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domingo, 30 de setembro de 2012

O GRITO LUSITANO

  Gritamos, em clamor, num misto de lamento e ira, pela falta que o vil dinheiro nos faz!
  Invetivamos este Governo, inculcamos nos rostos do actual Poder todos os malefícios dolorosos que já nos espartilham a vida, e os que, prevemos, vão continuar a apertar o garrote a que estamos sujeitos.
  Não sem alguma, direi mesmo, muita razão. Este elenco governativo, ainda que cerceado de movimentos por imposições externas, não tem sabido gerir politicamente a Crise, sendo notória a falta do tacto requerido para seleccionar e aplicar as, inevitáveis, medidas de austeridade.
  Desenganem-se, porém, os que têm por certeza adquirida, ou simplista visão,  de que as recentes gigantescas manifestações populares, com especial ênfase a de 15 de Setembro, tiveram por motivação a TSU ou as outras medidas anunciadas pelo PM como integrantes do próximo Orçamento de Estado.
  Nada mais falacioso e de vistas curtas! Aqueles propósitos, ainda que desastradamente comunicados, mais não foram de que o fósforo no pavio da carga explosiva  que veio sendo urdida nas últimas décadas, sobretudo, nas últimas duas.
 Sucessivas e incompetentes governanças, marcadas pelo despesismo, pelo amiguismo, num País onde tem campeado a suspeição e a corrupção nos meios políticos e no seu círculo de influências, foram um caldo que foi sendo cozinhado em lume brando, mas constante, a que a falácia da Justiça deu condimento final.

 Foi aí que o Povo foi alimentando o descrédito na Política, nos políticos, nos Partidos, nesta Democracia de rapina.
 Surgida a fase mais aguda e dolorosa da Crise, a mesa do descontentamento, da raiva nem sempre surda, do desalento, da sede por direitos em fuga e de justiça, ficou posta para a revolta popular.
  Podem os actuais mandantes estarem imbuídos das melhores intenções, podem esforçar-se por saltar para o outro lado da falésia, do abismo em que fomos sendo lançados, que o poder de decisão está lá fora, encimado por uma Troika credora, que mais não pretende que preparar o terreno que lhe permita colher os vis frutos da sua sementeira a crédito, e a que estamos comprometidos.
  O pior, em todo este calamitoso cenário, que nos deprime, é que, numa visão pragmática, sem efabulações febris, Portugal e os portugueses, não têm outra saída. Ninguém, de boa fé, o tem apontado, com séria viabilidade, nem existe outro caminho, seja com esta ou com outra gente em S. Bento.
 A percepção que se tem, quando se expurga da Razão, a emoção mediática, e a amargura pessoal  que assiste a cada um de nós, é que, qualquer aventureirismo precipitado, neste momento que vivemos, só nos pode colocar numa situação ainda mais gravosa do que que aquela de que já vimos padecendo. E, neste âmbito e por exemplo, duvido muito que a receita de greves sucessivas, revertam em favor da melhoria das nossas vidas.
  Do que nos devemos penitenciar é que as justas manifestações que ora empreendemos, não tenham ocorrido há vinte, há quinze, há dez, há cinco anos, quando se foi inculcando nos nossos espíritos de cidadania, inebriados por uma União Europeia sem cérebro, que estávamos a ser vítimas da políticas eleitoralistas, de megalomanias perigosas e fúteis, onde floresceu o compadrio, a corrupção ao mais alto nível, enquanto a Justiça ia sucumbindo ao poder do dinheiro fácil e da pilhagem. Como, de resto, este Vouguinha, de há muito, vem alertando!...
 O que nos resta? É continuar a trabalhar, a produzir, e a protestar contra as injustiças, pressionando para que haja equidade, competência e justiça na austeridade por parte de quem governa, mas sem deixarmos de estar atentos aos já muito activos arautos da demagogia e do populismo "Bota Abaixo", que defendem a terra queimada ou um Dilúvio, enquanto nos tentam cativar com um prometido lugar na Arca de Noé.....se e quando conseguirem afundar este País!



