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Navegue....e mergulhe, está num rio de águas límpidas!
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quinta-feira, 31 de março de 2011
Não foi Carnaval, Pá!.....

terça-feira, 29 de março de 2011
Setas no alvo!


segunda-feira, 28 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
O Embondeiro!

Vejo-te solitário e fulgido
Em fundo vermelho de sol poente
Como monumento p´la natureza erigido
Sobre a planície agreste e inclemente;
Como se benfazeja chuva mendigasses
Teus secos braços nus aos céus lanças
E como se a árida paisagem afagasses
Pelo espaço te estendes e avanças;
Caem-te, como lágrimas, frutos tão pesados
A saciar o faminto e sedento caminheiro
Que, de pés descalços, gretados e cansados,
Te reverencia e te atribuiu dons de curandeiro;
Tens bravia beleza e mistérios de feiticeiro
Habitas o meu chão, a minha história por contar,
Sempre estiveste no meu caminho, Embondeiro,
Quisera eu nunca de ti me separar.
(06julho2003)
(Tema Beleza - Fábrica de Letras)
domingo, 20 de março de 2011
Confessionário juvenil

Tímido, mas rebelde, educado, mas com um feitio muito especial, era a moldura comportamental que os familiares mais chegados faziam do Carlos. A eles estava confiado pelos pais que faziam pela vida no Moçambique distante, para que pudesse continuar o percurso escolar.
Páscoa de 1965.
Frequentava, desde a sua inauguração, já se esfumavam três longos anos, O Colégio de S. Frei Gil, na acolhedora Vila de Vouzela.
Tendo passado os primeiros anos escolares, depois de uma breve passagem pelo S. Tomás de Aquino, na vizinha vila de S. Pedro do Sul, num colégio de Viseu, em regime de internato, onde foi colega de carteira do falecido Acácio Barreiros, estava naquele ano a braços com o antigo 5º ano, com as suas duas tradicionais secções, a de Letras e a de Ciências.
Se, no 3º e 4º anos, residira com seus tios, que desenvolviam a sua actividade profissional naquela vila, neste último ano, vivia como hóspede numa pensão local, em certa medida, entregue a si próprio.
O primeiro acto de rebeldia(?) já ocorrera no ano escolar anterior, quando, em plena aula de Físico-Química, e após se sentir humilhado perante os colegas por um professor acabdo de chegar da "Sintra da Beira", por desconhecer uma fórmula, lhe respondeu que a falha não era sua, mas da forma pouco didáctica de ensinar, bem em contraste com o anterior professor da disciplina, uma figura vouzelense por quem o Carlos sempre nutriu o maior apreço.
Suspenso por alguns dias da frequência colegial, o Carlos só foi readmitido após se sujeitar, em plena aula, e na presença de toda a Direcção e de toda a turma (mista), a um acto de contrição e um pedido de desculpas a professores e colegas.
Fê-lo, envergonhado e triste, mas não se desvaneceu a ideia que havia formulado, frontalmente, daquele professor...
Naquele ano da Graça de 1965, no final do 2º Período, eram cruciais as "notas" atribuídas, mormente para seleccionar os alunos que seriam submetidos a exame final no Liceu Nacional de Viseu.
Não muito confiante na de Ciências, em que a Matemática era um quebra-cabeças, um pesadelo constante e desprezível, sobretudo para um cábula militante, já em Letras sentia-se nos seus domínios. Português e História, para lá do Francês, haviam sido, desde sempre, as matérias da sua eleição pessoal.
Leccionava História, por aquele tempo, um padre que, para além de mestre, era sacerdote numa paróquia do Concelho e que, vá-se lá saber porquê, era o alvo preferido do humor juvenil num Jornal de Parede, que um grupo de alunos, em que o Carlos se incluía, manuscrevia e afixava com regularidade mensal.
Num determinado dia deste 2º Período, o padre Xico entendeu dividir a turma em dois grupos, o dos, no seu entendimento, "sabichões" e outro de "limitados", no domínio do Passado. E consubstanciou esse seu desígnio com a apresentação de dois testes diferentes, de dificuldade adaptada aos grupos por ele criados.
