. Teve oportunidade de fugir e chegar a Argel. Daí para a frente o seu percurso é conhecido.

No período de debate coloquei-lhe a seguinte questão: “como sabe as FAs têm várias forças suas a actuar em diferentes teatros de operações no estrangeiro. A última unidade a partir, foi uma companhia de comandos, para Cabul . Vamos supor que eu, cidadão português, me metia num avião e ia para o Cairo, para Tripoli, ou Casablanca que é aqui mais perto, ou talvez Argel. Reunia-me lá com mais uns amigos que não concordassem com esta política, fundava uma rádio e passava a emitir textos de apoio aos talibãs, incitando os militares portugueses à deserção, passando informações ao IN, etc.
A pergunta é esta: como é que o senhor reagiria a isto, o que é que me chamaria? E acrescentei (pois já adivinhava a resposta): “ e não me venha dizer que antigamente era uma ditadura e agora estamos em democracia; porque, mesmo que fosse assim, tal facto é marginal à questão”.

Calejado por uma tarimba dialéctica de muitas décadas, o vate não se perturbou e respondeu, incidindo a justificação justamente na dualidade ditadura vs democracia; liberdade vs censura. Acrescentou que defendia a ida das tropas portuguesas para o Afeganistão, pois tudo fora discutido democraticamente e a pedido da NATO, de que fazíamos parte e que se teria invocado o artigo 5º (o ataque a um é um ataque a todos). E, ufano, declarou algures que se fosse hoje faria tudo na mesma.
Deixando a questão da NATO e a razão do envolvimento português que está longe de ser pelas razões que invocou, e registando a coerência no erro, vamos concentrar-nos na inacreditável argumentação que só pode ter origem numa grande confusão de conceitos, e má consciência. Ou ausência dela.

Devemos ver,em primeiro lugar,que o crime de traição é considerado em relação à Pátria, não em relação a governos ou regimes. Não há traidores “democráticos” ou traidores a ditaduras, ou outra coisa qualquer. A traição é sempre relativa a uma causa, um juramento, uma crença.
O cidadão MA quando foi para Argel não se limitou a combater o regime, consubstanciado nos órgãos do Estado, mas a ajudar objectivamente as forças políticas que nos emboscavam as tropas. A não ser que considerassem essas tropas como fiéis apaniguados do regime, coisa que até hoje sempre desmentiu.

Quando a Legião Portuguesa comandada pelo Marquês de Alorna (um maçónico afrancesado) foi enviada para França combater no Exército de Napoleão, nunca veio incorporada nas invasões francesas justamente para não ter de atacar o seu próprio país. Até os imperialistas napoleónicos perceberam isto!

E conhecerá MA algum governo de um país em guerra,que permita ou não se oponha a quem queira contestar a legitimidade do conflito em que estejam envolvidos –ou apoie o lado contrário?(lembra-se que na IIGM,os americanos até construiram campos de internamento para os suspeitos?).

Para encurtar razões, que legitimidade tem o senhor para invocar a democracia e a liberdade, para justificar a sua acção em Argel, quando na altura era membro do PCP – uma das mais fiéis correias de transmissão do Kremlin – e que, como se sabe, foi sempre um modelo de transparência, liberdade e democracia?.

Traição não tem, assim, que ver com ataques a pessoas, instituições ou sistemas políticos, a não ser que os fins justifiquem os meios. Traição tem mais a ver com carácter, ombridade e ser-se inteiro. O “citoyen” MA continua a querer justificar os maus conceitos que lhe povoam a cabeça, deve ser por isso que adjectiva constantemente a ética de “republicana”. A ética é a ciência do Bem, vale por si só, não precisa de adjectivos. Muito menos de adjectivos políticos…

Por isso, poupe-nos e não fale mais em Pátria. A palavra soa mal na sua boca.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Presidenciais - Muito a propósito!