   

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O chinesinho limpa o pó!

Vale o que vale, mas vale reflectir sobre isto!
Antes que fiquemos.....de olhos em bico.....

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Kuing Yamang

1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas , ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos ...

2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não
 estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.

3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar 'a conta'.

4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.

5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos 'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.

6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando, mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.

7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!

8. Dentro de uma ou duas gerações, 'nós' (chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacos de arroz...

9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um desempregado...

10. (Os europeus) vão diretos a um muro e a alta velocidade...

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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Até mais logo, LUIS GOES!

 Para lá dos seus dotes de poeta e fadista de Coimbra, fico a recordá-lo por um episódio singular: no final dos anos setenta (78, 79?), Luis Goes, tinha, em Lisboa,  uma prestação de serviços de médico dentista na minha "empresa" de então. Recorri ao seu serviço para tratamento de um dente e, sem o reconhecer como o famoso fadista, fiquei....diria "aturdido", quando ele, enquanto me expunha as dentolas ao alicate, cantarolava um fado do Choupal. No fim, comentei com alguém tão inesperado concerto e fui esclarecido: era o LUIS GOES!
Fica a sua memória.
Que repouse em Paz

domingo, 16 de setembro de 2012

"O que faz falta é animar a malta..."



A santa velhinha era tão devota, tão devota, que nunca havia cometido um pecado ou, sequer, dito um palavrão.
Quando se foi e subiu aos Céus, mais parecia um foguetão, tal a velocidade que levava...
S. Pedro, o porteiro, abriu a porta para ela entrar e, quando a viu subir a uma velocidade supersónica, gritou aflito:
- Diz MERDA, diz MERDA....que ainda me furas o telhado da Casa!...




Portugal está a ficar frouxo! Os espanhóis ganham-lhe no pau e os tomates ficaram à porta do FMI!



sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Imaturidade política...

... não é mesmo propriedade exclusiva de nenhum dos nossos políticos!
Anunciar ao País que vai votar CONTRA o Orçamento, para, logo de seguida, se propor apresentar, na AR, alterações às medidas já anunciadas, esperando que sejam aprovadas, não lembrava a qualquer aprendiz de Arte Política!
  Como soa a demagogia, só entendida no contexto da luta partidária a qualquer preço, exigir um imposto sobre as Parcerias Público Privadas, as tais que os seus correlegionários do anterior Governo blindaram de tal forma que é o Estado quem tem que arcar com a maior fatia das responsabilidades, incluindo taxas fiscais!
 Com "rapaziada" tão "coerente" não iríamos a lado nenhum: continuávamos no mesmo lamaçal em que nos deixaram!

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Sá Carneiro...

... merece mais respeito!

Eu sei que, juridicamente, o facto de serem "inalienáveis" e "impenhoráveis", não impede que o Estado deixe de os pagar, ou numa linguagem menos frugal, os "roube", mas, sabendo que este pessoal anda sempre a invocar (e bem) a figura de Sá Carneiro, o seu exemplo enquanto político corajoso, ponderado e de visão larga,  porque carga de água lhe incineraram o D.L. 496/80 (ainda em vigor, com alterações pontuais) e mandaram às malvas o espírito do artº 17º nele inserto:
" Artº 17º - Os Subsídios de Natal e de férias são inalienáveis e impenhoráveis" ?
Respeitem o homem, a sua memória, ou, então, deixem de fazer aproveitamento da sua imagem!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Os slogans políticos...

... estão na moda!
São os dirigentes máximos, os secretários, os porta-vozes dos Partidos, nas suas comunicações televisivas; são os militantes nas paredes, nos murais,  no Twitter, no Facebook, todos e em tudo que dê visibilidade e tenha efeitos de propaganda.
Sendo actividade ou prática mais disseminada nos períodos pré eleitorais, deparamo-nos com ela sempre que há um tema da actualidade para explorar.
Os recentes anúncios das medidas orçamentais, pela sua impopularidade, deram aso a uma produção criativa fora do comum.
Vou vendo muitos desses slogans, mas é deste que não enjeitaria ser autor:



A CALCULADORA DO MINISTRO GASPAR...

