
Apeteceu-me meter as mãos na massa. Não exercendo cargo em empresa pública ou de cariz político, não o poderei fazer naquela massa que faz correr muita dessa "gente" e girar o Mundo em que vivemos. Meto-as na massa daqueles afamados pastéis, doces convites aos glutões ou a todos os que gozam em deliciar as papilas gustativas com estes manjares dos deuses... e dos frades. É comum ouvir-se, de quem conhece ambos, que os afamados pastéis de Vouzela e os não menos famosos pastéis de Tentúgal são uma e a mesma coisa. Não são. Passe o aspecto similar, algo os distingue, quer no folhado quer no recheio. Quando, em 1834, o maçónico Joaquim António de Aguiar, mais conhecido pelo "Mata-Frades", instigou à expulsão das ordens religiosas de Portugal, por decreto, e ao consequente encerramento dos conventos, as freiras que lhes davam vida viram-se na contingência de procurarem a sobrevivência nas terras de origem, junto dos seus familiares. Foi assim que monjas clarissas, mais vocacionadas para as doçarias conventuais, recolheram para junto dos entes mais próximos, em Tentúgal e Vouzela.

Hoje pago eu. Sirvam-se!