Um texto de José António Barreiros que o Vouguinha2 subscreveria, na íntegra:


O País do Rei Momo
Não sei se algum Presidente de República foi respeitado. De Costa Gomes dizia-se que era «o rolha» por ter sido crachat de ouro da PIDE e depois ícone sagrado da esquerda no PREC. De Spínola que era o «caco» por causa do monóculo prussiano a que o pingalim de Cavalaria dava ares, os tiques e os toques que o infiltrado Gunter Walraff gozou até mais não, quando ele caiu nas malhas do inconsequente ELP/MDLP. De Eanes gozou-se o ser de Alcains e de cenho fechado, mais a desajeitada tentativa de monopolizar a ética no PRD, que faliu sem glória, com Soares a tentar demonstrar que ele, para além de um hirto robotizado, nem um livro ler saberia. De Soares gozou-se tudo, desde os pecados da "descolonização exemplar" até àquilo que Rui Mateus verteu em livro com resultado zero e que meteriam qualquer um na cadeia, o acusador ou o acusado, só que o País virou a cara para o lado.
Uma coisa é certa. Talvez nunca o gozo público tenha sido letal. O sistema não caiu, o Estado aguentou-se, e se não houve um regime que tenha sucedido ao antigo regime a culpa não foi dos apoucantes nem dos apoucados.
Dói nos intervalos de meter nojo o que se está a passar em matéria de presidenciais. Tenta ganhar o que mais baldes de trampa lança para cima do candidato do lado.
A Chefia do Estado era das poucas coisas que sobreviviam. Todos os poderes estavam já na lama do desprestígio. A receita é fácil: ataca-se um, a matula generaliza a todos: padres, professores, juízes, procuradores, militares e guarda-nocturnos, nada resiste, tudo esbraceja no vilipêndio. A receita é fácil. Joga-se um à canalha, a sangrar um pecado, e a matilha estraçalha, em arruaça, a classe toda, na base do «isto anda tudo ao mesmo», «o que eles querem e precisam sei eu!».
Lentamente, as duas sementes do fascismo florescem no Carnaval da democracia: o pessimismo e a ânsia de ruptura. Ninguém quer isto, todos querem qualquer coisa que seja.
O primeiro pirómano que surgir, incendeia a cidade. No dia seguinte, dissipado o fumo, começam os enforcamentos contra os suspeitos de sobrevivência. Ao Rei Momo em Belém sucedem os gatos pingados de Quarta-Feira de Cinzas.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Não mostrem isto ao Poeta Alegre...

...... não me vá aparecer o COPCON com um mandato em branco, para que seja punido por este "atentado" à Democracia!...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Vamos, ouvimos e lemos...

....não podemos ignorar!
Em entrevista a um diário, Fernando Jorge, Presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais, queixa-se e lamenta a actual situação da Justiça. Nada que alguns seus colegas de ofício, que fazem o favor de ser meus amigos, me não venham dizendo, em sentidos desabafos. Por entre alguma estupefacção pela permissividade de alguns juízes, criticam, com aspereza e desencanto, a pressão e a contaminação sistémica que a Política e os seus braços executivos, está a exercer no grande edifício nacional que é a Justiça. Fazem sentir a sua frustração e impotência perante a exiguidade dos meios postos à sua disposição para um cabal desempenho das suas missões e da falta de respostas ministeriais para a resolução dos problemas com que se vão deparando, quer para o normal exercício das suas funções, como para poderem estar ao nível e dar resposta a novas situações com que se vão deparando. E, entre sussurros, falam de laxismo, promiscuidades, desorientação profissional...falta de rumos definidos.
Não me surpreendem, pois, algumas das frases que o Presidente do seu Sindicato trouxe à estampa na referida entrevista:






" Todos os Governos que conheci têm menorizado a Justiça, a sua importância"


"Mas com este Governo a situação, essa tendência, acentuou-se mais. Houve uma atitude de desconsideração"


"O Governo começou logo a aproveitar-se da Justiça para demonstrar uma falsa autoridade, que era forte..."