... é pobre, só faz as contas mais fracas!

Os Reformados do Estado já sabem quanto vai ser a redução na Pensão, os trabalhadores do Privado, já sabem quanto vai ser a taxa para a Segurança Social, já sabem os funcionários públicos e os trabalhadores do Privado quais os subsídios que lhes são cortados, só não sabemos, em concreto, qual vai ser o valor da taxa ou do I.S. para os aviões particulares, para os iates de luxo, para os aforradores em paraísos fiscais e para as habitações das "Mil e uma noites!! Ou o Ministro Gaspar tem apenas uma calculadora para os mais fracos, ou, como diz o Prof. Marcelo (que, de quando em vez, diz algumas coisas acertadas), este Governo é mesmo fraco a comunicar com os Portugueses!

 


Urge que a Central de Compras do Estado encomende uma calculadora dourada para o Ministério das Finanças!

domingo, 9 de setembro de 2012

FÓNIX!

Nunca gostei de me ver discriminado. Nem pela positiva, nem pela negativa.
A menos que não bata a bota com a perdigota e hajam correcções ao discurso do PM, sinto que, mais uma vez, os mais fracos, os que já não têm poder reivindicativo, arcam com o maior peso nesta nova fornada de pão azedo!
Entretanto, continuo à espera que, da mesma forma com que anunciou estes novos apertos, tenha coragem para enfrentar os grandes lobies e nos venha anunciar quais as Fundações da treta que deixam de ter benefícios do Estado, de todos nós; quais os Institutos do tacho que são encerrados e qual o corte efectivo das regalias escandalosas de alguns dos gestores públicos.
Que o faça breve, para que eu, e milhares de portugueses, possamos continuar a crer que todos estes nossos sacrifícios não são em vão, nem direccionados para os mesmos de sempre!
E, já agora, que o papagaio rosa não cavalgue a onda da forma que o está a fazer. Os homens que nos trouxeram a esta situação deplorável, estão todos no seu ninho. É que se este PM está a ser o carrasco, foram eles quem nos conduziram ao cadafalso!
É que, mesmo discriminado, ainda tenho memória!
 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Que grande maldade!


Não se tira o tapete desta maneira. Seguro, sabe-se lá se com alguma azia,  vem, agora,  aplaudir as medidas preconizadas pelo BCE, no sentido de comprar dívida dos países que hajam pedido ajuda externa, logo que estes retomem o financiamento junto dos Mercados. O que, como é óbvio, para além dos juros substancialmente mais baixos, consubstancia uma bóia mais capaz  e algum alívio da pressão.
Questiono-me é a propósito do novo "slogan" a que o dirigente do PS vai dar corpo nos próximos tempos, sabendo da iniquidade do que vem martelando de hora a hora, exigindo da Governo e da Troika "MAIS TEMPO", sabendo que é a partir de Setembro do próximo ano que Portugal volta aos Mercados!
 Isto não se faz, Mário Draghi! Tirou o tapete a quem estava tão seguro dum dos trunfos criativos, e a toda a hora renovados, no esforço para ganhar à bisca, e de novo, o Poder em que a rapaziada do seu partido se viciou... e de que, pelos vistos, tem colhido bons proventos!
É que, prevejo, nem o Governo nem a Troika, perante o actual cenário, irão pedir mais tempo ou dinheiro!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Mentes brilhantes!

À Segunda:
- Haviam "almofadas", não eram precisos tantos sacrifícios. O Governo foi além da Troika!
À Terça:
- O Governo falhou! Não vai cumprir o défice!

Valha-nos a Santa Coerência!