O Carlos revelou-se, em voz alta, contra aquela decisão. Tendo-o feito, inicialmente, de modo curial, tentando que repensasse a sua decisão, pela forma injusta como se propunha avaliar uma mesma turma. Não o conseguindo demover, e disso se penitencia, angariou o apoio de alguns colegas para a "causa", a quase totalidade do pseudo grupo dos "sabichões", à excepção de um ou outro que "roeram a corda", de não responderem àquele teste.
As folhas ficaram em branco, apenas com a identidade e assinatura e em branco ficaram os que com ele ousaram manifestar a sua indignação : ZERO!....com tinta dum vermelho vivo.....e sublinhado!....
Terminadas as aulas do Período, lá correu, curioso, para saber das suas médias. E a pauta não enganava: o Carlos tinha uma negativa a História! Logo a História, uma das suas preferidas e a disciplina que, em todo o percurso escolar, inclusive, com este professor, lhe conferira sempre as médias mais elevadas!...
Toldou-se-lhe a vista quando olhou a pauta, e remoía em silêncio, quando alguém o chamou à Secretaria do Colégio para atender uma chamada telefónica de sua irmã, como ele, aluna daquele estabelecimento de ensino, a frequentar o 4º Ano. Depois de lhe satisfazer as questões formuladas, informando-a das suas "notas", aquela interrogou-o a propósito das suas próprias médias. Ainda com a adrenalina a fervilhar-lhe nas veias, respondeu-lhe, literalmente "O FDP(com as letras todas) do padre de História deu-me negativa!". E o telefonema acabou aí!...
Saiu da Secretaria, onde apenas se encontravam o continuo- de quem ele sabia não colher muitas simpatias pessoais -, e um comerciante local, a tratar de assuntos do seu ofício. Saiu, aborrecido, mas despreocupado por estar longe de imaginar que uma conversa privada, com um privado desabafo telefónico, seria alvo das "escutas" de um par daqueles quatro orelhões presentes na Secretaria, que se prestaria à "bufice", prática de uso corrente naqueles tempos idos.
Mas...foi assim! Soube-o quando, dois ou três dias depois, foi confrontado, sem que lhe fosse concedida qualquer explicação ou defesa, com a inexorável decisão do então Director do Colégio, também ele padre: EXPULSO!
A notícia espalhou-se, deturparam-se os factos....que teria ofendido o padre , professor de História, cara-a-cara....que o teria ameaçado fisicamente....e outras novelas de sacristia, bem à feição da época. Quando o Carlos, o "proscrito", sabia que tudo se passara de outra forma e sem que, depois das notas afixadas, estivesse alguma vez frente a frente com aquele docente!...
O pior, o ainda mais doloroso, veio depois: tendo decidido prepara-se, por si próprio e sem qualquer ajuda e submeter-se ao exame final de Letras, continuou a viver na Vila de Vouzela e na pensão onde estava hospedado. Foi, então, que sentiu o ferrete, o maior dos castigos. Se uma parte dos seus antigos colegas se manteve solidário, se mostrava condoída com a situação e não regateou a amizade e o companheirismo de sempre, outra, não menos significativa, não disfarçou a "repulsa" pelo "crime" cometido. E se manteve, sempre, os primeiros num lugar especial do seu espírito, com dificuldade superou a mágoa de ver companheiros e amigos mudarem de passeio quando com ele se cruzavam, ou fixarem os olhos no chão, quando o "proscrito" se aproximava.....
Tudo foi intimamente perdoado, mas difícil é de esquecer, por repugnante, ontem, hoje e amanhã, o acto de devassa duma conversa telefónica entre dois familiares e que redundou no castigo máximo, com agravo pessoal, pela santa inquisição colegial!
Mas conseguiu! Quando proposto - a título particular -, ao exame de Letras no Liceu de Viseu, obteve a Português e a História (em especial, nesta última), classificação superior a todos os alunos que se mantiveram no S. Frei Gil a receberem ensinamentos até final do ano escolar. Não se sentiu "vingado" dos seus colegas, sentiu, sim, que dava uma resposta à intolerância e à injustiça de que se sentira vítima...
quinta-feira, 17 de março de 2011
A surra nos masoquistas!
segunda-feira, 14 de março de 2011
L' Etat c'est moi!....Quero posso e mando!