"O poder é feito por pessoas. E infelizmente nós temos tido pessoas que têm contas com a Justiça"


"A Justiça incomoda-os. Porque aos que querem fazer as coisas não respeitando a Lei da Justiça incomoda-os muito"


"Os portugueses percebem que um dos males da nossa democracia é efectivamente a corrupção"


"Alberto Costa foi o pior ministro que conheci"

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O quarto e último postal de Fim de Ano....

... que leva o Vouguinha2 a curvar-se perante a memória dum homem frontal, cujas declarações e denuncias públicas enervaram gente de gabarito e retiraram da penumbra realidades do submundo desta sociedade atolada num lamaçal de sanguessugas.

Resta a esperança de que essa mesma sociedade aproveite a crise, um ciclo propício a uma regeneração de comportamentos e recuperação de valores como a honra e a transparência, em que a engorda dos menos escrupulosos se não faça à custa do emagrecimento daqueles que ainda navegam na barca da honestidade!

Um melhor 2011!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Postais de Fim de Ano do Vouguinha2

A corrupção é uma das enfermidades da Economia deste país. Um crime que a Justiça vem tendo dificuldade em combater, quando ela tem lugar em patamares elevados da Sociedade, mesmo quando são fortes os indícios e fundadas as denúncias.
Sobretudo nos últimos anos, assistimos à condenação das corruptelas, "mixordices", dum almoço, dum par de botas, duma garrafa de whisky, dum sacos de batatas, daquelas "picuinhices" que não são mais que pequenos salpicos, quando comparadas com corruptos negócios que envolvem milhões e têm por palco as mais altas esferas da estrutura social e de poder.
A estes últimos "manigantes", gente sabida, esperta, influente e intocável, a Justiça não alcança chegar, tantos são os imbróglios jurídicos e os sinuosos caminhos processuais com que se depara.
Das razões dessa dificuldade e inoperância de resultados, poderemos inferir do pensamento de quatro figuras públicas que, melhor do que ninguém, conhecem as teias que se vão urdindo nas torres cimeiras deste campanário nacional.
Chegam ao Vouguinha2 em forma de quatro postais de Fim de Ano, com legítimos anseios de que o Ano Novo traga mais coragem, transparência, rigor legislativo e vergonha, especialmente a quem tem o dever de manter Portugal como um Estado de Direito, e em que todos os cidadãos nasçam e morram com iguais direitos e deveres!



O PRIMEIRO POSTAL DE FIM DE ANO:

sábado, 18 de dezembro de 2010

Feliz Natal!


O Vouguinha2 deseja a todos os que vivem ou vão passando por estas margens um Natal de alegria e Paz!


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Em tempo frio, imagens quentes de Moçambique!

Para aquecer a memória......e mitigar as saudades!

Com fotos dum lafonense, em visita.........quase 40 anos depois!








quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A saga dos ex-combatentes....


.... os tais que os diversos poderes pós 25 de Abril anseiam verem em "vias de extinção".....para que não lhes pesem nas contas dos orçamentos, lhes aliviem os serôdios remorsos....e alguns pesadelos... enquanto vão distribuindo benesses e "alcavalas" pelos boys das confrarias partidárias....

Uma reflexão escrita da autoria de Carlos Morgadinho:


A SAGA DOS EX-COMBATENTES É ETERNA

Por Carlos Morgadinho

Com o 25 de Abril de 1974 pôs-se um fim a uma guerra nas antigas províncias africana, ou colónias para quem assim as queira designar, e tudo, aparentemente, voltou à normalidade com eleições livres a autodeterminação desses ex-territórios subjugados há mais de 500 anos. Portugal voltou, finalmente, a ter a paz que sempre desejou e a ser respeitado no seio das Nações.