 O Vouguinha não enjeita o facto de haver mais que um caminho para os objectivos perseguidos; não aplaude todas as medidas deste Governo; nem tece armas por esta ou aquela personalidade política. Procura é ter a noção do equilíbrio, sem empenhar o seu pensamento em populismos fáceis, os mais apetitosos para o Povo deglutir, na mesa das guerrilhas retóricas, em nome do voto e do poder!
 Algumas forças do nosso espectro partidário, exigem que o Governo peça mais tempo. Outras, mais dinheiro. Lançam-se estas e outras propostas,  estes "slogans" simpáticos para a imagem dessas forças políticas, sem que quem as ouve fique esclarecido do acumular de, ainda,  mais sacrifícios que tais virtuosos "remédios"implicariam.
 Ainda que cheguemos a uma situação em que o recurso a essa hipotética folga, seja uma saída inevitável, entendo que o Governo seja renitente em a solicitar. Não nos iludamos, os Mercados não têm rosto, nem são sensíveis aos nossos "apertos". São interesses financeiros mundiais, sem rosto nem alma. E, se os juros da nossa dívida, têm vindo a baixar, subiriam em flecha no dia em que o Estado formalizasse tal pedido.
  Que seja a "Troika" a dar esse passo, ou outros, menos onerosos,  que nos alivie a pressão,  se tal se lhes afigurar incontornável, mas sem alardes e sem fanfarronices internas, que sirvam de isco a esse glutão insaciável que são os Mercados.

 Até lá, espera-se mais coerência, recato e verdadeiro patriotismo, às mentes brilhantes que nos ofuscam, nesta escuridão a que, elas próprias, nos condenaram! A nós, a quem se apresentam como se nada tivessem a ver com este esburacado e tortuoso caminho em que nos deixaram!


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Casa das Aranhas...

... deve ser dos blogues mais visitados nas últimas vinte e quatro horas!
Trouxe a público a lista duma "pequena" parte dos homens do avental.
 Desses mesmos, que, em 2010 e 2011, já andaram a salpicar as margens deste Vouguinha...e que repesco:

domingo, 13 de novembro de 2011


Os compassos do avental....

DN, em notícia de caixa alta, dá-nos conta das revelações dum Juiz que denuncia o domínio da máquina da Justiça pela maçonaria. Nada que o Vouguinha2 já não tenha abordado em Janeiro de 2010.
Surpreende-me é que ninguém tenha a clarividência de esclarecer que essa "seita" não domina só a Justiça, mas todo o Estado!
Dominam as esferas do poder....e mandam os "carbonários" fazer o trabalho "sujo"?!.......

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010


A Seita tem um Radar...


Acusações de Costa Pimenta, um Juiz de Direito que, segundo o CM, vive uma guerra jurídica com as hierarquias da Justiça, abriu o livro e disse:

"O Supremo Tribunal de Justiça é uma loja maçónica, criada e instalada por maçons";

A verdade é que as lojas maçónicas, incluindo o Supremo Tribunal Administrativo e a Relação de Lisboa, deixaram-se infiltrar pelo jesuitismo e profanos do avental, que constituíram uma máfia que opera nos tribunais portugueses".

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O Mirante



....ou miradouro, velhinho e alquebrado, foi, durante muitos anos, a antecâmara de São Pedro do Sul. A partir dele, se regalavam as vistas pelas margens verdes do Vouga, pelo casario e pelas serras que bordejavam o horizonte. Era nele, também, que repousavam e conviviam os que, aproveitando os tempos livres, davam  passeatas de fim de semana, furtando-se ao bulício urbano.
 Jaz, agora, quase morto e frio. Sujo e degradado, vítima da fúria hodierna, das febris obras novas, dando apenas testemunho e memória aos menos novos que com ele conviveram.
 Em abstracto, porque não queremos nem devemos, no caso concreto, entrar em politiquice barata, as entidades nacionais e locais, na sua ânsia natural de inovarem e apresentarem novos empreendimentos, seja ou não discutível a sua utilidade e proveito para as populações que lhes dão votos, relegam para planos secundários tudo o que não lhes dê visibilidade ou proveito mediático. É o sinal dos tempos, ninguém lhe está imune!...
  Aquele miradouro merece restauro, pede novo fôlego, para proporcionar às Gentes novas, tudo o que de bom representou para os que já o não são.
  Não são estas pequenas obras, de centenas, as que configuram o esbanjamento das que nos têm levado milhões!|
Para além do mais, as  pedras também têm memoria!

domingo, 26 de agosto de 2012

Blasfémias?