Não lhe passou cavaco, nem deu a conhecer aos portugueses, ao Parlamento, à Oposição! Nas costas dos contribuintes, urde-se mais uma teia, para UE aplaudir e Mercados verem.... Cortes na Despesa? São, são cortes nos esfarrapados bolsos do costume, entre muitos outros, e com especial agravo, nos pensionistas, cujas pensões, muitas delas de miséria, vão para a arca congeladora por três anos!
Sobe o IVA de produtos essenciais, emagrece o reembolso nas despesas com Saúde e Educação, baixam as comparticipações nos medicamentos, é todo um rosário com muitas contas, a que os laicos súbditos portugueses da Senhora Merkel, chamam de Despesa Pública!
Pobre ignorante que sou, quando me movo com números e Economia, nem aprendi a tabuada numa escola maçon!
Como estava convencido que cortar na gordura da vaca estatal seria acabar com muitos institutos inócuos, empresas deficitárias e inúteis, com toda uma legião de administradores que se banqueteiam, tropeçando uns nos outros, com saborosos prémios, vencimentos, representações e outras alcavalas! Pensava eu, homem de poucos alicerces, que reduzir na Despesa Pública seria, também, acabar, sem fífias enganadoras, com fundações que suportam nada e apenas levantam as colunas de alguns espertalhões! Como estava convencido que a coragem dos cortes passaria, ainda, pela desarticulação das máquinas distritais, que já ouvi denominar de comissariados políticos e partidários, que são os Governos Civis, um cargo de penacho com todo um stafe dispendioso!
Pensava ainda que a ideia de reduzir o número dos marinheiros da nau do Gama atracada em S. Bento, mereceria o apoio sério dos partidos que para ali deslocam as suas baterias de alguma gente séria, com muitos piratas dorminhocos e alguns cafres à mistura!
Sonhava, mais, que os cortes na Despesa do Estado, passaria, ainda, por um estudo sério e urgente que acabasse com as bengalas e muletas de que muitos autarcas se servem na sua caminhada e a que dão o pomposo nome de empresas municipais....
Pensava, mas pensava mal!...
Nesta terra que perdeu a vergonha, há gente que já não tem vergonha nenhuma!
Perdoa, Luis! Que não foste tu o Rei Sol....no Ocaso!
sexta-feira, 4 de março de 2011
Toca a Banda no Coreto....e nas ruas de VOUZELA!....

As Bandas Filarmónicas estão, no espectro nacional, para além de mero divertimento que proporcionam e dos temas musicais que vão compondo e executando. Têm, sobretudo no Norte, uma forte componente cívica. Pólos de atracção para os jovens, vão sobrevivendo graças aos esforços e carolice dos que valorizam a arte musical enquanto fonte e difusão de cultura nos meios em que se inserem.
Foi há 80 anos que a Sociedade Musical Vouzelense surgiu numa das vilas lafonenses, a menina do meio, como ouso denominá-la. Com actuações por todo o País e Estrangeiro, os seus créditos foram sendo sedimentados pelo empenho dos seus dirigentes e executantes, sendo, actualmente, considerada uma das melhores Bandas do nosso País.
Na comemoração de mais um aniversário, estreou o seu próprio Hino, que exorta as belezas da vila de Vouzela e a própria Banda. bebeu parte da letra da fonte de inspiração do poeta Joaquim Dória, em poema de 1925, com adaptações da própria Banda, sendo a música de Amílcar Morais.
Ficam os parabéns à SMV....e o novo Hino que a identifica:

Vouzela, que linda fada,
Que nunca de amor se azouga
Suavemente beijada,
Pelo Zela e pelo Vouga!
Mocidade, alerta, à vela!
Erguei alto os corações...
Cantai connosco, Vouzela,
A princesa de Lafões!
A Sociedade Musical vouzelense,
Com sua banda sem igual,
Por certo a mais formosa,
Que percorre Portugal!
Vouzela, ninho de encantos,
Nem só és bela e gentil;
És também berço de santos,
A terra de S. Frei Gil!
Vouzela... Vouzela.
quarta-feira, 2 de março de 2011
"ELES" e os "OUTROS"

Na passada semana, neste Bairro que também é meu, por morada, caracterizado por um relativo sossego e de paz social, três ou quatro meliantes resolveram aliviar a carga duma carrinha de valores que se preparava para abastecer os bancos por aqui instalados.
Acontecimento raro na zona, a ocorrência foi tema principal das conversas de café e noutros estabelecimentos mais frequentados. Naquele e nos dias que lhe seguiram.
Surpreendi-me, ou nem tanto assim, com os desabafos, as reacções, os comentários mais ouvidos:
- Eles que roubem! Desde que não façam mal às pessoas, está tudo bem! Os "outros" que ganham "balúrdios" também roubam e são corruptos, assaltam-nos os bolsos e ninguém os prende!...
Sintomático. E perigoso!
Uma Sociedade de que se tem a sensação, ou convicção, de que se assalta nas ruas e nos gabinetes está doente, em agonia. De que só dificilmente e muito tarde se restabelecerá!
terça-feira, 1 de março de 2011
Mais bordoada?

O carismático leader e o cobrador-mor de impostos da Lusitânia já levantaram o cacete. Prometem mais bordoada nesta Gente que já não sabe levantar-se do chão.....
Entretanto, o regabofe continua......a despesa do Estado não desce....continuam em roda livre os organismos públicos e a sua legião de gestores e boyada, as fundações, os cargos públicos de penacho!
Mas está tudo na Paz de Sócrates, que vai orando por todas as capelinhas abertas e já prometeu peregrinações por todo o País até Abril, que, à imagem do Natal, Campanha Eleitoral é todo o ano.....é quando o homem quiser!
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