No entanto as mazelas duma guerra de 13 anos marcaram para sempre os ex-combatentes que foram, durante aqueles anos, enviados para a frente de batalha. Para os onze mil, que tombaram ao serviço da Pátria (sim foi esta que os chamou e os obrigou a empunhar armas para lutar contra os povos africanos daquelas nações africana (Angola, Guiné e Moçambique) a situação não se alterou pois deixaram de ser um "peso inerte" para os Governos tanto da Ditadura como do após Revolução. Mas ficaram mais de 100 mil feridos, não só fisicamente mas também emocionalmente. No que se refere aos estropiados foi criada de imediato, no dia 14 de Maio de 1974, com a queda do fascismo, uma associação de apoio e defesa dos interesses e situação desses militares que sofreram incapacidades tanto em combate como em acidentes enquanto ao serviço. Essa colectividade tem o nome de Associação dos Deficientes das Forças Armadas Portuguesas, a ADFA, que tem feito um excelente trabalho durante os processos de habilitação de incapacidades e na representação de todos aqueles a quem foram presentes às Juntas Médicas, processo muito controverso. E eu digo controverso pois muitos dos apresentados a esses painéis de avaliação são rotulados de "Normal processo de envelhecimento" e as aplicações são assim indeferidas e arquivadas e ficando no "esquecimento eterno". Claro que ao fim de 15, 20 ou mais anos os ex-combatentes estão envelhecendo e as incapacidades estão, ou foram, "camufladas" pelo P.D.I., conhecida na gíria por "Porca Da Idade", estão agora a parecer com mais frequência e de que maneira...

Também foi há bem poucos anos que o stress de guerra, ou Pós Traumático Sindroma (conhecido pelos "Apanhados") foi finalmente reconhecido como incapacidade e dado finalmente o apoio necessário no tratamento inclusive psicologicamente (não sei se monetariamente). Tenho um colega de unidade, de alcunha "O Drácula", que foi o único sobrevivente duma emboscada na região dos Dembos, em Angola (em 1965 ou 1966) e que testemunhou o massacre dos seus 9 ou 10 companheiros de pelotão, já feridos e prostrados na picada. Isso marcou-o profundamente. Nunca mais trabalhou e, em Lisboa, onde vivia, a sua cama eram os bancos dos jardins ou sob os aquedutos e pontes. Em 1998, creio que estou correcto na data, numa reunião de veteranos do meu Batalhão, o BTM361, em Setúbal, este amigo e companheiro apareceu no almoço e, solidariamente, angariamos fundos não só para pagar os custos da refeição como para arrendar um quarto numa pensão onde se pudesse abrigar incluindo alimentação para 3 ou 4 meses. Pobre amigo. Estava um farrapo humano e apenas nos seus 56 ou 58 anos de idade aparentando então 75 ou mais anos.

Então o Governo Português "ignorava" esta situação. Muitos outros sofriam de problemas de locomoção, nos membros inferiores e na coluna vertebral, pela calcificação de traumas e fracturas durante o cumprimento do serviço militar e, na sua maioria adquiridos em zona de campanha. Por esta situação nada recebiam de compensação nem sequer direito aos serviços do Hospital Militar, um dos mais bem apetrechados e com um dos melhores corpos clínicos de Portugal, ou mesmo no apoio medicamentoso para lhes aliviar o sofrimento.

Não me quero alongar mais neste meu "canto" lamurioso pois, como a maioria dos ex-combatentes, ou veteranos, nada recebo do Estado Português que me "FORÇOU" a tomar parte duma guerra que NÃO QUERIA e nem SABIA DO PORQUÊ, apenas me diziam que era para defender a Pátria Pluricultural que estava então a ser "ATACADA" e em "PERIGO?". Ganda peta.

Não sou reformado nem recebo pensões, mesmo sendo-me atribuída uma contagem de tempo ao serviço de mais de sete anos como militar e na sua maioria em zona operacional. Também não tenho assistência médica providenciada pelo Governo Português quando sou "apanhado" pelas crises quando me encontro de visita ao meu "Torrão Natal".