Deixou a Terra o Homem que primeiro chegou à Lua. Não àquela onde, muitos de nós, ora mais do que nunca,  andamos muitas vezes, mas aquela eterna companheira do nosso Planeta. Que o Neil Amstrong repouse em Paz!

Logo após o Sputnik russo haver sido lançado no espaço e algum tempo depois 

 de haver devorado com sofreguidão todos os livros de Júlio Verne, teria uns 13 anos, ousei dizer a uma tia-avó, uma daquelas senhoras que nunca falhava uma Missa dominical e, quando o não podia fazer, corria para a Igreja a confessar o pecado, que o Homem, muito em breve, chegaria à Lua. Levei uma reprimenda das antigas. A minha santa tia, chegou mesmo a chamar-me herege, e a ditar-me penitência, que, lá em cima, era o Céu, o espaço sagrado, onde só a Alma dos homens escolhidos por Deus poderia chegar. Não insisti e não me surpreendi e senti-me reconfortado quando o Homem que ora nos deixou, pisou aquele satélite natural deste nosso espaço terrestre! Nem pude confrontar a minha velhinha familiar com aquele feito humano. Ela já estava lá em cima, pressinto que no tal espaço sagrado.....onde, espero, Neil Amstrong, a par do lugar cativo na História, tenha encontrado descanso!

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A dar música desde 1875!


Está de parabéns a Banda de Moçãmedes (Sociedade Musical de Moçãmedes), uma instituição do Concelho de Vouzela, que acabou de celebrar o seu 136º aniversário!
Recordo-me de a ver actuar, pelos coretos, cortejos e procissões, em momentos festivos, mas noutros eventos mais solenes. Era, e folgo que continue a ser, parte intrínseca daquela povoação, sede da Freguesia de S. Miguel do Mato, o lugar onde me foi emitido passaporte para a vida.
Desde a sua fundação, até aos nossos dias, passou por períodos de reconhecido brilhantismo e actividade, entrecortados por outros de mais apagamento e dificuldades, sem que se hajam alguma vez calado de todo os acordes do seu simbolismo para a terra. Nos momentos de maiores vicissitudes, a férrea vontade dos amantes da Música e a iniciativa de alguns "carolas" souberam  recuperar-lhe o fôlego e permitindo-lhe o crédito de galardões e brilhantes execuções, em Portugal e no Estrangeiro.
 Parabéns à Banda, às Gentes da freguesia que a apoiam e, em especial, aos que lhe dão vida!

sábado, 18 de agosto de 2012

OS BONS ARES DE VOUZELA




Já o pressentíamos, chega-nos agora a confirmação oficial e fidedigna. O Concelho de Vouzela, no ranking de 2011, da responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente, baseada em dados concretos medidos in loco, foi considerado o segundo melhor na qualidade do ar, logo a seguir ao Fundão.
 Congratulamo-nos com este galardão atribuído a este Município central do verde Lafões, que, sendo mais um estímulo para quem o visita, comporta para as entidades locais a responsabilidade de manter preservada a



floresta autóctone, fonte do saudável ar que por ali se respira.
 Sabermos que em Vouzela se sorve o segundo melhor ar do País, não deixa de ser reconfortante, num tempo em que os atentados e a poluição da Natureza - e de muitas mentes -, deixa muitos portugueses com  manifesta "falta de ar".
 Estão de parabéns as suas Gentes e todos os que, em números crescentes, vêm procurando aquela Região em busca de saúde e lazer.
 Parabéns, Vouzela!


Fonte: "Notícias de Vouzela"

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Na toca dos roedores!


- Grande Chefe Roedor, as notícias são preocupantes! As exportações de calçado estão com aumento substancial!
- Pau Mandado, manda o pessoal manifestar-se à porta da Associação de Calçado e exigir aumento de salários e ameaçar com greves!
- Grande Chefe Roedor, não resultou! As exportações mantém-se altas, enquanto o volume de importações tem diminuído!
- Pau Mandado, manda o pessoal afiar o dente! Encerra os portos, deixa os contentores no Cais!

domingo, 12 de agosto de 2012

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A Política está de férias!


Os políticos estão quase todos de férias.
Tem sido um alívio para os neurónios e um contributo para o nosso equilíbrio emocional...
Ainda assim, ficou um de plantão, a zurrar propaganda, de hora a hora, por todas as televisões!...

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Fundações ou fundições...

... do erário público?
Já não era sem tempo. Tardou, mas o Governo decidiu-se pela depuração das centenas de fundações que pululam por aí!
 Por decência moral, não é justo que ora venhamos diabolizar todos esses organismos. Há é que saber fazer a destrinça entre o que é genuíno, gerado pela filantropia ou mecenato, e aquilo que foi gerado para, contornando a Lei, funcionar como offshores internos, sugando do Estado, dos nossos impostos, para sustento e fazenda de alguns espertalhões.
 Uma Fundação digna desse nome sustenta-se a si própria. Gera os proventos requeridos pela sua acção junto da Comunidade que pretende servir, ainda que cobre do Estado serviços pontuais que, no seu âmbito, lhe preste.
 A título de exemplo, nunca me esqueci que, mais do que na Escola,  despertei para a leitura  graças às bibliotecas itinerantes que uma dessas fundações colocavam à disposição de todos, por esse País fora, de forma gratuita e sem distinção de idades, credos ou ideologias.
  Fundações criadas por um Estado, já por si só dotado dos organismos de serviço público, não têm razão para existir; fundações geradas por entidades privadas em busca de imagem e proventos fáceis; fundações com a exclusiva finalidade de difundir determinada ideologia; fundações "da treta" criadas para contornar a bigorna do Fisco, que existam, mas por conta própria e sem qualquer isenção das obrigações impostas aos demais contribuintes, individuais ou empresariais.
  Que a depuradora funcione, com justiça, mas sem hesitações! É do que todos ficamos à espera!
  Vai sendo a hora, e o momento, de acabar com o xico-espertismo nacional, que não falte a coragem, que o apoio, nesta luta, está garantido!


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

A Fénix mineira!


Com alegria comedida, expectante,  mas com alguma fé,  no anunciado reanimar daquelas regiões que foram, outrora, centros de trabalho, de animação, de alguma pujança económica, em torno da exploração do subsolo.
Incrementa-se o interesse pela exploração mineira, na justa medida em que sobe, vertiginosamente, o preço dos metais.
Anunciam-se novas explorações e a reabertura das que se foram finando por manifesta inviabilidade económica.
Promete-se um novo fôlego para as Minas da Bejanca, em terras que foram da nossa meninice.
Algo que anima e é contra-maré da desertificação a que vai sendo votado o Interior deste País.
Que renasça, breve,  a Fénix mineira!

domingo, 29 de julho de 2012

Lebre ou disparate governamental?!