E a quem devo imputar todas estas anomalias ou culpas? Na minha óptica a todos os nossos Presidentes da República do após 25 de Abril mais concretamente ao Cavaco Silva (que está em vias de se sentar, mais uma vez, no Palácio de Belém), o Mário Soares e o Jorge Sampaio. Eles, os nossos Presidentes, são quem cabe o dever de proteger os seus cidadãos quando haja omissões ou grossa injustiça.

Com certeza estão à espera nestes próximos 30 ou 40 anos, quando apenas uma meia dúzia de trôpegos ex-combatentes ainda estejam no nosso convívio, para então se fazer justiça e eliminar-se esta descriminação. Somos todos filhos da Pátria Lusa e não apenas alguns a serem rotulados de... BASTARDOS.

Cumprimos o nosso dever embora estivéssemos no lado "errado" do filme. E isto é que conta e para isso é que houve o 25 de Abril e é com esta ideia de haver Democracia, Igualdade e Justiça Social é que elegemos os nossos representantes para a Assembleia da República e os nossos Presidentes.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Tirem-lhes tudo!


Notícia do Correio da Manhã:

Ministério tira net a escolas
O Ministério da Educação (ME) mandou retirar o serviço de internet de banda larga em 16 escolas do 1º Ciclo dos concelhos de Vouzela e São Pedro do Sul, afectando cerca de 350 alunos.



De acordo com as autarquias, trata--se de escolas que estavam referenciadas pelo ME para encerrar, no âmbito do reordenamento da rede escolar, mas que acabaram por permanecer abertas. "Nas férias foram retirados os modems das salas. Primeiro, a tutela disse que foi um lapso e que já tinham dado indicações à PT para repor o serviço, mas agora já dizem que não há cabimento orçamental e que tem de ser a câmara a pagar", disse ao CM o presidente da autarquia de Vouzela, Telmo Antunes (PSD). O autarca garante que não vai repor a internet. "Não está em causa o valor mas o princípio, esta é uma competência do ME".

No município vizinho de São Pedro do Sul, também de gestão social-democrata, o vereador da Educação, Rogério Duarte, considera que houve "precipitação" do Ministério. "As escolas estavam elencadas para fechar mas ficaram abertas. A Direcção Regional de Educação do Centro disse que já deu orientações à PT para repor o serviço e estamos à espera". O CM questionou o ME, mas não obteve resposta. Segundo o site do Plano Tecnológico da Educação, a banda larga está presente em 99,1% da rede escolar do País.

Não acreditamos na teoria da conspiração, mas vamos notando as estranhas coincidências: ambas as autarquias são de presidência de força partidária diversa da que sustenta o actual Governo!

Aos habitantes do Concelho de Vouzela, já tiraram a assistência permanente no Centro de Saúde; mais recentemente, privaram os agricultores de apoio técnico, tiram, agora, a internet das Escolas que pretendiam encerrar......só não lhes tiram a alma que aquela Gente não se vende nem alinha em chantagens....sejam elas políticas ou de outra natureza!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Cemitério de Mueda, Moçambique

Demos, por aqui, boa nota pela conservação do Talhão Militar de Pemba, Moçambique.
Lamentavelmente, não o poderemos fazer a respeito do local onde repousam muitos combatentes que tombaram em MUEDA, o que a SIC denunciou na sua Reportagem de ontem, passe o facto de ter registado uma intervenção após a gravação das imagens.
Por onde andará a memória desta Pátria? O respeito daqueles que derramaram o sangue por ela, por mais injusta que fosse aquela guerra?
Nem arrisco escrever mais nada ....... tremem-me os dedos de raiva!....

domingo, 31 de outubro de 2010

O TALHÃO MILITAR
















Por estes dias, recordam-se os familiares que partiram, multiplicam-se homenagens floridas pelas simbólicas e eternas moradas dos entes queridos que fecharam o seu ciclo de vida.