 Quando as lebres nos surgem , em corrida louca, nunca se sabe a que couto pertencem. Depois, as espingardas descarregam, a torto e a direito, o que importa é que a bojarda faça barulho!
 Não sei se por desatenção, é justo que o antecipe, nunca ouvi da boca de qualquer responsável ministerial, a tão discutida criação das listas negras dos devedores às empresas que, sendo privadas, prestam serviço de interesse público, como a EDP, GALP e congéneres.
  O facto é que a lebre, lançada pelo Governo, pela Comunicação Social, pela Oposição ou por qualquer mexilhão mediático, anda por aí, em debates acesos, com foros de escândalo e notório repúdio nacional.
  Sendo, por princípio natural, exigível que as dívidas se paguem, também não nos parece ser de bom senso que um Governo, no exercício das suas funções constitucionais, sobretudo este que se propõe - e bem, na minha perspectiva -, libertar o Sector Privado do peso do Estado, tome para si as dores das grandes empresas privadas e se lhes substitua nas acções de recuperação de dívida, tal qual homem do fraque ou regedor moral e da devassa dos "caloteiros".
 Esse mister cabe, por direito e dever, às empresas que fornecem os serviços, que têm à sua disposição os dispositivos legais para serem ressarcidos dos bens postos à disposição dos seus clientes.
 E, neste âmbito, o único e válido contributo do Governo, advém da obrigação do Estado em manter actuante e rápida uma Justiça que tarda em afirmar-se e a quem cabe a resolução dos conflitos de consumo que lhe sejam presentes pelos contribuintes, sejam eles cidadãos individuais, quer empresas ou Grupos.
 Pressinto que a famigerada "Lista Negra" só pode ser mesmo lebre. Se o não for, não passa dum tremendo disparate ou da confirmação do que há décadas se propala, da tal promiscuidade entre as grandes empresas e os altos servidores do Estado, conhecendo nós como um e outro sector são a mesma mesa de ténis, onde estes últimos saltitam para um e outro campo, como bolas de ping-pong!....

(Por opção, o Vouguinha2 não respeita o recente Acordo Ortográfico)

quinta-feira, 26 de julho de 2012

O Autocarro das bandeirinhas...

..... circula e fumega, raivoso, na rota dos Mercedes e Audi governamentais. Pára na berma, distribui as bandeirinhas, depois protesta, urra, insulta e  parte para recolha de outra tripulação fornecida pela mesma empresa...
 São mil e uma as razões para o descontentamento. São "milhentos" os motivos de indignação para com as medidas deste e de todos os governos das últimas décadas. Não é isso que me leva a estranhar a forma pouco ortodoxa como esses pequenos, mas ruidosos, protestos, são ensaiados pela tripulação residente desse autocarro que não é o do amor!
 Gatunos e mentirosos, os rótulos mais usuais para colar na recepção de qualquer dos  membros do Poder, seja a visita a Alguidares de Baixo ou a Aveiras de Cima. A Parada é sempre a mesma, as honras são as ensaiadas, não variam substancialmente.
 Não vem, daí, mal ao Mundo, nem afronta ao País, que o Povo só lamentaria deixar de assistir a festival tão rotineiro, que já ganhou mais estatuto que os foguetes nas festas de Verão, em agonia devido aos incêndios.
 Mas, ainda assim, ver Mário Nogueira, acompanhado pelo "autocarro" de professores, os educadores dos nossos jovens, também eles, como todos nós, vítimas dos logros políticos de muitos anos, com tantas razões como os demais portugueses, para se lamentarem da onda madrasta que nos vai afogando, usarem da  linguagem habitual do autocarro, com o insulto sempre presente, leva-me a duvidar do Futuro da Educação nestas terras de poetas, santos e cientistas! Os seus potenciais alunos, estão lá, defronte das televisões, vendo e ouvindo, aprendendo como se reage quando não são satisfeitas as pretensões de cada um. As crianças, a quem é suposto inculcarem respeito e comportamento cívico, são as que, a partir de Setembro, se sentarão à sua frente e para quem são como se usa dizer "um exemplo a seguir"...e, neste plano, mal é que se "vire o feitiço contra o feiticeiro"....
 Pela boca, morre o peixe, pelo insulto, morre a Educação!

terça-feira, 24 de julho de 2012

LA SIESTA!





 A tão enraizada "siesta" dos nossos vizinhos está em perigo!
 Não é hora para dormir, nesta Europa que só nos causa pesadelos.....