Não fujo à regra, curvo-me perante a memória dos familiares, dos amigos mais chegados que me antecederam na caminhada final.
Mas recordo ainda, com um frémito de tristeza aqueles que se quedaram jovens, em nome duma Pátria que os vai esquecendo.
Os pais, que viveram dilacerados na dor da perda, já se foram quase todos. Restam-lhes poucos irmãos, viúvas, filhos órfãos, incógnitos de lembrança triste dum passado que vai sendo distante. Os outros.....não sabem....ou não se recordam...
Lembram-nos sempre aqueles milhares que foram testemunhas presenciais, irmãos dos mesmos perigos, companheiros das mesmas emoções, naqueles campos de luta para onde aquela mesma Pátria os mandou guerrear.
É perante eles que me curvarei amanhã, vai para eles, como todos os anos, a homenagem do meu pensamento e o respeito pelo precoce e inútil sacrifício das suas vidas!

RIP, companheiros!


F. J. Branquinho de Almeida


A foto, deste mês e ano, de autoria do Custódio Freitas, em visita à cidade de Pemba, que o acolheu no serviço militar em 72 e 73, dá-nos algum conforto por sabermos do razoável estado de conservação em que se encontra o Talhão Militar daquela cidade, última morada de alguns combatentes. Merecem gratidão todos os que, por aquelas terras, têm contribuído para que sejam respeitadas as memórias dos que tombaram. Um abraço especial ao Senhor Claudino Abreu, ali residente!

Foi este o Povo das caravelas...



.... que sulcaram e desbravaram mares desconhecidos? Que rasgaram horizontes em busca de novas terras?


O Povo foi o mesmo......mas a Gente era outra!....IMPERDÍVEL!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Vampiros em terra nossa


Desde há alguns dias que uma questão me assalta....e apoquenta:


A MÁFIA está a vir para Portugal em fuga à Justiça Italiana, ou apenas para se juntar à Família?!

domingo, 24 de outubro de 2010

Imagens que transmitem beleza e tranquilidade....

... estas duma zona turística da República Dominicana, captadas no início deste mês de Outubro....



















































sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Pela vossa saúde...


... senhores mandantes deste País em fuga para o Litoral, parem com o frenesim "desertificador" das regiões serranas!

Não vamos fazer história do que tem representado para as populações do Interior, o encerramento de Centros de Saúde, Escolas e outros serviços públicos. Disso já fomos dando nota, e reprovando, mais pelos critérios do que pelo propalado princípio de racionalizar os recursos e adequar os Serviços às reais necessidades de cada povoação.

E não se nos afigura medida ponderada e criteriosamente decidida, encerrar uma Extensão de Saúde duma povoação serrana, a cerca de 35 Km do Centro de Saúde localizado na vila sede de Concelho, onde, a maioria dos seus 800 habitantes são pessoas idosas, sem automóvel, sem filhos que os transportem e sem dinheiro para pagarem táxis.

Manhouce, a terra que deu luz à linda voz de Isabel Silvestre, é uma freguesia do Concelho de São Pedro do Sul, no maciço da Gralheira, atravessada pela conhecida via romana que ligava o Porto a Viseu, foi uma das últimas vítimas destes encerramentos que, castigando gente isolada, é mais um triste contributo para a desertificação que este Governo, que se diz com sensibilidade social, vem levando a cabo.

Não sem que os seus habitantes descessem, hoje, dos seus povoados até à Vila, para manifestarem o seu profundo desagrado e, com a humildade que lhes é peculiar, pedirem que, no mínimo, lhes permitam ter acesso à saúde uma vez por semana.


O Vouguinha2 junta-lhes a voz e fica na expectativa que tão pequena "esmola" lhes não seja recusada.


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Num qualquer lugar....



....onde a Natureza nos lembra que a vida é mais bela quando com ela vivemos em harmonia!